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	<title>Biblioteca &#8211; Olho do Sol</title>
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		<title>TOP 10 MITOS SOBRE VERDADEIRA VONTADE</title>
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		<pubDate>Sat, 24 Oct 2020 11:47:09 +0000</pubDate>
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<p><em>The original essay, ‘Top 10 Myths about True Will’, can be found in the original English in <strong><a rel="noreferrer noopener" href="http://www.lulu.com/shop/iao131/fresh-fever-from-the-skies-the-collected-writings-of-iao131/hardcover/product-21736542.html" target="_blank">Fresh Fever From the Skies</a> </strong>and <a rel="noreferrer noopener" href="https://iao131.com/2014/02/26/top-10-myths-about-true-will/" target="_blank">online</a>.</em></p>



<p>O conceito de “Verdadeira Vontade”, ou simplesmente “Vontade”, é fundamental para a Lei de Thelema desde que nosso princípio central é “Faça o que tu queres será o todo da Lei” (<em>AL</em>&nbsp;I:40), juntamente com “Tu não tens direitos senão fazer a tua Vontade” (<em>AL</em>&nbsp;I:42) e “Não há lei além de faze o que tu queres” (<em>AL</em>&nbsp;III:60). Thelema, apesar de tudo, significa “Vontade”.</p>



<p>Por ser Vontade um conceito central em Thelema há muitos equívocos sobre isso que limitam nosso entendimento assim como limitam nosso potencial para realizar e manifestar as nossas Vontades. Muitos desses mitos e equívocos estão altamente correlacionados, mas eles também são diferentes em sua ênfase e abordagem. A lista não pretende ser exaustiva ou completa, mas espero que possa levar a uma reflexão e clareza sobre a noção de Vontade. Mais fundamentalmente essa é uma lista curta destinada a desafiar alguns equívocos comuns sobre a Vontade, a fim de que possamos conhecer e realizar nossas Vontades mais livremente e com alegria.</p>



<p><strong>1) A Verdadeira Vontade é encontrada num determinado momento.</strong></p>



<p>O primeiro mito é que a Verdadeira Vontade é descoberta durante um evento distinto, num certo ponto da história. Isso significa que você não sabe qual é a sua Vontade, mas que num futuro você saberá, ao ter algum insight ou experiência, você de repente conhecerá sua Vontade. Em contraste, Crowley nos informou que “A Vontade é apenas o aspecto dinâmico do Eu…” (<em>Liber II</em>). Neste sentido, a Vontade é apenas a expressão de nossa Natureza. Entretanto de uma maneira pobre e incompleta nossa Natureza não pode deixar de se expressar de alguma maneira, o que quer dizer que: nós estamos sempre fazendo nossas Vontades até certo ponto, mas poderíamos fazer sempre um pouco “melhor”, no sentido de fazê-la mais completamente e com mais consciência. Mesmo se temos uma visão súbita ou que muda completamente a Natureza de nossas Vontades, isso não significa que esse entendimento não precisará mudar ou ser revisado no futuro.</p>



<p><strong>2) A Verdadeira Vontade é algo para ser encontrado num futuro distante.</strong></p>



<p>Relacionada ao primeiro mito é a noção de que Verdadeira Vontade não pode ser&nbsp;encontrada no presente, mas em algum ponto do futuro. Ou seja, se pensa “Eu não sei qual minha Vontade agora, mas espero que eu saiba no futuro”. Agora, é perfeitamente razoável acreditar que o conhecimento e entendimento da Vontade podem aumentar no futuro, mas, novamente, nós estamos sempre fazendo nossas Vontades até certo ponto. Isto é, a Vontade não é “encontrada”, mas nossa consciência e entendimento dela podem melhorar. Visualizando a Vontade como algo que se encontra no futuro, exclui o nosso potencial para fazermos nosso melhor para fazer nossa Vontade no momento presente. Podemos lamentar as nossas circunstâncias, acreditando que tudo ficaria bem se “conhecêssemos nossas Vontades”, ao invés de trabalhar em nós mesmos no momento presente para nos tornar mais conscientes e alegres com o que já está acontecendo. Isto é, nossos próprios conceitos sobre o que é Vontade nos impedem de ver o que já está aqui: todos nós somos estrelas (<em>AL</em>&nbsp;I:3) e Hadit, a chama de nossas Vontades, está sempre no centro de nosso Ser (<em>AL</em>&nbsp;II:6). É nosso trabalho ou dever descobrir como trabalhar com nós mesmos e nosso ambiente a fim de tornar a Verdade dentro de nós mais manifesta do que inerente.</p>



<p><strong>3) Você está fazendo sua Vontade ou você não está fazendo.</strong></p>



<p>A linguagem usada ao redor da Vontade é frequentemente “digital” no senso em que falamos sobre isso em “on ou off” (ligar ou desligar). Eu acredito que é mais efetivo e adequado pensar em Vontade em termos “análogos”, ou seja, que estamos fazendo nossa Vontade até certo ponto. A linguagem de “Verdadeira Vontade” implica esse tipo de dicotomia digital de verdadeiro ou falso. Por outro lado, a ideia de “Vontade Pura” é uma questão de graus. A totalidade “pura” da Vontade é 100% Vontade com nenhuma mistura ou contaminantes, assim como um suco puro é 100% suco – não há qualquer conotação moral. Podemos (por questão de explicação) dizer que podemos não estar fazendo 100% de nossa Vontade, mas podemos estar fazendo 30% ou 80% de nosso potencial até o momento. Isso coloca a responsabilidade em nós mesmos para tentar aprovar nossa Vontade ao máximo, na forma mais “pura” possível. Isso significa também que nós não precisamos pensar nos outros em termos deles estarem ou não fazendo suas Vontades; ao contrário, todos estão fazendo suas Vontade até certo ponto ou outro, e tudo o que temos de fazer é tentar nos esforçar intencionalmente para chegarmos ao ideal de Vontade 100%.</p>



<p><strong>4) Verdadeira Vontade é uma coisa única e imutável.</strong></p>



<p>A linguagem usada ao redor de Vontade implica que Vontade é algo único, por exemplo, “é minha Vontade ser um médico”. Na verdade, a ideia de Vontade ser certa carreira em particular é um dos mais comuns exemplos de equívocos. Um exemplo é Crowley falando neste sentido quando ele escreve: “virá o conhecimento de sua vontade finita, através da qual um é poeta, outro profeta, outro ferreiro, outro escultor.” (<em>De Lege Libellum</em>). O erro está em pegar a ideia de “Vontade = a carreira certa” literalmente do que metaforicamente. Ou seja, uma carreira é uma metáfora para o que você faz com a sua vida, acreditando ser adequado para as suas tendências, talentos e aspirações. Obviamente a Vontade não está confinada a uma simples carreira – especialmente nos dias de hoje em que a maioria das pessoas tem várias carreiras ao longo da vida – como aparentou ser a vida do próprio Crowley. Não seria correto dizer que era a Vontade de Crowley ser poeta porque iria negligenciar que ele era um mago, não seria correto dizer que foi a Vontade de Crowley ser um alpinista porque iria negligenciar que ele era um jogador de xadrez, etc. Na verdade, a Vontade é – como já mencionado – “o aspecto dinâmico do Self…” (<em>Liber II</em>). E dinâmico, ou seja, em constante movimento. Crowley reforça isso quando ele escreve que a Verdadeira natureza do Eu é mover-se continuamente, deve ser entendido não como algo estático, mas como dinâmico, e não como um substantivo, mas como um verbo” (Dever). Esta natureza dinâmica da Vontade é ainda implícita na linguagem que a descreve como “Movimento” como quando Crowley escreve que a Vontade é “o verdadeiro Movimento do teu ser mais íntimo” (<em>Liber Aleph</em>, capítulo 9).</p>



<p><strong>5) Verdadeira Vontade pode ser encapsulada completamente em uma frase.</strong></p>



<p>Conectada com os equívocos anteriores é a noção que Vontade pode ser completamente encapsulada numa frase. Uma vez que a Vontade é dinâmica, a sua natureza é de “Ir”, nenhuma frase pode sempre encapsulá-la completamente. Existem, certamente, benefícios por se encapsular a vontade numa frase como tendo um padrão conscientemente articulado pelo qual se pode julgar se um determinado curso de ação é expressivo ou impeditivo da Vontade. Por exemplo, pode-se formular a Vontade como “É minha Vontade que meu corpo seja saudável”, que pode atuar como um padrão pelo qual você vai determinar que comer junk food (comida que não é saudável) não faz parte da sua vontade (para todos os efeitos práticos). Dito isto, deve haver um entendimento de que a Vontade está, em ultima instancia, além da articulação verbal. Como se diz: “Também razão é uma mentira, pois há um fator infinito e desconhecido; &amp; todas as suas palavras são meandros” (<em>AL</em>&nbsp;II:32). A Vontade é suprarracional na medida em que não pode ser descrita com precisão ou completamente descrita pela faculdade da razão e do pensamento. Como Crowley disse: “[A mente] deve ser uma máquina perfeita, um aparelho para representar o universo de forma precisa e imparcial ao seu mestre. O Eu, a sua Vontade, e sua apreensão, deve estar totalmente além dela.” (Novo Comentário para&nbsp;<em>AL</em>&nbsp;II:28). A mente com seus pensamentos e razão é simplesmente uma parte do seu ser, a vontade é o Verbo de todo o nosso ser, então, naturalmente, uma pequena parte não pode inteiramente compreender e abranger o Todo.</p>



<p><strong>6) Verdadeira Vontade requer uma experiência mística.</strong></p>



<p>Em conexão com o Mito #2, existe a tendência em acreditar que o conhecimento da Vontade virá apenas com algum tipo de experiência mística, se o acredita (ou concebe) como o Conhecimento e Conversação do Sagrado Anjo Guardião, iluminação, a travessia do Abismo, ou qualquer outra coisa. Embora possamos dizer que o Conhecimento e Conversação (ou outras experiências místicas) podem ajudar a esclarecer a Vontade ou se livrar de seus obstáculos, tais como o egoísmo excessivo, a Vontade pode ser tanto sempre presente ou trabalhada até certo ponto. A noção de que só pode se conhecer a Vontade através de experiências místicas negligencia o fato de que há muito modos simples, diretos e até mesmo “mundanos” nos quais podemos trabalhar em nós mesmos para fazer melhor e mais completamente a nossa Vontade. Por exemplo, alguém pode perceber que certo relacionamento não está mais funcionando, então ele se agita, sofre, se amargura e ressente. Pode-se então perceber que a fim de realizar a Vontade mais plenamente, é preciso terminar o relacionamento. “Oh amante, se tu queres, partes!” (<em>AL</em>&nbsp;I:41). Há muitas coisas em nossas vidas que sabemos, em algum nível, que podem ser alterados para decretar mais plenamente nossas Vontades, como se livrar de certos hábitos que já são conhecidos por serem problemáticos. Se isto é tão simples como “assistir menos televisão”, ou concreto como “largar os opiáceos”, ou mais sutil como “ser menos ligado às expectativas”, ou mais geral como “tornar-se mais consciente e menos reativo emocionalmente”, existem muitas maneiras de trabalhar em nós mesmos que estão disponíveis para todos, sem a menor experiência ou inclinação para experiências místicas. Ainda mais preocupante é “acreditar que apenas alguma experiência mística no futuro” pode ser usada como uma desculpa ou um “desvio espiritual” para evitar lidar com estas questões mais “mundanas”, como as emoções não processadas ou hábitos indesejáveis.</p>



<p><strong>7) Todos devem alcançar a Vontade.</strong></p>



<p>A crença geral difundida entre Thelemitas é que há certo tipo de “verdadeiro Thelemita” ou “Thelemita ideal”. Outro ensaio explica mais detalhadamente por que isso é um equívoco, mas, em suma ele depende de ter preconceitos sobre o que é “certo” e “errado” para a Vontade dos outros, quando toda a fundação de Thelema repousa sobre a noção de que cada indivíduo é único. Uma manifestação desse preconceito sobre o que é “certo” é a noção de que todos devem estar se esforçando para “atingir”, significando alcançar algum tipo de gnose mística ou iluminação. Na verdade, o Livro da Lei diz na mesma linha que seu lema central: “Quem nos chama Thelemitas não cometerá erro, se ele apenas observar bem de perto a palavra. Pois dentro dela existem Três Graus, o Eremita, e o Amante, e o homem da Terra. Faze o que tu queres deverá ser o todo da Lei” (<em>AL</em>&nbsp;I:40). Isto é explicado em A Visão e A Voz quando se diz: “O homem da terra é o devoto. O amante dá a sua vida para trabalhar entre os homens. O eremita caminha solitário dando aos homens apenas a sua luz.”. Não é inerentemente a Vontade de todos se tornarem um eremita e alcançar as alturas da iluminação espiritual. – Pode muito bem ser a vontade de alguém viver a sua vida sem se preocupar com essas coisas. Mais claramente o Livro da Lei diz que “a lei é para todos” (<em>AL</em>&nbsp;I:34). Essa insistência de que todos têm que “atingir” pode facilmente se transformar em forma de auto-superioridade espiritual que é contrário ao espírito da liberdade que permeia a lei.</p>



<p><strong>8) Sua Vontade não tem nada a ver com as outras pessoas.</strong></p>



<p>É típico conceber a Vontade como algo inerente ao individuo e que não tem nada a ver com as outras pessoas e suas circunstâncias. Eu acredito que isto é simplesmente uma falha de linguagem usada para descrever Vontade do que uma realidade. Nós todos somos incorporados em uma interconexão complexa de forças – somos todos estrelas na teia do Espaço Infinito – e ambos afetam e são afetados por tudo que nos rodeia: “Suas ações afetam não apenas o que ele chamou a si mesmo, mas também todo o universo.” (<em>Liber Librae</em>). Vendo como a Vontade é o aspecto dinâmico da nossa natureza, deve inerentemente se adaptar à situação ou circunstância em que se encontra. Crowley fala isso quando ele escreve que a vontade é “a nossa verdadeira órbita, como demarcada pela natureza de nossa posição, a lei do nosso crescimento, o impulso de nossas experiências passadas.” (Introdução ao&nbsp;<em>Liber AL</em>). A nossa “posição” muda constantemente e a Vontade é “marcada” em parte pela natureza de nossa posição. A nossa “posição” envolve o meio ambiente e as pessoas ao nosso redor. Praticamente qualquer tipo de articulação da Vontade – por mais que provisória ou experimental – deve incluir o meio ambiente ou outras pessoas de alguma forma. Para dizer “é minha vontade comer menos” envolve a comida em seu ambiente, dizendo “é minha vontade ser gentil” envolve a sua bondade para com outras pessoas, dizer “é minha vontade promulgar a Lei de Thelema” envolve aqueles a quem você irá promulgar etc. Mesmo dizer “é minha Vontade alcançar o Conhecimento e Conversação do Sagrado Anjo Guardião” necessariamente requer que você crie adequadamente o ambiente propício para atingir esse objetivo. Na verdade algumas das melhores lições vêm de estar em sintonia com o seu ambiente e aqueles ao seu redor ao invés de ignorar a sua importância ou impacto. Se você estiver recebendo mensagens constantes na forma de dificuldades desnecessárias de quaisquer naturezas, talvez seja uma lição para alterar a forma como você está se adaptando ao seu ambiente, em vez de insistir mais fortemente no curso de seu caminho e apenas intimidando aos outros.</p>



<p><strong>9) Verdadeira Vontade significa que você estará livre do sofrimento.</strong></p>



<p>A ideia de Verdadeira Vontade, muitas vezes leva a noções utópicas e irrealistas quanto ao que Vontade vai realmente parecer. A ideia de que fazer a Vontade liberta do sofrimento é irrealista em vários níveis. Em primeiro lugar, o sofrimento é inerente à existência de alguma forma ou de outra, na medida em que todos nós ficamos doentes, sofremos perdas, envelhecemos, sofremos prejuízos e morremos. Nós sempre vamos encontrar algum tipo de resistência ou dificuldade em nossas vidas. Isso não deve ser visto como uma espécie de marca de fracasso em sua tentativa de fazer a tua Vontade, mas sim, essas ocorrências inevitáveis de sofrimento, resistência e dificuldade são os meios pelos quais nós aprendemos e crescemos. Como se diz, “Tu então que tens provas e problemas, regozija-te por causa deles, pois neles está a Força e por meio deles é aberta uma trilha àquela Luz… pois quando maior for tua prova, maior o teu triunfo” (<em>Liber Librae</em>). Essa ideia de que “fazer a sua Vontade = sem sofrimento” também depende da noção de que a Vontade seja “on” ou “off”, como mencionado no Mito n°3: mesmo que estejamos no modo de “Vontade 100%” por um tempo, todos nós, inevitavelmente, erramos, encontramos dificuldades imprevistas, ou simplesmente “escorregamos” e não fazemos o melhor que podemos. Além disso, o próprio desejo de ser livre do sofrimento é, em certo sentido, uma ideia do Antigo Aeon: Thelemitas não procuram transcender o mundo material, se isentar do Samsara, ou até mesmo evitar o sofrimento. Reconhecemos a realidade como ela é, sem insistir em estar de acordo com os nossos ideais a priori assim como ao “como o mundo deveria ser”. Nós aceitamos o sofrimento e as dificuldades da vida como “molho picante ao prato do Prazer” (<em>Liber Aleph</em>, capítulo 59). Eu acredito que é mais correto dizer que fazer a própria Vontade significa que você vai estar livre de uma grande dose de sofrimento desnecessário. Uma grande parte do nosso sofrimento não é de fato inerente ou necessária, mas nós, através dos nossos vários hábitos e pobres equívocos, nos sujeitamos à dificuldade que pode ser evitada em grande parte ou totalmente, se nos tornarmos mais conscientes e em sintonia com as nossas Vontades.</p>



<p><strong>10) Verdadeira Vontade significa estar livre de conflito.</strong></p>



<p>Conectada ao mito anterior é a noção de que fazer a própria Verdadeira Vontade significa que estará livre de todos os conflitos. Isso geralmente é baseado ao fato de que o Livro da Lei diz: “tu não tens direito senão fazer a tua Vontade. Faça isso e nenhum outro dirá não” (<em>AL</em>&nbsp;I:42 – 43) e Crowley escreveu que “[a lei] parece implicar uma teoria que, se cada homem e cada mulher fizesse a sua Vontade – a Verdadeira Vontade – não haveria conflito” (<em>Liber II</em>). Realisticamente, sempre haverá pessoas que “dizem não”, independentemente do grau em que você está fazendo a sua Vontade, e sempre será “conflitante”. A questão real vem de uma compreensão do “confronto”. Se confronto significa conflito interpessoal na forma de desacordo ou argumento, nunca haverá um fim a este a menos que todos nós nos tornamos autômatos, irrefletidos – o qual certamente não é o objetivo da Lei da Liberdade. Semelhante ao mito anterior, eu acredito que é mais correto dizer que fazer a própria vontade significa que você estará livre de uma grande quantidade de conflitos desnecessários. Grande parte do nosso conflito com os outros dependem da nossa insistência em saber o que é “certo” para os outros, as nossas próprias expectativas e normas impostas aos outros, insistindo em manter uma posição baseada numa autoestima do ego e identidade que está amarrada com a nossa posição e muitos outros erros que se afastam naturalmente na medida em que nos concentramos em nossa Vontade ao invés de discutir. Talvez essa seja a razão para sermos ensinados a “não discutir, não converter; não falar em demasia” (<em>AL</em>&nbsp;III:42). Novamente é um tipo de fantasia do Velho Aeon o mundo ou a vida de alguém ser livre de conflitos. Eu acredito que a aceitação e o envolvimento com o conflito é uma marca distintiva de uma pessoa que tem uma mentalidade do Novo Aeon, ao invés do Velho Aeon. Como Crowley escreveu, “O combate estimula a energia viril ou criativa” (Dever). Mesmo as formas mais triviais e mundanas de conflito, como equipes rivais em esportes ou pontos de vistas opostos em um debate, permitem que a diversão do jogo esteja em primeiro lugar. Ao invés de procurar ser livre de conflitos, podemos fazer melhor examinando os conflitos em nossas vidas e determinando até que ponto eles são o resultado da nossa incapacidade de concretizar plenamente a nossa Vontade, a fim de viver mais plenamente e com alegria.</p>



<p>O que todos esses 10 mitos implicam é uma visão da Vontade como algo sempre presente até certo ponto, sempre dinâmico e mutável, sempre capaz de ser trabalhado, e, trabalhado independentemente de ter experiências místicas ou não, embutido dentro do contexto do nosso ambiente e outros indivíduos, e aceitar o sofrimento e o conflito como coisas inerentes a existência, coisas mais para serem trabalhadas do que evitadas. Esta lista não é exaustiva de qualquer maneira, e há, obviamente, muitas nuances para a ideia de Vontade e muitas outras maneiras de compreendê-la. No entanto, espero que desafiar algumas dessas ideias como mitos ou equívocos possa libertar o nosso pensamento a fim de tornar-se consciente do grande potencial em cada momento de decretar e regozijar em nossas Vontades.</p>



<p><em>Amor é a lei, amor sob vontade.</em></p>
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		<title>Liber AL vel Legis</title>
		<link>https://olhodosoloto.org/liber-al-vel-legis/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[olhodoso]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 04 Sep 2020 21:56:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Biblioteca]]></category>
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<h3 class="has-text-align-center wp-block-heading">sub figurâ CCXX</h3>



<h5 class="has-text-align-center wp-block-heading"><strong>Conforme entregue</strong><br><strong>por XCII = 418</strong><br><strong>para DCLXVI</strong></h5>



<p class="has-text-align-center">Publicação da A∴A∴ Classe A</p>



<h2 class="wp-block-heading">​<strong>Capítulo 1&nbsp;</strong></h2>



<p><strong>1. </strong>Had! A manifestação de Nuit.</p>



<p><strong>2.</strong> O desvelar da companhia do ceú.</p>



<p><strong>3. </strong>Todo homem e toda mulher é uma estrela.</p>



<p><strong>4. </strong>Todo número é infinito; não há diferença.</p>



<p><strong>5. </strong>Ajudai–me, ó senhor guerreiro de Tebas, em meu desvelar diante das Crianças dos homens!</p>



<p><strong>6. </strong>Sê tu Hadit, meu centro secreto, meu coração &amp; minha língua.</p>



<p><strong>7. </strong>Contemplai! isto é revelado por Aiwass o ministro de Hoor–paar–kraat.</p>



<p><strong>8. </strong>O Khabs está no Khu, não o Khu no Khabs.</p>



<p><strong>9. </strong>Venerai, pois, o Khabs, e contemplai minha luz verter–se sobre vós.</p>



<p><strong>10. </strong>Sejam meus servidores poucos &amp; secretos: eles governarão os muitos &amp; os conhecidos.</p>



<p><strong>11. </strong>São estes tolos que os homens adoram; seus Deuses &amp; seus homens são ambos tolos.</p>



<p><strong>12. </strong>Vinde adiante, ó crianças, sob as estrelas, &amp; tomai vossa plenitude de amor.</p>



<p><strong>13. </strong>Eu estou sobre vós e em vós. Meu êxtase está no vosso. Minha alegria é ver vossa alegria.</p>



<p><strong>14. </strong>Acima, o azul gemado é<br>O esplendor nu de Nuit;<br>Ela se curva em êxtase para beijar<br>Os ardores secretos de Hadit.<br>O globo alado, o azul estrelado,<br>São meus, Ó Ankh–af–na–khonsu.</p>



<p><strong>15. </strong>Agora vós sabereis que o escolhido sacerdote &amp; apóstolo de espaço infinito é o príncipe–sacerdote a Besta; e em sua mulher chamada a Mulher Escarlate está todo poder dado. Eles reunirão minhas crianças em seu c22. ercado: eles trarão a glória das estrelas para dentro dos corações dos homens.</p>



<p><strong>16. </strong>Pois ele é sempre um sol, e ela uma lua. Mas para ele é a secreta chama alada, e para ela a curvada luz estelar.</p>



<p><strong>17. </strong>Mas vós não sois assim escolhidos.</p>



<p><strong>18. </strong>Queimai sobre as testas deles, ó esplendorosa serpente!</p>



<p><strong>19. </strong>Ó mulher de pálpebras azuis, curva–te sobre eles!</p>



<p><strong>20. </strong>A chave dos rituais está na palavra secreta que dei a ele.</p>



<p><strong>21. </strong>Com o Deus &amp; o Adorador Eu sou nada: eles não me veem. Eles estão como que sobre a terra; Eu sou o Céu, e não há outro Deus senão eu, e meu senhor Hadit.</p>



<p><strong>22. </strong>Agora, portanto, Eu sou conhecida de vós por meu nome Nuit, e dele por um nome secreto que Eu lhe darei quando por fim me conhecer. Visto que Eu sou Espaço Infinito, e as Estrelas Infinitas de lá, fazei vós também assim. Nada restrinjais! Que não haja diferença feita em meio a vós entre uma coisa qualquer &amp; outra coisa qualquer; pois por meio disso vem dor.</p>



<p><strong>23. </strong>Mas aquele que se beneficia nisto, seja ele o chefe de tudo!</p>



<p><strong>24. </strong>Eu sou Nuit, e minha palavra é seis e cinquenta.</p>



<p><strong>25. </strong>Dividi, adicionai, multiplicai e entendei.</p>



<p><strong>26. </strong>Então disse o profeta e escravo da bela: Quem sou Eu, e qual será o sinal? Assim ela respondeu-lhe, curvando-se para baixo, uma bruxuleante chama de azul, tudo tocando, toda penetrante, suas amáveis mãos sobre a terra negra, &amp; seu corpo flexível arqueado por amor, e seus pés macios não ferindo as pequenas flores: Tu sabes! E o sinal será meu êxtase, a consciência da continuidade da existência, a onipresença de meu corpo.</p>



<p><strong>27. </strong>Então o sacerdote respondeu &amp; disse à Rainha do Espaço, beijando suas amáveis sobrancelhas, e o orvalho de sua luz banhando seu corpo inteiro em um perfume adocicado de suor: Ó Nuit, contínua do Céu, que seja sempre assim; que homens não falem de Ti como Uma mas como Nenhuma; e que não falem de ti de modo algum, uma vez que tu és contínua!</p>



<p><strong>28. </strong>Nenhuma, sussurrou a luz, esvaída &amp; feérica, das estrelas, e duas.</p>



<p><strong>29. </strong>Pois estou dividida por causa do amor, pela chance de união.</p>



<p><strong>30. </strong>Esta é a criação do mundo, que a dor da divisão é como nada, e a alegria da dissolução tudo.</p>



<p><strong>31. </strong>Por estes tolos de homens e suas aflições não te preocupes em absoluto! Eles sentem pouco; o que é, é equilibrado por fracas alegrias; mas vós sois meus escolhidos.</p>



<p><strong>32. </strong>Obedecei meu profeta! segui os ordálios de meu conhecimento! procurai-me apenas! Então as alegrias do meu amor vos redimirão de toda dor. Isto assim é: Eu juro pela abóbada de meu corpo; por meus sagrados coração e língua; por tudo que Eu posso dar, por tudo que Eu desejo de todos vós.</p>



<p><strong>33. </strong>Então o sacerdote caiu em um profundo transe ou arrebatamento; &amp; disse à Rainha do Céu; Escrevei-nos os ordálios; escrevei-nos os rituais; escrevei-nos a lei!</p>



<p><strong>34. </strong>Mas ela disse: os ordálios Eu não escrevo: os rituais serão metade conhecidos e metade ocultados: a Lei é para todos.</p>



<p><strong>35. </strong>Isto que tu escreves é o tríplice livro da Lei.</p>



<p><strong>36. </strong>Meu escriba Ankh-af-na-khonsu, o sacerdote dos príncipes, não mudará em uma letra este livro; mas para que não haja tolice, ele comentará sobre isto pela sabedoria de Ra-Hoor-Khuit.</p>



<p><strong>37. </strong>Também os mantras e os feitiços; o obeah e a wanga; o trabalho da baqueta e o trabalho da espada; estes ele aprenderá e ensinará.</p>



<p><strong>38. </strong>Ele deve ensinar; mas ele pode fazer severos os ordálios.</p>



<p><strong>39. </strong>A palavra da Lei é Θελημα.</p>



<p><strong>40. </strong>Quem nos chama Thelemitas não cometerá erro, se ele olhar mais de perto na palavra. Pois aqui há Três Graus, o Eremita, e o Amante, e o homem da Terra. Faze o que tu queres será o todo da Lei.</p>



<p><strong>41. </strong>A palavra de Pecado é Restrição. Ó homem! não recuses tua esposa, se ela quiser! Ó amante, se tu queres, parte! Não há laço que possa unir o dividido senão amor: tudo além é uma maldição. Amaldiçoado! Amaldiçoado seja isto pelos æons! Inferno.</p>



<p><strong>42. </strong>Deixai aquele estado de multiplicidade limitado e repugnante. Assim com vós todos; tu não tens direito senão fazer a tua vontade.</p>



<p><strong>43. </strong>Fazei isso, e nenhum outro dirá não.</p>



<p><strong>44. </strong>Pois vontade pura, desembaraçada de propósito, liberta do desejo de resultado, é em todo modo perfeita.</p>



<p><strong>45. </strong>O Perfeito e o Perfeito são um Perfeito e não dois; não, são nenhum.</p>



<p><strong>46. </strong>Nada é uma chave secreta desta lei. Sessenta e um os Judeus a chamam; Eu a chamo oito, oitenta, quatrocentos &amp; dezoito.</p>



<p><strong>47. </strong>Mas eles têm a metade: uni por tua arte de modo que tudo desapareça.</p>



<p><strong>48. </strong>Meu profeta é um tolo com seu um, um, um; não são eles o Boi, e nenhum pelo Livro?</p>



<p><strong>49. </strong>Ab-rogados estão todos os rituais, todos os ordálios, todas as palavras e sinais. Ra-Hoor-Khuit tomou seu assento no Leste ao Equinócio dos Deuses; e que Asar esteja com Isa, que também são um. Mas eles não são de mim. Deixe Asar ser o adorador, Isa o sofredor; Hoor em seu secreto nome e esplendor é o Senhor iniciando.</p>



<p><strong>50. </strong>Há uma palavra a dizer sobre a tarefa Hierofântica. Contemplai! há três ordálios em um, e pode ser dado de três maneiras. O bruto deve passar pelo fogo; que o refinado seja testado no intelecto e os sublimes escolhidos no altíssimo. Assim vós tendes estrela &amp; estrela, sistema &amp; sistema; que um não conheça bem o outro!</p>



<p><strong>51. </strong>Há quatro portões para um palácio; o chão daquele palácio é de prata e ouro; lápis-lazúli &amp; jaspe estão lá; e todos os aromas raros; jasmim &amp; rosa, e os emblemas da morte. Que ele adentre em turno ou de uma vez os quatro portões; que ele esteja de pé sobre o chão do palácio. Não irá ele afundar? Amn. Ho! guerreiro, se teu servidor afundar? Mas há meios e meios. Sede agradável, portanto: vesti-vos todos em rico vestuário; comei ricas comidas e bebei vinhos doces e vinhos que espumam! Também, tomai vossa plenitude e vontade de amor como vós quiserdes, quando, onde e com quem vós quiserdes! Mas sempre para mim.</p>



<p><strong>52. </strong>Caso não seja isto certo; se vós confundires as marcas do espaço, dizendo: Elas são uma; ou dizendo, Elas são muitas, se o ritual não for sempre para mim: então esperai os terríveis julgamentos de Ra-Hoor-Khuit!</p>



<p><strong>53. </strong>Isto regenerará o mundo, o pequeno mundo minha irmã, meu coração &amp; minha língua, para quem Eu envio este beijo. Também, ó escriba e profeta, mesmo tu sendo dos príncipes, isto não te aliviará nem te absolverá. Mas sejam teus o êxtase e alegria na terra: sempre Para mim! Para mim!</p>



<p><strong>54. </strong>Não mudes tanto quanto o estilo de uma letra; pois contemplai! Tu, ó profeta, não verás todos esses mistérios aí escondidos.</p>



<p><strong>55. </strong>A criança de tuas entranhas, ele os verá.</p>



<p><strong>56. </strong>Não o espere do Leste, nem do Oeste; pois de nenhuma casa esperada virá esta criança. Aum! Todas as palavras são sagradas e todos os profetas verdadeiros; salvo apenas que eles entendem um pouco; resolvem a primeira metade da equação, deixam a segunda intacta. Mas tu tens todas na clara luz, e algumas, ainda que não tudo, no escuro.</p>



<p><strong>57. </strong>Invocai-me sob minhas estrelas! Amor é a lei, amor sob vontade. Nem permitais que os tolos confundam amor; pois há amor e amor. Há a pomba, e há a serpente. Escolhei vós bem! Ele, meu profeta, escolheu, conhecendo a lei da fortaleza e o grande mistério da Casa de Deus.</p>



<p>Todas essas velhas letras do meu Livro são corretas; mas צ não é a Estrela. Isto também é secreto: meu profeta revelará ao sábio.</p>



<p><strong>58. </strong>Eu dou inimagináveis alegrias na terra: certeza, não fé, enquanto em vida, na morte; paz indescritível, repouso, êxtase; nem demando qualquer coisa em sacrifício.</p>



<p><strong>59. </strong>Meu incenso é de madeiras resinosas &amp; gomas; e não há sangue aí: por causa de meu cabelo, as árvores da Eternidade.</p>



<p><strong>60. </strong>Meu número é 11, como todos seus números dos que são de nós. A Estrela de Cinco Pontas, com um Círculo no Meio, &amp; o círculo é Vermelho. Minha cor é preta para o cego, mas o azul &amp; ouro são vistos pelos que vêem. Também tenho uma glória secreta para eles que me amam.</p>



<p><strong>61. </strong>Mas amar-me é melhor do que todas as coisas: se sob as estrelas noturnas no deserto tu neste momento queimas meu incenso ante mim, invocando-me com um coração puro, e a chama da Serpente aí, tu virás um pouco a deitar em meu seio. Por um beijo tu estarás querendo dar tudo; mas aquele que der uma partícula de pó perderá tudo naquela hora. Vós reunireis bens e provisões de mulheres e especiarias; vós trajareis ricas joias; vós excedereis as nações da terra em esplendor &amp; orgulho; mas sempre no amor de mim, e então vós vireis à minha alegria. Eu vos ordeno seriamente a vir ante mim em um robe único e coberto com uma rica coroa. Eu vos amo! Eu vos desejo! Pálido ou púrpura, velado ou voluptuoso, Eu que sou toda prazer e púrpura, e embriaguez do mais íntimo sentido, vos desejo. Colocai as asas e despertai o esplendor enrodilhado dentro de vós: vinde a mim!</p>



<p><strong>62. </strong>Em todos os meus encontros convosco a sacerdotisa dirá — e seus olhos arderão com desejo conforme ela se erga nua e regozijante em meu templo secreto — A mim! A mim! invocando a chama dos corações de todos em seu cântico de amor.</p>



<p><strong>63. </strong>Cantai a arrebatadora canção de amor a mim! Queimai perfumes a mim! Vesti joias a mim! Bebei a mim, pois Eu vos amo! Eu vos amo!</p>



<p><strong>64. </strong>Eu sou a filha de pálpebras azuis do Ocaso; Eu sou o brilho nu do voluptuoso céu noturno.</p>



<p><strong>65. </strong>A mim! A mim!</p>



<p><strong>66. </strong>A Manifestação de Nuit terminou.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Capítulo II</strong></h2>



<p><strong>1. </strong>Nu! o ocultar de Hadit.</p>



<p><strong>2. </strong>Vinde! todos vós, e aprendei o segredo que ainda não foi revelado. Eu, Hadit, sou o complemento de Nu, minha noiva. Eu não sou estendido e Khabs é o nome de minha Casa.</p>



<p><strong>3. </strong>Na esfera Eu sou em toda parte o centro, como ela, a circunferência, em lugar nenhum é encontrada.</p>



<p><strong>4. </strong>No entanto, ela será conhecida &amp; Eu nunca.</p>



<p><strong>5. </strong>Contemplai! os rituais do tempo antigo são negros. Que os maus sejam lançados fora; que os bons sejam purgados pelo profeta! Então irá este Conhecimento seguir correto.</p>



<p><strong>6. </strong>Eu sou a chama que queima em todo coração do homem e no núcleo de toda estrela. Eu sou Vida e o doador da Vida, no entanto, o conhecimento de mim é o conhecimento da morte.</p>



<p><strong>7. </strong>Eu sou o Mago e o Exorcista. Eu sou o eixo da roda e o cubo no círculo. “Vinde a mim” é uma palavra tola: pois sou Eu quem vai.</p>



<p><strong>8. </strong>Quem adorou Heru-pa-kraat tem adorado a mim; mal, pois Eu sou o adorador.</p>



<p><strong>9. </strong>Lembrai todos vós que a existência é pura alegria; que todas as tristezas são apenas como sombras; elas passam &amp; acabam; mas há aquilo que permanece.</p>



<p><strong>10. </strong>Ó profeta! tu tens má vontade em aprender esta escrita.</p>



<p><strong>11. </strong>Eu te vejo odiar a mão e a caneta; mas Eu sou mais forte.</p>



<p><strong>12. </strong>Por causa de mim em Ti que tu não sabias.</p>



<p><strong>13. </strong>por quê? Porque tu foste o conhecedor, e eu.</p>



<p><strong>14. </strong>Agora que haja um velar deste santuário: agora que a luz devore os homens e os coma com cegueira!</p>



<p><strong>15. </strong>Pois Eu sou perfeito, sendo Não; e meu número é nove pelos tolos; mas com o justo Eu sou oito, e um em oito: O que é vital, pois Eu sou nenhum de fato. A Imperatriz e o Rei não são de mim; pois há aí um segredo além.</p>



<p><strong>16. </strong>Eu sou a Imperatriz &amp; o Hierofante. Portanto onze, como minha noiva é onze.</p>



<p><strong>17. </strong>Ouvi a mim, vós, pessoas lamuriantes!<br>Os sofrimentos da dor e arrependimento<br>São deixados para o morto e o moribundo,<br>O povo que não me conhece ainda.</p>



<p><strong>18. </strong>Estes estão mortos, esses camaradas; eles não sentem. Nós não somos para o pobre e triste: os senhores da terra são nossos parentes.</p>



<p><strong>19. </strong>Há um Deus de viver em um cão? Não! mas os altíssimos são de nós. Eles se regozijarão, nossos escolhidos: quem sofre não é de nós.</p>



<p><strong>20. </strong>Beleza e força, riso espontâneo e delicioso langor, força e fogo, são de nós.</p>



<p><strong>21. </strong>Nós nada temos com o pária e o desajustado: que eles morram em sua miséria. Pois eles não sentem. Compaixão é o vício dos reis: pisai o miserável &amp; o fraco: esta é a lei do forte: esta é nossa lei e a alegria do mundo. Não penseis, ó rei, naquela mentira: Que Tu Deves Morrer: verdadeiramente tu não morrerás, mas viverás. Agora que isto seja entendido: Se o corpo do Rei se dissolver, ele permanecerá em puro êxtase para sempre. Nuit! Hadit! Ra-Hoor-Khuit! O Sol, Força &amp; Visão, Luz; estes são para os servidores da Estrela &amp; da Serpente.</p>



<p><strong>22. </strong>Eu sou a Serpente que dá Conhecimento &amp; Deleite e glória brilhante, e agita os corações dos homens com embriaguez. Para adorar-me tomai vinho e drogas estranhas sobre as quais Eu falarei ao meu profeta, &amp; embriagai-vos disto! Eles não vos prejudicarão de forma alguma! Isto é uma mentira, esta tolice contra si. A exposição da inocência é uma mentira. Sê forte, ó homem! deseja, aproveita todas as coisas dos sentidos e arrebatamento: não temais que qualquer Deus te negará por isto.</p>



<p><strong>23. </strong>Eu estou só: não há Deus onde Eu estou.</p>



<p><strong>24. </strong>Contemplai! estes são graves mistérios; pois há também de meus amigos aqueles que são eremitas. Agora não penseis em encontrá-los na floresta ou na montanha; mas em camas de púrpura, acariciados por magnificentes bestas de mulheres com grandes membros, e fogo e luz em seus olhos, e volumes de cabelo flamejante sobre elas; lá vós os encontrareis. Vós os vereis no comando, em exércitos vitoriosos, em toda alegria; e haverá neles uma alegria um milhão de vezes maior que isto. Cuidai para que um não force o outro, Rei contra Rei! Amai-vos uns ao outros com corações ardentes; nos homens baixos pisai no feroz desejo de vosso orgulho, no dia de vossa ira.</p>



<p><strong>25. </strong>Vós sois contra o povo, Ó meus escolhidos!</p>



<p><strong>26. </strong>Eu sou a Serpente secreta enrodilhada prestes a saltar: em meu enrodilhar há alegria. Se ergo minha cabeça, Eu e minha Nuit somos um. Se tombo minha cabeça e lanço veneno, então há êxtase da terra, e Eu e a terra somos um.</p>



<p><strong>27. </strong>Há grande perigo em mim; pois aquele que não entende estas runas cometerá um grande engano. Ele cairá no fosso chamado Porque, e lá perecerá com os cães da Razão.</p>



<p><strong>28. </strong>Agora uma maldição sobre Porque e seus parentes!</p>



<p><strong>29. </strong>Possa Porque ser amaldiçoado para sempre!</p>



<p><strong>30. </strong>Se Vontade para e chama Porquê, invocando Porque, então Vontade para &amp; nada faz.</p>



<p><strong>31. </strong>Se Poder pergunta por que, então Poder é fraqueza.</p>



<p><strong>32. </strong>Também a razão é uma mentira; pois há um fator infinito &amp; desconhecido; &amp; todas as suas palavras são distorcidas.</p>



<p><strong>33. </strong>Basta de Porquê! Seja ele danado para um cão!</p>



<p><strong>34. </strong>Mas vós, ó meu povo, erguei-vos &amp; acordai!</p>



<p><strong>35. </strong>Sejam os rituais corretamente executados com alegria &amp; beleza!</p>



<p><strong>36. </strong>Existem rituais dos elementos e festas dos tempos.</p>



<p><strong>37. </strong>Uma festa para a primeira noite do Profeta e sua Noiva!</p>



<p><strong>38. </strong>Uma festa para os três dias de escrita do Livro da Lei.</p>



<p><strong>39. </strong>Uma festa para Tahuti e a criança do Profeta — segredo, Ó Profeta!</p>



<p><strong>40. </strong>Uma festa para o Supremo Ritual e uma festa para o Equinócio dos Deuses.</p>



<p><strong>41. </strong>Uma festa para o fogo e uma festa para a água; uma festa para a vida e uma festa maior para a morte!</p>



<p><strong>42. </strong>Uma festa todo dia em vossos corações na alegria de meu arrebatamento!</p>



<p><strong>43. </strong>Uma festa toda noite para Nu e o prazer do máximo deleite!</p>



<p><strong>44. </strong>Sim! festa! regozijo! não há temor além. Há dissolução e êxtase eterno nos beijos de Nu.</p>



<p><strong>45. </strong>Há morte para os cães.</p>



<p><strong>46. </strong>Tu falhas? Estás arrependido? Há medo em teu coração?</p>



<p><strong>47. </strong>Onde estou Eu estes não estão.</p>



<p><strong>48. </strong>Não te apiedes dos caídos! Eu nunca os conheci. Eu não sou para eles. Eu não consolo: Eu odeio o consolado &amp; o consolador.</p>



<p><strong>49. </strong>Eu sou único &amp; conquistador. Eu não sou dos escravos que perecem. Sejam eles danados &amp; mortos! Amém (Isto é dos 4: há um quinto que é invisível, &amp; lá dentro estou Eu como um bebê no ovo.)</p>



<p><strong>50. </strong>Azul sou Eu e ouro na luz de minha noiva: mas o cintilar vermelho está em meus olhos; &amp; minhas lantejoulas são púrpuras &amp; verdes.</p>



<p><strong>51. </strong>Púrpura além da púrpura: é a luz mais alta que a visão.</p>



<p><strong>52. </strong>Há um véu: esse véu é negro. É o véu da mulher modesta; é o véu da lamentação, &amp; a mortalha da morte: nada disto é de mim. Destruí aquele espectro mentiroso dos séculos: não veleis vossos vícios em palavras virtuosas: estes vícios são meu serviço; vós fazeis bem, &amp; Eu vos recompensarei aqui e no porvir.</p>



<p><strong>53. </strong>Não temas, ó profeta, quando estas palavras forem ditas, tu não te arrependerás. Tu és enfaticamente meu escolhido; e abençoados sejam os olhos que tu olhares com alegria. Mas Eu te esconderei em uma máscara de sofrimento: eles que o virem temerão que tu estejas caído: mas Eu te levanto.</p>



<p><strong>54. </strong>Nem aqueles que gritam alto a sua tolice de que tu nada significas de valor; tu o revelarás: tu vales: eles são os escravos do porquê: Eles não são de mim. As pausas como tu queres; as letras? não as mudes em estilo ou valor!</p>



<p><strong>55. </strong>Tu obterás a ordem &amp; valor do Alfabeto Inglês; tu acharás novos símbolos para atribuir-lhes.</p>



<p><strong>56. </strong>Ide! vós zombadores; mesmo que rias em minha honra não rireis por muito: então quando vós estiverdes tristes saibais que Eu vos abandonei.</p>



<p><strong>57. </strong>Aquele que é reto permanecerá reto; aquele que é imundo permanecerá imundo.</p>



<p><strong>58. </strong>Sim! Não cogiteis mudança: vós sereis como vós sois, &amp; não outro. Portanto os reis da terra serão Reis para sempre: os escravos servirão. Não há ninguém que será rebaixado ou levantado: tudo é sempre como foi. Porém há aqueles mascarados, meus servidores: pode ser aquele mendigo acolá um Rei. Um Rei pode escolher seus trajes como ele quiser: não há teste certo: mas um mendigo não pode esconder sua pobreza.</p>



<p><strong>59. </strong>Cuidado, portanto! Amai a todos, caso haja um Rei disfarçado! Dizes assim? Tolo! Se for ele um Rei, tu não podes feri-lo.</p>



<p><strong>60. </strong>Portanto golpeai forte &amp; baixo, e para o inferno com eles, mestre!</p>



<p><strong>61. </strong>Há uma luz diante de teus olhos, ó profeta, uma luz indesejada, mais desejável.</p>



<p><strong>62. </strong>Eu estou erguido em teu coração; e os beijos das estrelas chovem forte sobre teu corpo.</p>



<p><strong>63. </strong>Tu estás exausto na voluptuosa plenitude da inspiração; a expiração é mais doce que a morte, mais rápida e mais risonha que uma carícia do próprio verme do Inferno.</p>



<p><strong>64. </strong>Ó! tu estás sobrepujado: nós estamos sobre ti; nosso deleite está em ti todo: salve! salve: profeta de Nu! profeta de Had! profeta de Ra-Hoor-Khu! Agora rejubila! agora vem em nosso esplendor &amp; arrebatamento! Vem em nossa paz apaixonada, &amp; escreve doces palavras para os Reis.</p>



<p><strong>65. </strong>Eu sou o Mestre: tu és O Santo Escolhido.</p>



<p><strong>66. </strong>Escreve, &amp; encontra êxtase na escrita! Trabalha, &amp; sê nossa fundação o trabalhar! Freme com a alegria da vida &amp; morte! Ah! tua morte será amável; quem a vir ficará contente. Tua morte será o selo da promessa de nosso amor de longa era. Vem! ergue teu coração &amp; rejubila! Nós somos um; nós somos nenhum.</p>



<p><strong>67. </strong>Sustenta! Sustenta! Aguenta em teu arrebatamento; não caias em desmaio dos excelentes beijos!</p>



<p><strong>68. </strong>Mais forte! Sustenta a ti mesmo! Ergue tua cabeça! não respira tão fundo — morre!</p>



<p><strong>69. </strong>Ah! Ah! O que Eu sinto? A palavra é exaurido?</p>



<p><strong>70. </strong>Há auxílio &amp; esperança em outros encantamentos. Sabedoria diz: sê forte! Então tu podes suportar mais prazer. Não sejas animal; refina teu arrebatamento! Se tu bebes, bebe pelas oito e noventa regras da arte: se tu amas, excede por delicadeza; e se tu fazes algo prazeroso, que haja sutileza ali!</p>



<p><strong>71. </strong>Mas excede! excede!</p>



<p><strong>72. </strong>Empenha-te sempre por mais! e se tu fores verdadeiramente meu — e não duvides disto, se tu estás sempre alegre! – a morte é a coroa de tudo.</p>



<p><strong>73. </strong>Ah! Ah! Morte! Morte! tu ansiarás pela morte. Morte é proibida, ó homem, para ti.</p>



<p><strong>74. </strong>A extensão de teu anseio será a força da sua glória. Aquele que vive longamente &amp; deseja muito a morte é sempre o Rei entre os Reis.</p>



<p><strong>75. </strong>Sim! Ouve os números &amp; as palavras:</p>



<p><strong>76. </strong>4 6 3 8 A B K 2 4 A L G M O R 3 Y X 24 89 R P S T O V A L. O que significa isto, ó profeta? Tu não o sabes, nem jamais sabereis. Há de vir um para te seguir: ele exporá isto. Mas lembra, ó escolhido, de ser eu; de seguir o amor de Nu no céu iluminado de estrelas; de olhar pelos homens, de dizer-lhes esta feliz palavra.</p>



<p><strong>77. </strong>Ó, sê orgulhoso e poderoso entre os homens!</p>



<p><strong>78. </strong>Ergue-te! pois não há ninguém como tu entre os homens ou entre os Deuses! Ergue-te, ó meu profeta, tua estatura superará as estrelas. Eles venerarão teu nome, quadrangular, místico, maravilhoso, o número do homem; e o nome de tua casa 418.</p>



<p><strong>79. </strong>O fim do ocultar de Hadit; e bênção &amp; adoração ao profeta da amável Estrela!</p>



<h2 class="wp-block-heading">Capítulo III</h2>



<p><strong>1. </strong>Abrahadabra; a recompensa de Ra Hoor Khut.</p>



<p><strong>2. </strong>Há divisão daqui à volta ao lar; há uma palavra não conhecida. Soletrar está defunto; tudo não é qualquer coisa. Acautelai-vos! Detei-vos! Elevai a magia de Ra-Hoor-Khuit.</p>



<p><strong>3. </strong>Agora que seja primeiro entendido que Eu sou um deus de Guerra e de Vingança. Eu lidarei duramente com eles.</p>



<p><strong>4. </strong>Escolhei uma ilha!</p>



<p><strong>5. </strong>Fortificai-a!</p>



<p><strong>6. </strong>Adubai-a com maquinaria de guerra!</p>



<p><strong>7. </strong>Eu vos darei uma máquina de guerra.</p>



<p><strong>8. </strong>Com isso vós atingireis os povos; e ninguém resistirá a ti.</p>



<p><strong>9. </strong>Espreitai! Recuai! Sobre eles! esta é a Lei da Batalha da Conquista: assim será meu culto em torno de minha casa secreta.</p>



<p><strong>10. </strong>Toma a própria estela da revelação; coloca-a em teu templo secreto — e aquele templo já está corretamente disposto — &amp; esta será sua Kiblah para sempre. Ela não desvanecerá, mas cor miraculosa retornará a ela dia após dia. Fecha-a em vidraça trancada como prova para o mundo.</p>



<p><strong>11. </strong>Esta será tua única prova. Eu proíbo discussão. Conquista! Isto é o bastante. Eu farei fácil para vós a abstrução da casa mal ordenada na Cidade Vitoriosa. Tu mesmo transmitirás isto com adoração, ó profeta, ainda que tu não o gostes. Tu terás perigo &amp; problema. Ra-Hoor-Khu está contigo. Adora-me com fogo &amp; sangue; adora-me com espadas &amp; com lanças. Seja a mulher cintada com uma espada ante mim: Que o sangue flua em meu nome. Pisoteia os Bárbaros; seja sobre eles, ó guerreiro, Eu lhe darei de sua carne para comer!</p>



<p><strong>12. </strong>Sacrificai gado, pequeno e grande: depois, uma criança.</p>



<p><strong>13. </strong>Mas não agora.</p>



<p><strong>14. </strong>Vós vereis aquela hora, ó Besta abençoada e tu, a Concubina Escarlate do desejo dele!</p>



<p><strong>15. </strong>Vós estareis tristes portanto.</p>



<p><strong>16. </strong>Não considereis muito ansiosamente agarrar as promessas; não temais sofrer as maldições. Vós, mesmo vós, não sabeis o significado disso tudo.</p>



<p><strong>17. </strong>Não temais de todo; não temais nem homens nem Destinos, nem deuses, nem qualquer coisa. Dinheiro não temais, nem a risada da tolice do povo, nem qualquer outro poder no céu ou sobre a terra ou sob a terra. Nu é vosso refúgio assim como Hadit vossa luz; e Eu sou a robustez, força, vigor de seus braços.</p>



<p><strong>18. </strong>Misericórdia esteja fora: danem-se eles que se apiedam! Matai e torturai; não poupeis; sede sobre eles!</p>



<p><strong>19. </strong>Àquela estela eles chamarão de a Abominação da Desolação; contai bem seu nome, &amp; ele será para vós como 718.</p>



<p><strong>20. </strong>Por quê? Por causa da queda do Porque, pois ele novamente não está lá.</p>



<p><strong>21. </strong>Estabelece minha imagem no Leste; tu deves comprar para ti uma imagem a qual Eu mostrarei a ti, especial, não diferente daquela que tu conheces. E será repentinamente fácil para ti fazê-lo.</p>



<p><strong>22. </strong>As outras imagens, agrupa à minha volta para suportar-me: sejam todas adoradas, pois todas se agruparão para exaltar-me. Eu sou o objeto visível de adoração; os outros são secretos; para a Besta &amp; sua Noiva eles são: e para os vencedores do Ordálio x. O que é isso? Tu saberás.</p>



<p><strong>23. </strong>Para perfume misturai farinha &amp; mel &amp; espessas sobras de vinho tinto: então óleo de Abramelin e azeite, e depois suaviza e amacia com rico sangue fresco.</p>



<p><strong>24. </strong>O melhor sangue é o da lua, mensal: então o sangue fresco de uma criança, ou o gotejar da hoste do céu: então de inimigos; então do sacerdote ou dos adoradores: finalmente de alguma besta, não importa qual.</p>



<p><strong>25. </strong>Isto queimai: disto fazei bolos &amp; comei para mim. Isto tem ainda outro uso; deixai-o perante mim, e mantém espesso com perfumes de vossa prece: tornar-se-á cheio de besouros, por assim dizer, e coisas rastejantes sagradas para mim.</p>



<p><strong>26. </strong>Estes matai, nomeando vossos inimigos; &amp; eles cairão ante vós.</p>



<p><strong>27. </strong>Também estes gerarão luxúria &amp; poder da luxúria em vós ao comer dos mesmos.</p>



<p><strong>28. </strong>Também vós sereis fortes na guerra.</p>



<p><strong>29. </strong>Ainda mais, que sejam eles mantidos por muito, isto é melhor; pois eles incharão com minha força. Tudo ante mim.</p>



<p><strong>30. </strong>Meu altar é de latão filigranado: queimai nele em prata ou ouro!</p>



<p><strong>31. </strong>Há de vir um rico homem do Ocidente que derramará seu ouro sobre ti.</p>



<p><strong>32. </strong>Do ouro forjai aço!</p>



<p><strong>33. </strong>Esteja pronto para fugir ou para golpear!</p>



<p><strong>34. </strong>Mas seu lugar sagrado estará intocado através dos séculos: embora com fogo e espada seja queimado e despedaçado, ainda assim uma casa invisível lá permanecerá, e permanecerá até a queda do Grande Equinócio; quando Hrumachis se erguerá e aquele da baqueta dupla assumirá meu trono e lugar. Outro profeta se erguerá e trará febre fresca dos céus; outra mulher despertará luxúria &amp; adoração da Serpente; outra alma de Deus e besta se misturará no sacerdote englobado; outro sacrifício maculará a tumba; outro rei reinará; e a benção não mais será derramada Para o místico Senhor da cabeça de Falcão!</p>



<p><strong>35. </strong>A metade da palavra de Heru-ra-ha, chamado Hoor-pa-kraat e Ra-Hoor-Khut.</p>



<p><strong>36. </strong>Então disse o profeta ao Deus:</p>



<p><strong>37. </strong>Eu te adoro na canção —<br>Eu sou o Senhor de Tebas, e Eu<br>O inspirado orador de Mentu;<br>Para mim se desvela o velado céu,<br>O morto por si mesmo Ankh-af-na-khonsu<br>Cujas palavras são verdade. Eu invoco, Eu saúdo<br>Tua presença, Ó Ra-Hoor-Khuit!<br>Unidade máxima manifestada!<br>Eu adoro o poder de Teu sopro,<br>Supremo e terrível Deus,<br>Que fazes os deuses e morte<br>Tremerem diante de Ti: —<br>Eu, Eu te adoro!<br>Aparece sobre o trono de Ra!<br>Abre os caminhos do Khu!<br>Ilumina os caminhos do Ka!<br>Os caminhos do Khabs percorre<br>Para agitar-me ou apaziguar-me!<br>Aum! que isto me mate!</p>



<p><strong>38. </strong>Então tua luz está em mim; &amp; sua chama vermelha é como uma espada em minha mão a promover tua ordem. Há uma porta secreta que Eu farei para estabelecer teu caminho em todos os quadrantes, (estas são as adorações, como tu havias escrito), conforme é dito:</p>



<p>A luz é minha; seus raios consomem<br>a Mim: eu fiz uma porta secreta<br>Para dentro da Casa de Ra e Tum,<br>De Kephra e de Ahathoor.<br>Eu sou teu Tebano, Ó Mentu,<br>O profeta Ankh-af-na-khonsu!<br>Por Bes-na-Maut no meu peito Eu bato;<br>Pelo sábio Ta-Nech o meu feitiço Eu teço.<br>Mostra teu esplendor estrelado, Ó Nuit!<br>Convida-me à tua Casa para morar,<br>Ó alada serpente de luz, Hadit!<br>Habita comigo, Ra-Hoor-Khuit!</p>



<p><strong>39. </strong>Tudo isto e um livro para dizer como tu chegaste aqui e uma reprodução desta tinta e papel para sempre — pois nisto está a secreta palavra &amp; não só no Inglês — e teu comento sobre isto, o Livro da Lei, será impresso belamente em tinta vermelha e preta sobre belo papel feito à mão; e para cada homem e mulher que tu encontrares, seja para jantar ou beber com eles, é a Lei a dar. Então eles escolherão permanecer nesta bênção ou não; isto não é importante. Faze isso rápido!</p>



<p><strong>40. </strong>Mas o trabalho do comento? Isto é fácil; e Hadit queimando em teu coração fará veloz e segura tua caneta.</p>



<p><strong>41. </strong>Estabelece em tua Kaaba um escritório: tudo deve ser feito bem e com jeito de negócios.</p>



<p><strong>42. </strong>Os ordálios tu supervisionarás pessoalmente, salvo apenas os cegos. Não recuses ninguém, mas tu conhecerás &amp; destruirás os traidores. Eu sou Ra-Hoor-Khuit; e Eu sou poderoso para proteger meu servidor. Sucesso é tua prova: não discutas; não convertas; não fales demasiado! Eles que buscam emboscar-te, sobrepujar-te, ataca-os sem piedade ou misericórdia; &amp; destrói-os completamente. Rápido como uma serpente pisada vira e ataca! Sê ainda mais mortífero que ele! Arrasta suas almas para um horrível tormento: gargalha de seu medo: cospe neles!</p>



<p><strong>43. </strong>Que a Mulher Escarlate se acautele! Se a piedade e a compaixão e a ternura visitarem seu coração; se ela deixar meu trabalho para brincar com velhas doçuras; então minha vingança será conhecida. Eu matarei sua criança para mim: Eu alienarei seu coração: Eu a expulsarei dentre os homens: como uma prostituta encolhida e desprezada ela rastejará através das ruas escuras e úmidas, e morrerá fria e faminta.</p>



<p><strong>44. </strong>Mas que ela se erga em orgulho! Que ela me siga em meu caminho! Que ela trabalhe o trabalho da perversidade! Que ela mate seu coração! Que ela seja estrondosa e adúltera! Que ela seja coberta com joias e ricas vestimentas, e que ela seja desavergonhada ante todos os homens!</p>



<p><strong>45. </strong>Então Eu a elevarei aos pináculos do poder: então Eu gerarei nela uma criança mais poderosa que todos os reis da terra. Eu a preencherei com alegria; com minha força ela verá &amp; golpeará na adoração de Nu: ela alcançará Hadit.</p>



<p><strong>46. </strong>Eu sou o guerreiro Senhor dos Quarenta: os Oitenta encolhem-se perante mim &amp; são humilhados. Eu lhe trarei à vitória &amp; alegria: Eu estarei em seus braços na batalha &amp; vos deleitareis em matar. Sucesso é vossa prova; coragem é vossa armadura, avante, avante, em minha força; &amp; não retrocedereis por nada!</p>



<p><strong>47. </strong>Este livro será traduzido em todas as línguas: mas sempre com o original na escrita da Besta; pois na forma casual das letras e sua posição de uma para outra: nisso estão mistérios que nenhuma Besta adivinhará. Que ele não procure tentar: mas um virá após ele, de onde Eu não digo, que descobrirá a Chave disto tudo. Então esta linha traçada é uma chave: então este círculo enquadrado em sua falha é uma chave também. E Abrahadabra. Será a criança dele &amp; isto estranhamente. Que ele não procure isso; pois por meio disso ele poderá cair sozinho.</p>



<p><strong>48. </strong>Agora este mistério das letras está feito, e Eu quero seguir para o lugar mais sagrado.</p>



<p><strong>49. </strong>Eu estou em uma secreta palavra quádrupla, a blasfêmia contra todos os deuses dos homens.</p>



<p><strong>50. </strong>Amaldiçoai-os! Amaldiçoai-os! Amaldiçoai-os!</p>



<p><strong>51. </strong>Com minha cabeça de Falcão Eu bico nos olhos de Jesus enquanto ele está pendurado na cruz.</p>



<p><strong>52. </strong>Eu bato minhas asas na face de Mohammed &amp; o cego.</p>



<p><strong>53. </strong>Com minhas garras Eu arranco a carne do Indiano e do Budista, Mongol e Din.</p>



<p><strong>54. </strong>Bahlasti! Ompehda! Eu cuspo em vossos credos crapulosos.</p>



<p><strong>55. </strong>Que Maria inviolada seja despedaçada sobre rodas: por causa dela que todas as mulheres castas sejam completamente desprezadas entre vós!</p>



<p><strong>56. </strong>Também por causa da beleza e do amor!</p>



<p><strong>57. </strong>Desprezai também todos os covardes; soldados profissionais que não ousam lutar, mas brincam; a todos os tolos desprezai.</p>



<p><strong>58. </strong>Mas o audaz e o orgulhoso, o majestoso e o sublime; vós sois irmãos!</p>



<p><strong>59. </strong>Como irmãos lutai!</p>



<p><strong>60. </strong>Não existe lei além de Faze o que tu queres.</p>



<p><strong>61. </strong>Há um fim da palavra do Deus entronado no assento de Ra, iluminando as vigas da alma.</p>



<p><strong>62. </strong>A Mim fazei reverência! a mim vinde através da tribulação do ordálio, que é felicidade.</p>



<p><strong>63. </strong>O tolo lê este Livro da Lei e seu comentário &amp; ele não o entende.</p>



<p><strong>64. </strong>Que ele passe através do primeiro ordálio, &amp; será para ele como prata.</p>



<p><strong>65. </strong>Através do segundo, ouro.</p>



<p><strong>66. </strong>Através do terceiro, pedras de água preciosa.</p>



<p><strong>67. </strong>Através do quarto, derradeiras centelhas do fogo íntimo.</p>



<p><strong>68. </strong>No entanto para todos parecerá belo. Seus inimigos que não dizem isso são meros mentirosos.</p>



<p><strong>69. </strong>Existe o sucesso.</p>



<p><strong>70. </strong>Eu sou o Senhor da Cabeça de Falcão do Silêncio &amp; da Força; minha nemes encobre o céu azul noturno.</p>



<p><strong>71. </strong>Salve! vós guerreiros gêmeos próximos aos pilares do mundo! pois vossa hora está quase a mão.</p>



<p><strong>72. </strong>Eu sou o Senhor da Baqueta Dupla de Poder; a baqueta da Força de Coph Nia — mas minha mão esquerda está vazia, pois Eu esmaguei um Universo; &amp; nada restou.</p>



<p><strong>73. </strong>Prendei as folhas da direita para a esquerda e de cima para baixo: então contemplai!</p>



<p><strong>74. </strong>Há um esplendor em meu nome oculto e glorioso, como o sol da meia noite é sempre o filho.</p>



<p><strong>75. </strong>O findar das palavras é a Palavra Abrahadabra.</p>



<p>O Livro da Lei está Escrito<br>e Oculto.<br>Aum. Ha.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O Comentário</h2>



<p>Faze o que tu queres será o todo da Lei.</p>



<p>O estudo deste Livro é proibido. É sábio destruir esta cópia após a primeira leitura.</p>



<p>Qualquer um que negligencie isto o faz por seu próprio risco e perigo. Estes são dos mais terríveis.</p>



<p>Aqueles que discutem os conteúdos deste Livro são para ser evitados por todos, como centros de pestilência.</p>



<p>Todas as questões da Lei são para ser decididas apenas por apelo aos meus escritos, cada um por si mesmo.</p>



<p>Não existe lei além de Faze o que tu queres.</p>



<p>Amor é a lei, amor sob vontade.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="alignright size-large"><img decoding="async" width="220" height="76" data-attachment-id="243" data-permalink="https://olhodosoloto.org/liber-al-vel-legis/ankh-f-n-khonsu-signature/" data-orig-file="https://i0.wp.com/olhodosoloto.org/wp-content/uploads/2020/09/ankh-f-n-khonsu-signature.png?fit=220%2C76&amp;ssl=1" data-orig-size="220,76" data-comments-opened="0" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}" data-image-title="ankh-f-n-khonsu-signature" data-image-description="" data-image-caption="" data-medium-file="https://i0.wp.com/olhodosoloto.org/wp-content/uploads/2020/09/ankh-f-n-khonsu-signature.png?fit=220%2C76&amp;ssl=1" data-large-file="https://i0.wp.com/olhodosoloto.org/wp-content/uploads/2020/09/ankh-f-n-khonsu-signature.png?fit=220%2C76&amp;ssl=1" src="https://i0.wp.com/olhodosoloto.org/wp-content/uploads/2020/09/ankh-f-n-khonsu-signature.png?resize=220%2C76&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-243" data-recalc-dims="1"/></figure></div>



<p class="has-text-align-right">O sacerdote dos príncipes,</p>
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		<title>A Missa Gnóstica</title>
		<link>https://olhodosoloto.org/a-missa-gnostica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[olhodoso]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Jul 2020 20:57:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Biblioteca]]></category>
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					<description><![CDATA[<span class="rt-reading-time" style="display: block;"><span class="rt-label rt-prefix">Tempo de leitura estimado:</span> <span class="rt-time">18</span> <span class="rt-label rt-postfix">mins.</span></span> Liber XV ​Ecclesia Gnosticæ Catholicæ Canon Missæcomo editada de antigos documentos assírios e gregospelo Mestre Therion I – Sobre o&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<span class="rt-reading-time" style="display: block;"><span class="rt-label rt-prefix">Tempo de leitura estimado:</span> <span class="rt-time">18</span> <span class="rt-label rt-postfix">mins.</span></span>
<h2 class="has-text-align-center wp-block-heading">Liber XV</h2>



<h4 class="has-text-align-center wp-block-heading">​Ecclesia Gnosticæ Catholicæ Canon Missæ<br>como editada de antigos documentos assírios e gregos<br>pelo Mestre Therion</h4>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>I – Sobre o mobiliário do templo</strong></h3>



<p>No Leste, que é a direção de Boleskine, a qual é situada na margem Sudeste do Lago Ness na Escócia, duas milhas a leste de Foyers, há um santuário ou Grande altar. Suas dimensões devem ser 213cm&nbsp;de largura, 91cm&nbsp;de profundidade, 111cm&nbsp;de altura. Deve ser coberto com uma toalha de altar carmesino, na qual, poderá estar bordada uma flor–de–lis em ouro, ou uma luz solar intensa, ou outro emblema apropriado.</p>



<p>De cada lado do altar deve estar um pilar ou obelisco com padrões alternados em preto e branco.</p>



<p>Abaixo do altar deve haver um estrado de três degraus, em quadrados pretos e brancos. Acima do altar está o altar superior, em cujo topo encontra–se uma reprodução da Estela da Revelação com quatro velas de cada lado. Abaixo da Estela há um local para o Livro da Lei com seis velas de cada lado. Sob este está o Santo Graal com rosas nas laterais. Há espaço em frente da Taça para a Patena. De cada lado, além das rosas, há duas grandes velas.</p>



<p>​Tudo isto está protegido por um grande Véu.</p>



<p>​Formando o ápice de um triângulo eqüilátero cuja base é a linha traçada entre os pilares, há um pequeno altar preto e quadrado, de cubos sobrepostos. Considerando este altar como o meio da base de um triângulo semelhante e igual, há no ápice deste triângulo um pequena fonte circular.</p>



<p>​Repetindo, o ápice do terceiro triângulo é uma tumba perpendicular.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>​II – Dos Oficiais da Missa</strong></h3>



<p>​O SACERDOTE. Porta a Lança Sagrada e está vestido primeiramente com uma túnica branca e simples.</p>



<p>​A SACERDOTISA. Deve ser realmente Virgo Intacta ou especialmente dedicada ao serviço da Grande Ordem. Ela estará vestida de branco, azul e dourado. Porta a espada numa bainha vermelha e a Pátena e hóstias, ou Bolos de Luz.</p>



<p>​O DIÁCONO. Está vestido em branco e amarelo. Porta o Livro da Lei.</p>



<p>​DUAS CRIANÇAS. Elas estão vestidas em branco e preto. Uma porta um cântaro de água e um recipiente com sal, a outra um incensário aceso e uma pequena caixa de perfumes.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>​III – Da cerimônia de entrada</strong></h3>



<p>​O DIÁCONO, abrindo a porta do Templo, admite a congregação, e toma seu lugar entre o altar menor e a fonte. (Deveria haver um porteiro para auxiliar na admissão).</p>



<p>​O DIÁCONO avança e se curva perante o santuário aberto onde o Graal está exaltado. Ele beija o Livro da Lei três vezes, o abre e o coloca sobre o supra–altar. Ele se volta para o Oeste.</p>



<h4 class="wp-block-heading">​1. A Proclamação da Lei</h4>



<p>​<strong>DIÁCONO</strong></p>



<p>​Faze o que tu queres será o todo da Lei. Eu proclamo a Lei de Luz, Vida, Amor e Liberdade em nome de IAO.</p>



<p>​<strong>A CONGREGAÇÃO</strong></p>



<p>​Amor é a lei, amor sob vontade.</p>



<p>​O DIÁCONO vai para o seu lugar entre o altar de incenso e a fonte, orienta a congregação para que se levante de frente para o Leste dá o passo e o sinal de um Homem e um Irmão. Todos o imitam.</p>



<h4 class="wp-block-heading">​2. O Credo</h4>



<p>​<strong>O DIÁCONO E A CONGREGAÇÃO</strong></p>



<p>Eu creio em um SENHOR secreto e inefável; e em uma Estrela na companhia de outras Estrelas de cujo fogo nós fomos criados e para o qual nós deveremos retornar; e em um Pai de Vida, Mistério do Mistério, em Seu nome CHAOS, o único vice–regente do Sol sobre a Terra; e em um Ar o nutridor de tudo o que respira.<br>E eu creio em uma Terra, a Mãe de todos nós, e em um Ventre no qual todos os homens são gerados, e onde eles deverão descansar, Mistério do Mistério, em seu nome BABALON.<br>E eu creio na Serpente e no Leão, Mistério do Mistério, em seu nome BAPHOMET.<br>E eu creio em uma Igreja Gnóstica e Católica de Luz, Vida, Amor e Liberdade, Palavra cuja Lei é THELEMA.<br>E eu creio na comunhão dos Santos.<br>E, assim como a comida e a bebida são diariamente transmutados em nós em substância espiritual, eu creio no Milagre da Missa.<br>E eu confesso um Batismo de Sabedoria pelo qual nós realizamos o Milagre da Encarnação.<br>E eu confesso minha vida una, individual e eterna que foi, é e será.<br>AUMGN AUMGN AUMGN</p>



<h4 class="wp-block-heading">​3. A Entrada da Sacerdotisa e das Crianças</h4>



<p>​É tocada uma música. A criança entra com o jarro e o sal. A VIRGEM entra com Espada e a Pátena. A criança entra com o incensário e o perfume.</p>



<p>​Eles ficam de frente para o DIÁCONO alinhadas entre o espaço dos dois altares.</p>



<p>​<strong>VIRGEM</strong></p>



<p>Saudações da Terra e do Céu!</p>



<p>​Todos dão o sinal de um Magista, liderados pelo Diácono.</p>



<p>​A SACERDOTISA, a criança negativa do seu lado esquerdo, a criança positiva à sua direita sobe os degraus do Altar Maior. As crianças a aguardam atrás. Ela coloca a Pátena na frente do Graal. Tendo–os adorado, ela desce e com as crianças que a seguem, a positiva próxima a ela, ela se move serpentinamente percorrendo 3 e ½ circuitos do Templo (No sentido horário ao redor do altar, sentido anti–horário ao redor da fonte, sentido horário ao redor do altar e da fonte, no sentido anti–horário ao redor do altar e assim até a tumba no Oeste). Ela desembainha sua espada e com ela retira o Véu que ali se encontra.</p>



<h4 class="wp-block-heading">​4. A Entrada do Sacerdote</h4>



<p>​<strong>SACERDOTISA</strong></p>



<p>Pelo poder do Ferro&nbsp;+, eu te digo, Levanta. Em nome do nosso Senhor o Sol&nbsp;+, e do nosso Senhor&nbsp;+&nbsp;que tu possas conferir as virtudes aos Irmãos.</p>



<p>​Ela embainha a Espada.</p>



<p>​O SACERDOTE, erguendo–se da tumba, segurando a Lança ereta com ambas as mãos, direita sobre a esquerda, sobre o seu peito, dá os três primeiros passos regulares.</p>



<p>​Ele então dá a Lança para a SACERDOTISA e dá os três sinais penais.</p>



<p>​Ele então se ajoelha e adora a Lança com ambas as mãos. Música penitencial.</p>



<h4 class="wp-block-heading">​5. A Confissão do Sacerdote</h4>



<p>​<strong>SACERDOTE</strong></p>



<p>Eu sou um homem entre os homens.</p>



<p>​Ele toma novamente a Lança e a baixa. Ele se levanta.</p>



<p>​<strong>SACERDOTE</strong></p>



<p>Como poderia eu ser digno de conferir as virtudes aos Irmãos?</p>



<h4 class="wp-block-heading">​6. A Lustração do Sacerdote</h4>



<p>​A SACERDOTISA toma da criança a água e o sal, misturando–os na fonte.</p>



<p>​<strong>SACERDOTISA</strong></p>



<p>Que o sal da terra exorte a Água a carregar a virtude do Grande Mar.</p>



<p>​Genuflecta</p>



<p>​<strong>SACERDOTISA</strong></p>



<p>Mãe, sê tu adorada!</p>



<p>​Ela retorna para o Oeste.&nbsp;+&nbsp;sobre o SACERDOTE com a mão aberta sobre a sua fronte, peito e corpo.</p>



<p>​<strong>SACERDOTISA</strong></p>



<p>Seja o SACERDOTE puro de corpo e alma!</p>



<h4 class="wp-block-heading">​7. A Consagração do Sacerdote</h4>



<p>​A SACERDOTISA pega o incensário da criança e o coloca no altar menor. Ela então coloca incenso naquilo.</p>



<p>​<strong>SACERDOTISA</strong></p>



<p>Que o Fogo e o Ar façam doce o mundo!</p>



<p>​Genuflecta</p>



<p>​<strong>SACERDOTISA</strong></p>



<p>Pai sê tu adorado!</p>



<p>​Ela retorna para o Oeste e faz&nbsp;+&nbsp;com o incensário diante do SACERDOTE, três vezes como antes.</p>



<p>​<strong>SACERDOTISA</strong></p>



<p>Seja o SACERDOTE ardente de corpo e alma!</p>



<p>​A criança retoma suas armas conforme elas não necessitem mais ser usadas</p>



<h4 class="wp-block-heading">​8. O Trajar do Sacerdote</h4>



<p>​O DIÁCONO traz o robe consagrado do Altar Maior e o traz para ela. Ela veste o SACERDOTE em seu robe escarlate e dourado.</p>



<p>​<strong>SACERDOTISA</strong></p>



<p>Seja a chama do SOL teu ambiente, Ó tu SACERDOTE do SOL!</p>



<h4 class="wp-block-heading">​9. A Coroação do Sacerdote</h4>



<p>​O DIÁCONO traz a coroa do Grande altar. A coroa pode ser de ouro ou platina ou de electrum magicum; mas de nenhum outro metal, exceto as pequenas porções necessárias à liga. Ela pode ser adornada com diversas jóias, à vontade. Mas ela deve ter a serpente Uraeus enrodilhada à sua volta e o tecido em seu topo deve igualar–se ao escarlate da túnica. A sua textura deve ser aveludada.</p>



<p>​Ela coloca a coroa sobre a cabeça do SACERDOTE</p>



<p>​<strong>SACERDOTISA</strong></p>



<p>Seja a serpente tua coroa, Ó tu, SACERDOTE do SENHOR!</p>



<h4 class="wp-block-heading">​10. A Consagração da Lança</h4>



<p>​Ajoelhando–se, ela pega a lança entre suas palmas das mãos, e as corre para cima e para baixo 11 vezes, muito gentilmente.</p>



<p>​<strong>SACERDOTISA</strong></p>



<p>Esteja o SENHOR presente entre nós!</p>



<p>​Todos fazem o Sinal de Saudação de um Magista.</p>



<p>​<strong>CONGREGAÇÃO</strong></p>



<p>Que assim seja!</p>



<h3 class="wp-block-heading">​IV – Da cerimônia de abertura do Véu</h3>



<h4 class="wp-block-heading">​1. A Elevação da SACERDOTISA</h4>



<p>​<strong>SACERDOTE</strong></p>



<p>A Ti a quem adoramos nós também invocamos. Pelo poder da Lança erguida!</p>



<p>​Ele eleva a Lança. Todos repetem o Sinal de Saudação de um Magista.</p>



<p>​Uma frase de música triunfante.</p>



<p>​O SACERDOTE toma a mão direita da SACERDOTISA com sua mão esquerda, mantendo a Lança erguida.</p>



<p>​<strong>SACERDOTE</strong></p>



<p>Eu SACERDOTE e REI te tomo, Virgem pura e sem mácula; Eu te ergo; Eu te conduzo para o Leste; Eu te coloco sobre o ápice da Terra.</p>



<p>​Ele entrona a SACERDOTISA sobre o altar. O DIÁCONO e as crianças seguem, em ordem, atrás dele. A SACERDOTISA pega o Livro da Lei e toma seu assento, mantendo o Livro aberto em seu peito, com suas duas mãos abertas, formando um triângulo descendente com seus polegares e indicadores. As pessoas podem sentar.</p>



<p>​O SACERDOTE dá a Lança para o DIÁCONO segurar, tomando o recipiente de água da criança borrifa a SACERDOTISA, fazendo cinco cruzes nela, fronte, ombros e coxas.</p>



<p>​O polegar do SACERDOTE está sempre entre o indicador e o médio, fazendo uma figa, quando não está segurando a Lança.</p>



<p>​O SACERDOTE toma o incenso da criança e faz cinco cruzes sobre a SACERDOTISA como antes.</p>



<p>​As crianças repõem suas armas nos respectivos altares.</p>



<p>​O SACERDOTE beija o Livro da Lei três vezes.</p>



<p>​Ele ajoelha para um espaço em adoração, com as mãos juntas, punhos juntos, polegares na posição já citada anteriormente.</p>



<p>​Ele se levanta e fecha o Véu sobre todo o altar.</p>



<h4 class="wp-block-heading">​2. A Circumbulação do Templo</h4>



<p>​Todos se levantam e mantêm em ordem sob a direção do DIÁCONO. O SACERDOTE toma a Lança do DIÁCONO e a segura como antes, como Osíris ou Phthah, a lança é mantida com a ponta para cima com ambas as mãos, direita sobre a esquerda. Ele circumbula o Templo três vezes em sentido horário, seguido pelo DIÁCONO e as crianças como antes. Estes, quando não usando suas mãos, mantêm seus braços cruzados sobre o peito.</p>



<h4 class="wp-block-heading">​3. A Ascensão até o Véu​</h4>



<p>Na última circumbulação eles o deixam e vão para um local entre a fonte e o Altar Menor, onde eles ajoelham em adoração, suas mãos unidas, palma com palma, e elevadas acima de suas cabeças.</p>



<p>​Todas as pessoas imitam este movimento.</p>



<h4 class="wp-block-heading">​4. A Primeira Invocação do Sacerdote diante do Altar</h4>



<p>​O SACERDOTE retorna para o leste e sobe o primeiro degrau do Altar.</p>



<p>​<strong>SACERDOTE</strong></p>



<p>Ó círculo de Estrelas do qual o nosso Pai nada mais é do que o irmão mais jovem, maravilha além da imaginação, alma do espaço infinito, diante de quem o tempo se envergonha, a mente se confunde, e o entendimento se obscurece, não podemos alcançar–Te a não ser que a Tua imagem seja Amor. Portanto, pela semente e raiz, caule e broto, folha e flor e fruto nós Te invocamos.<br>Então o sacerdote respondeu &amp; disse à Rainha do Espaço, beijando suas amáveis sobrancelhas, e o orvalho de sua luz banhando seu corpo inteiro em um perfume adocicado de suor: Ó Nuit, contínua do Paraíso, que seja sempre assim; que homens não falem de Ti como Uma mas como Nenhuma; e que não falem de ti de modo algum, uma vez que tu és contínua!</p>



<p>​Durante esta fala a SACERDOTISA deve se despir completamente.</p>



<h4 class="wp-block-heading">​5. A Oração da SACERDOTISA por detrás do Véu</h4>



<p>​</p>



<p><strong>SACERDOTISA</strong></p>



<p>Mas amar–me é melhor do que todas as coisas: se sob as estrelas noturnas no deserto tu neste momento queimas meu incenso ante mim, invocando– me com um coração puro, e a chama da Serpente aí, tu virás um pouco a deitar em meu seio. Por um beijo tu estarás querendo dar tudo; mas aquele que der uma partícula de pó perderá tudo naquela hora. Vós reunireis bens e provisões de mulheres e especiarias; vós devereis trajar ricas joias; vós excedereis as nações da terra em esplendor &amp; orgulho; mas sempre no amor de mim, e então vós vireis à minha alegria. Eu vos ordeno seriamente a vir ante mim em um robe único e coberto com uma rica coroa. Eu vos amo! Eu vos desejo! Pálido ou púrpura, velado ou voluptuoso, Eu que sou toda prazer e púrpura, e embriaguez do mais íntimo sentido, vos desejo. Colocai as asas e despertai o esplendor enrodilhado dentro de vós: vinde a mim.</p>



<h4 class="wp-block-heading">​​6. A Segunda Invocação do Sacerdote diante do Véu</h4>



<p>​O SACERDOTE sobe o segundo degrau.</p>



<p>​<strong>SACERDOTE</strong></p>



<p>Ó segredo dos segredos que estás escondido na essência de tudo o que vive, nós não Te adoramos, pois aquele que adora também és Tu. Tu és aquilo, e aquilo sou eu.&nbsp;Eu sou a chama que queima em todo coração do homem e no núcleo de toda estrela. Eu sou Vida e o doador da Vida, no entanto, o conhecimento de mim é o conhecimento da morte.<br>Eu estou só. Não há Deus onde estou.</p>



<p>​O DIÁCONO e todos se levantam, fazendo o Sinal de Saudação de um Magista.</p>



<h4 class="wp-block-heading">​7. O Calendário</h4>



<p>​<strong>DIÁCONO</strong></p>



<p>Mas vós, ó meu povo, levantai &amp; acordai!<br>Sejam o rituais corretamente executados com alegria &amp; beleza!<br>Existem os rituais dos elementos e as festas dos tempos.<br>Uma festa para a primeira noite do Profeta e sua Noiva.<br>Uma festa para os três dias da escrita do Livro da Lei.<br>Uma festa para Tahuti e a criança do Profeta – segredo, Ó Profeta!<br>Uma festa para o Supremo Ritual, e uma festa para o Equinócio dos Deuses.<br>Uma festa para o fogo e uma festa para a água; uma festa para a vida e uma festa&nbsp; maior&nbsp;para a morte!<br>Uma festa todo dia em vossos corações na alegria de meu arrebatamento!<br>Uma festa toda noite para Nu e o prazer do máximo deleite!</p>



<h4 class="wp-block-heading">​8. Terceira Invocação do Sacerdote Diante do Véu</h4>



<p>​O SACERDOTE sobe o terceiro degrau.</p>



<p>​<strong>SACERDOTE</strong></p>



<p>Tu que és Um, nosso Senhor no Universo, o Sol, nosso Senhor em nós mesmos cujo nome é Mistério do Mistério, supremo ser cujo esplendor iluminando os mundos é também o alento que faz todo Deus e até mesmo a morte tremerem diante de Ti — pelo Sinal da Luz…</p>



<p>​O Sacerdote traça, com bom efeito, uma Cruz diante do Véu, então forma uma cruz com seu corpo como no primeiro Sinal de LVX do Ritual do Hexagrama; o Diácono deve auxiliar o Sacerdote nesta tarefa, projetando a imagem de uma cruz luminosa sobre o véu, enquanto o sacerdote faz o gesto</p>



<p>​<strong>SACERDOTE</strong></p>



<p>…aparece, glorioso, sobre o trono do Sol. Abre o caminho da criação e da inteligência entre nós e nossas mentes. Ilumina nosso entendimento. Encoraja nossos corações. Que Tua luz se cristalize em nosso sangue, preenchendo–nos de Ressurreição.<br>A ka dua<br>Tuf ur biu<br>bi a’a chefu<br>Dudu nur af an nuteru.</p>



<p>​<strong>SACERDOTISA</strong></p>



<p>Não existe lei além de faze o que tu queres.</p>



<h4 class="wp-block-heading">​9. A Abertura do Véu</h4>



<p>​O SACERDOTE abre o véu com sua Lança. Durante a fala prévia a SACERDOTISA, se necessário, como no caso dos países selvagens , deve recolocar suas vestes. O SACERDOTE deve estar olhando a SACERDOTISA enquanto invoca.</p>



<p>​<strong>SACERDOTE</strong></p>



<p>IÔ IÔ IÔ IAÔ SABAÔ<br>KURIE ABRASAX KURIE MEITHRAS KURIE PHALLE .<br>IÔ PAN, IÔ PAN PAN IÔ ISKHUROS, IÔ ATHANATOS IÔ ABROTOS IÔ IAÔ.<br>KHAIRE PHALLE KHAIRE PAMPHAGE KHAIRE PANGENETÔR.<br>HAGIOS, HAGIOS, HAGIOS IAÔ.</p>



<p>​A SACERDOTISA está sentada com a Patena em sua mão direita e a Taça em sua mão esquerda. O SACERDOTE apresenta a Lança, a qual, ela beija 11 vezes. Ela então a segura contra o peito, enquanto o SACERDOTE, caído a seus joelhos os beija, braços estendidos sobre suas coxas.</p>



<p>​Ele permanece nesta adoração enquanto o DIÁCONO entoa as Coletas. Todos se levantam e se mantém na posição de Dieu Garde, que é, pés em esquadro, mãos com polegares unidos, mãos relaxadamente pendentes. Esta é a posição universal quando de pé, a não ser que outra instrução seja dada.</p>



<h3 class="wp-block-heading">​<strong>V – Do Ofício das Coletas, as quais são onze</strong></h3>



<h4 class="wp-block-heading">​1. O Sol</h4>



<p>​<strong>DIÁCONO</strong></p>



<p>Senhor visível e sensível de quem esta terra nada é além de uma fagulha congelada girando ao teu redor com movimento diurno e anual, fonte de luz, fonte de vida, que teu brilho perpétuo nos encoraje ao trabalho contínuo e ao prazer; a fim de sermos partícipes contínuos de vossa generosidade, que nós possamos em nossa órbita particular irradiar luz e vida, sustento e alegria para aqueles que giram à nossa volta sem diminuição de substância ou efulgência para todo sempre.</p>



<p>​<strong>AS PESSOAS</strong></p>



<p>Que assim seja!</p>



<h4 class="wp-block-heading">​2. O Senhor</h4>



<p>​<strong>DIÁCONO</strong></p>



<p>Senhor secreto e mais sagrado, fonte de luz, fonte de vida, fonte de amor, fonte de liberdade, sê tu sempre constante e poderoso dentro de nós, força de energia, fogo do movimento; permita–nos sempre trabalhar contigo diligentemente, que nós possamos sempre permanecer em tua abundante alegria.</p>



<p>​<strong>AS PESSOAS</strong></p>



<p>Que assim seja!</p>



<h4 class="wp-block-heading">​3. A Lua</h4>



<p>​<strong>DIÁCONO</strong></p>



<p>Senhora da noite, que girando sempre ao nosso redor, és em tua estação ora visível e ora invisível, sê favorável aos caçadores, e amantes, e a todos os homens que labutam sobre a terra, e a todos os marinheiros sobre o mar.</p>



<p>​<strong>AS PESSOAS</strong></p>



<p>Que assim seja!</p>



<h4 class="wp-block-heading">​4. A Senhora</h4>



<p>​<strong>DIÁCONO</strong></p>



<p>Doadora e receptora de alegria, portal da vida e do amor, sê tu sempre pronta, tu e tua serva em teu ofício de alegria.</p>



<p><strong>AS PESSOAS</strong></p>



<p>Que assim seja!</p>



<h4 class="wp-block-heading">​5. Os Santos</h4>



<p>​<strong>DIÁCONO</strong></p>



<p>Senhor de Vida e Alegria, que és o poder do homem, que és a essência de todo verdadeiro deus que está sobre a face da Terra, conhecimento contínuo de geração a geração, tu adorado por nós em brejos e nas florestas, em montanhas e nas cavernas, abertamente nos mercados e secretamente nas câmaras de nossos lares, em templos de ouro e marfim e mármore, assim como nestes outros templos de nossos corpos, nós dignamente comemoramos aqueles ilustres que te adoraram na antiguidade e manifestaram tua glória diante dos homens:</p>



<p>​Laotze&nbsp;e&nbsp;Siddartha&nbsp;e Krishna e&nbsp;Tahuti, Mosheh,&nbsp;Dionysus,&nbsp;Mohammed&nbsp;e&nbsp;To Mega Therion, com estes também&nbsp;Hermes,&nbsp;Pan, Priapus, Osiris e Melchizedek, Khem e Amoun e&nbsp;Mentu,&nbsp;Heracles, Orpheus e Odysseus; com Vergilius,&nbsp;Catullus, Martialis,&nbsp;Rabelais,&nbsp;Swinburne, e muitos outros, um santo bardo;&nbsp;Apollonius Tyanaeus,&nbsp;Simon Magus, Manes,&nbsp;Pythagoras, Basilides, Valentinus,&nbsp;Bardesanese&nbsp;Hippolytus, que transmitiram a luz da Gnose a nós, seus sucessores e seus herdeiros; com&nbsp;Merlin, Arthur, Kamuret, Parzival, e muitos outros, profeta, sacerdote e rei, que trouxeram a Lança e a Taça, a Espada e o Disco, contra os Ignorantes; e estes também, Carolus Magnus e seus paladinos, com&nbsp;William de Schyren, Frederick de Hohenstaufen, Roger Bacon,&nbsp;Jacobus Burgundus Molensis o Mártir,&nbsp;Christian Rosencreutz, Ulrich von Hutten, Paracelsus, Michael Maier, Roderic Borgia Pope Alexander VI, Jacob Boehme, Francis Bacon Lord Verulam, Andrea, Robertus de Fluctibus, Johannes Dee,&nbsp;Sir Edward Kelly, Thomas Vaughan, Elias Ashmole, Molinos, Adam Weishaupt, Wolfgang von Goethe, Ludovicus Rex Bavariae, Richard Wagner,&nbsp;Alphonse Louis Constant, Friedrich Nietzsche, Hargrave Jennings,&nbsp;Carl Kellner, Forlong dux, Sir Richard Payne Knight, Paul Gaugin, Sir Richard Francis Burton, Doutor Gérard Encausse,&nbsp;Doutor Theodor Reuss, e&nbsp;Sir Aleister Crowley&nbsp;–&nbsp;Ó Filhos do Leão e da Serpente! Nós dignamente comemoramos todos os Teus Santos, aqueles dignos que foram e são e serão. Que a sua essência possa estar aqui presente, potente, pungente, e paternal para&nbsp;aperfeiçoar esta festa!</p>



<p>A cada nome o DIÁCONO assinala uma cruz&nbsp;+&nbsp;com o polegar entre o dedo indicador e médio. E missas comuns é necessário comemorar apenas aqueles nomes que estão sublinhados, com a dicção conforme é mostrada.</p>



<p><strong>AS PESSOAS</strong></p>



<p>Que assim seja!</p>



<h4 class="wp-block-heading">​6. A Terra</h4>



<p>​<strong>DIÁCONO</strong></p>



<p>Mãe da fertilidade em cujo seio jaz a água, cuja face é acariciada pelo ar, e em cujo coração está a chama do sol, ventre de toda vida, graça recorrente das estações, responde favoravelmente à prece do trabalho, e aos pastores e lavradores sê tu propícia.</p>



<p><strong>AS PESSOAS</strong></p>



<p>Que assim seja!</p>



<h4 class="wp-block-heading">​7. Os Princípios</h4>



<p>​<strong>DIÁCONO</strong></p>



<p>Misteriosa Energia, triforme, Matéria misteriosa em quádrupla e séptupla divisão, a interação das coisas que tecem o Véu da Vida por sobre a Face do Espírito, conceda–nos Harmonia e Beleza em nossos amores místicos, que em nós possa haver saúde e riqueza e força e prazer divino de acordo com a Lei da Liberdade.; conceda que cada um persiga a sua Vontade como um homem forte que se regozija em seu caminho, como o curso de uma Estrela que arde para sempre na jubilosa companhia dos Céus.</p>



<p>​<strong>AS PESSOAS</strong></p>



<p>Que assim seja!</p>



<h4 class="wp-block-heading">​8. Nascimento</h4>



<p>​<strong>DIÁCONO</strong></p>



<p>Seja a hora auspiciosa e o portal da vida aberto em paz e conforto, de forma a que aquela que carrega as crianças possa se regozijar, e o bebê agarrar a vida com ambas as mãos.</p>



<p>​<strong>AS PESSOAS</strong></p>



<p>Que assim seja!</p>



<h4 class="wp-block-heading">​9. Casamento</h4>



<p>​<strong>DIÁCONO</strong></p>



<p>Que se derrame sucesso sobre todos que se unirem neste dia com amor sob vontade; possam a força e a perícia se unirem para trazer êxtase, e que a beleza responda à beleza.</p>



<p>​<strong>AS PESSOAS</strong></p>



<p>Que assim seja!</p>



<h4 class="wp-block-heading">​10. Morte</h4>



<p>​<strong>DIÁCONO</strong></p>



<p>Limite de tudo o que vive, cujo nome é inescrutável, sê favorável a nós em tua hora.</p>



<p>​<strong>AS PESSOAS</strong></p>



<p>Que assim seja!</p>



<h4 class="wp-block-heading">​11. O Fim</h4>



<p>​<strong>DIÁCONO</strong></p>



<p>Que possa ser garantido o cumprimento de suas verdadeiras Vontades para aqueles de cujos olhos o véu da vida caiu; quer isto seja a absorção no Infinito ou a união com seus escolhidos e preferidos, ou permanecer em contemplação, ou estar em paz, ou alcançar o trabalho e heroísmo da encarnação neste planeta ou em outro, ou em qualquer Estrela, ou outro lugar, que lhes seja garantida a realização das suas Vontades; sim, a realização das suas Vontades.<br>AUMGN, AUMGN, AUMGN.</p>



<p>​<strong>AS PESSOAS</strong></p>



<p>Que assim seja!</p>



<p>Todas as pessoas sentam.</p>



<p>​O DIÁCONO e as crianças assistem o SACERDOTE e a SACERDOTISA, prontos para segurar qualquer arma apropriada, conforme for necessário. O DIÁCONO vai para o altar com o Sacerdote, as Crianças permanecem atrás.</p>



<h3 class="wp-block-heading">​​<strong>VI – Da Consagração dos Elementos</strong></h3>



<p>​A SACERDOTISA pega a TAÇA e a PÁTENA, a TAÇA na mão direita e a PÁTENA na mão esquerda O SACERDOTE faz as cinco cruzes na Patena e na Taça, uma cruz X em cima, uma cruz X à direita e uma cruz à esquerda X de cada uma dessas armas mágicas, quatro cruzes X só na patena, cinco X cruzes só na taça.</p>



<p><strong>SACERDOTE</strong></p>



<p>Vida do homem sobre a terra, fruto do trabalho, sustento do esforço, sê tu o alimento do Espírito!</p>



<p>​Ele toca a Hóstia com Lança.</p>



<p>​<strong>SACERDOTE</strong></p>



<p>Pela virtude da Baqueta<br>Seja este pão o Corpo de Deus!</p>



<p>​Ele entrega a lança para o Diácono.</p>



<p>​Ele pega a hóstia.</p>



<p>​<strong>SACERDOTE</strong></p>



<p>TOUTO ESTI TO SÔMA MOU.</p>



<p>​Ele recoloca a hóstia na patena, ajoelha, adora, levanta, toma a patena e a hóstia, se volta para a assistência, mostra a hóstia segurando a patena logo abaixo desta, se volta para o altar, recoloca a Patena e a Hóstia, e adora. Música. Ele toma a Taça.</p>



<p>​<strong>SACERDOTE</strong></p>



<p>Veículo da alegria do Homem sobre a terra, conforto do trabalho, inspiração do esforço, sê tu o êxtase do Espírito!</p>



<p>​Ele toca a Taça com a Lança.</p>



<p>​<strong>SACERDOTE</strong></p>



<p>Pela virtude da Baqueta<br>Seja este Vinho o Sangue de Deus!</p>



<p>​Ele entrega a lança para o Diácono e mantém a taça.</p>



<p>​<strong>SACERDOTE</strong></p>



<p>TOUTO ESTI TO POTÊRION TOU HAIMATOS MOU.</p>



<p>​Ele recoloca a taça no altar, ajoelha, adora, levanta, pega a Taça, se volta e mostra a Taça para as pessoas, se volta novamente para o altar onde recoloca a Taça e adora. Música.</p>



<p>​Ele toma a Lança</p>



<p>​<strong>SACERDOTE</strong></p>



<p>Pois esta é a Divina Promessa de Ressurreição.</p>



<p>​Ele faz as cinco cruzes&nbsp;+&nbsp;na SACERDOTISA.</p>



<p>​<strong>SACERDOTE</strong></p>



<p>Aceita, Ó SENHOR, este sacrifício de vida [aponta a pátena] e alegria [aponta a taça], verdadeiras garantias da Promessa Divina de Ressurreição.</p>



<p>​O SACERDOTE oferece a Lança para a SACERDOTISA que a beija; ele então a toca entre os seios e sobre o corpo. Ele então lança seus braços para cima, como se abrangesse todo o templo.</p>



<p>​<strong>SACERDOTE</strong></p>



<p>Que esta oferenda possa nascer sobre as ondas do aethyr para o nosso senhor e Pai, o Sol, o qual viajou através dos Céus, em seu nome ON.</p>



<p>​Ele fecha suas mãos, beija a SACEDOTISA entre os seios, e faz três grandes cruzes sobre a Pátena +, a Taça +, e ele mesmo +.</p>



<p>​Ele bate em seu peito.</p>



<p>​Todos repetem esta ação.</p>



<p>​<strong>SACERDOTE</strong></p>



<p>Ouçam todos, santos da igreja verdadeira do tempo antigo agora essencialmente presente entre nós, de vós nós clamamos herança, convosco nós clamamos comunhão, de vós nós clamamos benção em nome de IAO.</p>



<p>​Ele faz três cruzes sobre a Pátena e a Taça juntas +. Ele entrega a Lança para o DIÁCONO. Ele descobre a Taça, genuflecta, pega a Taça com a sua mão esquerda e a hóstia em sua mão direita.</p>



<p>​Com a Hóstia ele faz cinco cruzes na Taça + formando um círculo horário acompanhando a borda da taça.</p>



<p>​Ele eleva a Hóstia e a Taça (a hóstia logo acima da Taça).</p>



<p>​O Sino bate.</p>



<h4 class="wp-block-heading">​1. O Sanctus</h4>



<p>​<strong>SACERDOTE</strong></p>



<p>HAGIOS HAGIOS HAGIOS IAÔ!</p>



<p>​Ele recoloca a Hóstia e a Taça no altar e adora.</p>



<p>​O Sacerdote toma a Lança. O Diácono retorna para o seu local entre o altar menor e a fonte.</p>



<h3 class="wp-block-heading">​<strong>VII – Do Ofício do Hino</strong></h3>



<p>​<strong>SACERDOTE</strong></p>



<p>Tu que és eu, além de tudo o que sou,<br>Que não tens natureza e nem nome,<br>Que és, quando todos já se foram,<br>Tu, centro e segredo do Sol,<br>Tu, oculta fonte de todas as coisas conhecidas<br>E desconhecidas, tu reservado e solitário,<br>Tu, verdadeiro fogo interno ao junco,<br>Meditando e procriando, fonte e semente<br>De vida, amor, liberdade e luz,<br>Tu além da palavra e da visão,<br>A Ti eu invoco, meu fogo vigoroso e lânguido,<br>Ardendo conforme meus intentos aspira<br>A Ti eu invoco, ó permanente,<br>Tu, centro e segredo do Sol,<br>E aquele mistério mais sagrado<br>Do qual eu sou o veículo.<br>Aparece mais terrível e mais suave,<br>Como é legítimo, em tua criança!</p>



<p><strong>O CORO</strong></p>



<p>Para o Pai e o Filho,<br>O Espírito Santo é a norma;<br>Macho–fêmea, quintessencial, um,<br>Homem–ser velado em Mulher–forma.<br>Glória e adoração no altíssimo,<br>Tu Pomba, que deificas a humanidade,<br>Sendo aquela raça, a mais nobremente vinda,<br>Para lançar o raio do sol pela tempestade do inverno.<br>Glória e adoração a Ti,<br>Seiva do freixo do mundo, árvore das maravilhas!</p>



<p><strong>HOMENS</strong></p>



<p>Glória a Ti da Tumba Dourada!</p>



<p><strong>MULHERES</strong></p>



<p>Glória a Ti do Ventre que Espera!</p>



<p>​<strong>HOMENS</strong></p>



<p>Glória a Ti da terra não arada!</p>



<p>​<strong>MULHERES</strong></p>



<p>Glória a Ti da virgem prometida!</p>



<p>​<strong>HOMENS</strong></p>



<p>Glória a Ti, verdadeira Unidade<br>Da Eterna Trindade!</p>



<p>​<strong>MULHERES</strong></p>



<p>Glória a Ti progenitor e grávida<br>Essência do Eu sou o que sou!</p>



<p>​<strong>HOMENS</strong></p>



<p>Glória a Ti, além de todo limite,<br>Tua fonte de esperma, tua semente e germe!</p>



<p>​<strong>MULHERES</strong></p>



<p>Glória a Ti Sol eterno,<br>Tu Um em Três, Tu Três em Um!</p>



<p>​<strong>CORO</strong></p>



<p>Glória e adoração a Ti,<br>Seiva do freixo do mundo, árvore das maravilhas!</p>



<p>​Estas palavras são a substância do hino; mas tudo ou qualquer parte deste pode ser acompanhado de música. A música deve ser tão elaborada quanto uma peça de arte deveria ser. Ainda que o Pai da Igreja autorize outros cânticos, este deve manter o seu lugar como o primeiro do gênero, o pai de todos os outros.</p>



<h3 class="wp-block-heading">​<strong>VIII – Do Casamento Místico e da Consumação dos Elementos</strong></h3>



<p>​O SACERDOTE toma a Pátena entre o indicador e o dedo médio da mão direita. A SACERDOTISA segura a Taça em sua mão direita.</p>



<h4 class="wp-block-heading">​1. A Benção dos Elementos</h4>



<p>​<strong>SACERDOTE</strong></p>



<p>Senhor mais secreto, abençoa este alimento espiritual em nossos corpos, outorgando–nos saúde e riqueza, força e alegria, paz e a realização da vontade e do amor sob vontade que é perpétua felicidade.</p>



<p>​Ele faz uma cruz&nbsp;+&nbsp;com a Pátena e a beija.</p>



<p>​Ele recoloca a Pátena sobre o Altar e entrega a Lança para a SACERDOTISA</p>



<h4 class="wp-block-heading">​2. O Fractio</h4>



<p>Ele descobre a Taça, genuflecta, levanta. Música.</p>



<p>Ele toma a Hóstia, e a quebra sobre a Taça.</p>



<p>Ele recoloca a porção da Hóstia que ficou na mão direita na Pátena.</p>



<p>Ele quebra uma partícula da porção que ficou na mão esquerda.</p>



<p>​<strong>SACERDOTE</strong></p>



<p>TOUTO ESTI TO SPERMA MOU. HO PATÊR ESTIN HO HUIOS DIA TO PNEUMA HAGION.<br>AUMGN. AUMGN. AUMGN.</p>



<p>​Ele recoloca a parte da Hóstia da mão esquerda na Pátena.</p>



<h4 class="wp-block-heading">​3. A Consagração e União</h4>



<p>​A SACERDOTISA estende a ponta da Lança com sua mão esquerda para receber a partícula.</p>



<p>​O SACERDOTE sustenta a Taça em sua mão esquerda.</p>



<p>​Juntos eles descem a ponta da Lança na Taça.</p>



<p>​<strong>SACERDOTE E A SACERDOTISA</strong></p>



<p>HRILIU</p>



<p>​O SACERDOTE toma a Lança.</p>



<p>​A SACERDOTISA cobre a Taça.</p>



<p>​O SACERDOTE entrega a Lança para a SACERDOTISA genuflecta, levanta, se curva, junta as mãos. Ele bate no peito.</p>



<p>​4. A Invocação dos Elementos</p>



<p>​<strong>SACERDOTE</strong></p>



<p>Ó Leão e Ó Serpente que destrói o destruidor, sê poderoso entre nós.<br>Ó Leão e Ó Serpente que destrói o destruidor, sê poderoso entre nós.<br>Ó Leão e Ó Serpente que destrói o destruidor, sê poderoso entre nós.</p>



<p>​5. A Consumação dos Elementos</p>



<p>O SACERDOTE coloca as mãos sobre os seios da SACERDOTISA e toma de volta a sua Lança. Ele se volta para a assistência, baixa e eleva a Lança, faz uma cruz + sobre as pessoas.</p>



<p>​<strong>SACERDOTE</strong></p>



<p>Faze o que tu queres será o todo da Lei.</p>



<p>​<strong>AS PESSOAS</strong></p>



<p>Amor é a lei, amor sob vontade.</p>



<p>​Ele abaixa a lança e se volta para o Leste.</p>



<p>​A SACERDOTISA toma a Lança em sua mão direita.</p>



<p>​Com a mão esquerda ela oferece a Pátena.</p>



<p>​O SACERDOTE ajoelha.</p>



<p>​<strong>SACERDOTE</strong></p>



<p>Que em minha boca esteja a essência da vida do Sol!</p>



<p>​Ele toma a Hóstia com a mão direita, faz uma cruz + com ela sobre a Pátena e a consome.</p>



<p>​Silêncio.</p>



<p>​A SACERDOTISA toma a Taça descobrindo–a e oferecendo–a com antes.</p>



<p>​<strong>SACERDOTE</strong></p>



<p>Que em minha boca esteja a essência da alegria da Terra!</p>



<p>​Ele toma a Taça, faz uma cruz + sobre a SACERDOTISA, bebe e devolve–a.</p>



<p>​Silêncio.</p>



<p>​Ele se levanta, pega a Lança e se volta para as pessoas.</p>



<p>​<strong>SACERDOTE</strong></p>



<p>Não há parte de mim que não seja dos Deuses.</p>



<p>​Aqueles da assistência que desejarem comungar, e ninguém sem essa intenção deveria estar presente, tendo assinalado a sua intenção, uma Bolo de Luz e um gole de vinho foi preparada para cada um. O DIÁCONO os guia; eles avançam um por vez até o altar; As crianças tomam os Elementos e lhes oferecem. As Pessoas comungam do mesmo modo que havia feito o SACERDOTE, dizendo as mesmas palavras em atitude de Ressurreição:</p>



<p>​“Não há parte de mim que não seja dos Deuses.”</p>



<p>​A única exceção para essa parte da cerimônia ocorre quando ela é da natureza de uma celebração, quando apenas o SACERDOTE comunga; ou parte da cerimônia de um casamento, quando nenhum outro, salvo os dois que vão se casar comungam; parte da cerimônia de batismo, quando somente a criança batizada participa; e da Confirmação na puberdade quando apenas a pessoa confirmada comunga. O sacramento pode ser reservado ao SACERDOTE para ministrar a pessoas doentes em suas casas.</p>



<p>​Ao final da comunhão o SACERDOTE fecha o véu do Altar Maior. Com a Lança ele faz três cruzes sobre a assistência.</p>



<p>​<strong>SACERDOTE</strong></p>



<p>+ Que o SENHOR vos abençoe.<br>+ Que o SENHOR ilumine vossas mentes, conforte vossos corações e sustente vossos corpos.<br>+ Que o SENHOR vos conceda o cumprimento de vossas verdadeiras Vontades, a Grande Obra, o Summum Bonum, A Verdadeira Sabedoria e a Perfeita Felicidade.</p>



<p>​Ele sai, o DIÁCONO e as Crianças o seguem para dentro da tumba do Oeste.</p>



<p>​Música (Voluntária).</p>
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		<title>Passando do Velho ao Novo Aeon</title>
		<link>https://olhodosoloto.org/passando-do-velho-ao-novo-aeon/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[olhodoso]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Jul 2020 23:39:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Biblioteca]]></category>
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					<description><![CDATA[<span class="rt-reading-time" style="display: block;"><span class="rt-label rt-prefix">Tempo de leitura estimado:</span> <span class="rt-time">4</span> <span class="rt-label rt-postfix">mins.</span></span> Faze o que tu queres será o todo da Lei. Como você deve saber, nós entramos em um Novo Æon.&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<span class="rt-reading-time" style="display: block;"><span class="rt-label rt-prefix">Tempo de leitura estimado:</span> <span class="rt-time">4</span> <span class="rt-label rt-postfix">mins.</span></span>
<p>Faze o que tu queres será o todo da Lei.</p>



<p>Como você deve saber, nós entramos em um Novo Æon. Uma Verdade mais Elevada foi outorgada ao Mundo. Esta verdade está aguardando em prontidão para todos aqueles que vierem a aceitá-la conscientemente, porém ela tem que ser percebida antes de ser compreendida, e dia após dia aqueles que tiverem aceitado esta Lei, e estiverem tentando vivenciá-la, perceberão mais e mais a sua Beleza e Perfeição.</p>



<p>O novo ensinamento parece estranho no começo; e a mente é incapaz de assimilar mais do que um fragmento do que este realmente significa. Apenas quando estivermos vivenciando a Lei é que aquele fragmento poderá se expandir para dentro da infinita concepção do todo.</p>



<p>Eu quero que você compartilhe comigo um pequeno fragmento desta grande Verdade que foi esclarecida para mim nesta manhã de Domingo: eu quero que você venha comigo – se quiser – exatamente através da fronteira do Velho Æon e olhe atentamente por um momento o Novo. Então, se o aspecto lhe agradar, você permanecerá, ou, talvez, você retorne por um tempo, mas uma vez que a estrada esteja aberta e o Caminho manifesto, você sempre será capaz de ir lá novamente, num piscar de olhos, simplesmente reajustando a sua visão Interna na direção da Verdade.</p>



<p>Você sabe o quão profundamente nós sempre ficamos impressionados com as ideias de Sol nascente e Sol poente, e como os nossos antigos irmãos, vendo o Sol desaparecer à noite e nascendo novamente na manhã seguinte, basearam as suas ideias religiosas neste conceito de um Deus Moribundo e Ressuscitado. Essa á a ideia central da religião do Velho Æon, porém nós a deixamos para trás porque embora ela parecesse estar baseada na Natureza (e os símbolos da Natureza são sempre verdadeiros), nós ainda assim superamos esta ideia que é apenas aparentemente verdadeira na Natureza. Uma vez que este grande Ritual de Sacrifício e Morte foi concebido e perpetuado, nós, através da observação dos nossos homens de ciência, soubemos que não é o Sol que nasce e se põe, mas é a terra sobre a qual nós vivemos que gira de forma que a sua sombra nos isola da luz solar durante aquilo que chamamos de noite. O Sol não morre, como acreditavam os antigos; ele está sempre brilhando, sempre irradiando Luz e Vida. Pare por um momento e tenha uma clara concepção deste Sol, como Ele está brilhando já cedo pela manhã, brilhando ao meio-dia, brilhando à tarde e brilhando à noite. Você percebeu esta ideia claramente em sua mente? Você acabou de sair do Velho Æon e entrar no Novo.</p>



<p>Agora consideremos o que aconteceu. O que você fez para obter essa imagem mental do Sol sempre brilhante? Você se identificou com o Sol. Você saiu da consciência deste planeta; e por um momento você teve que se considerar um Ser Solar. Então por que voltar para trás novamente? Você pode tê-lo feito involuntariamente, porque a Luz era tão grande que parecia como Escuridão. Mas faça novamente, dessa vez mais completamente, e consideremos quais serão as alterações no nosso conceito do Universo.</p>



<p>No momento em que nos identificamos com o Sol, percebemos que nos tornamos a fonte de Luz, que agora nós também estamos brilhando gloriosamente, mas também percebemos que a Luz Solar já não é mais para nó, pois não conseguimos mais ver o Sol, pouco mais do que podíamos ver a nós mesmos em nossa pequena consciência de Velho Æon. Tudo em volta é Noite perpétua, mas esta é a Luz Estelar e o Corpo de Nossa Senhora Nuit, no qual nós vivemos e movemos e temos o nosso ser.</p>



<p>Então, desde esta altura nós voltamos o nosso olhar para o pequeno planeta Terra, do qual nós partimos há um momento atrás, e achamos que nós mesmos estamos projetando nossa Luz por sobre todos aqueles indivíduos que chamamos de nossos irmãos e irmãs, os escravos que servem. Mas nós não paramos por aqui. Imagine o Sol concentrando os Seus raios por um momento sobre um pequeno ponto, a Terra. O que acontece? Ela é queimada, é consumida, ela desaparece. Mas em nossa Consciência Solar é Verdade, e embora observemos por um momento a pequena esfera que deixamos para trás, e ela não existe mais, ainda assim existe “aquilo que permanece”. O que permanece? O que aconteceu? Nós percebemos que “todo homem e toda mulher é uma estrela”. Nós observamos em volta a nossa herança maior, nós contemplamos o Corpo de Nossa Senhora Nuit. Nós não estamos na escuridão; nós estamos muito mais próximos Dela agora. As coisas que (a partir do pequeno planeta) pareciam como partículas de luz, estão agora brilhando como outros grandes Sóis, e estes são verdadeiramente os nossos irmãos e irmãs, cuja natureza essencial e Estelar nós jamais tínhamos visto e percebido antes. Estes são os ‘restos’ daqueles que pensávamos ter deixado para trás.</p>



<p>Há bastante espaço aqui, cada um viaja no Seu verdadeiro Caminho, tudo é prazer.</p>



<p>Agora, se você quer voltar para o Velho Æon, faça-o. Mas tente e tenha em mente que aqueles ao seu redor são em realidade Sóis e Estrelas, não pequenos escravos temerosos. Se você não quer se tornar um Rei, ainda assim reconheça que eles têm direito ao Reinado, assim como você o tem, sempre que desejar aceitá-lo. E no momento em que desejar fazê-lo deverá apenas se lembrar disso – Contemple as coisas a partir do ponto de vista do Sol.</p>



<p>Amor é a lei, amor sob vontade.</p>



<p>STEPPING OUT OF THE OLD ÆON INTO THE NEW<br>By Frater Achad</p>



<p>(Originally published in&nbsp;<em>The Equinox</em>, Volume III, Nº 1)</p>
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		<title>A Moral de Liber AL</title>
		<link>https://olhodosoloto.org/a-moral-de-liber-al/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[olhodoso]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Jul 2020 20:33:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Biblioteca]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<span class="rt-reading-time" style="display: block;"><span class="rt-label rt-prefix">Tempo de leitura estimado:</span> <span class="rt-time">6</span> <span class="rt-label rt-postfix">mins.</span></span>
<h2 class="wp-block-heading">A moralidade dentro de Thelema</h2>



<p>Cara Soror;</p>



<p>Faze o que tu queres será&nbsp;o todo da Lei.</p>



<p>Nenhum homem vivo pode apreciar melhor do que eu as dificuldades conectadas ao Livro da Lei.</p>



<p>Você me pergunta, se eu tenho, com razão, analisado suas séries, um tanto complicadas, de perguntas, para aconselhar você quanto à sua atitude em relação a este Livro.</p>



<p>Para começar: o Autor é bastante, com certeza, ambos, tanto um quanto o outro mais que humanos.</p>



<p>Seu objetivo principal me parece ser anunciar a Fórmula mágica do Eon de Horus, e estabelecer os princípios fundamentais de conduta que sejam consistentes com este.</p>



<p>Eu coloco este primeiro, por que seus problemas pertencem a esta parte do Livro.</p>



<p>Mas deixa-me classificar as principais partes deste.</p>



<p>1. Lá há um sistema da mais sublime filosofia que se coloca completamente à parte de qualquer Eon, ou de qualquer outro limite condicionado.</p>



<p>2. Lá há um conteúdo de proporções consideráveis que se refere à “Besta” e à “Mulher Escarlate” pessoalmente; mas estes títulos podem ser assumidos para fazer referência a qualquer um a quem acorre abraçar um deste ofícios durante todo o período do Eon — aproximadamente 2.000 anos.</p>



<p>3. A moralidade sexual do Livro não é muito diferente daquela mantida em segredo pelos aristocratas desde que o mundo começou. Este é o sistema natural para qualquer um que tenha analisado psicologicamente todos os seus complexos, repressões, fixações e fobias.</p>



<p>4. Como matriarcalmente refletida a Fórmula do Eon de Isis, e patriarcalmente a de Osiris, assim segue a regra da “Criança Coroada e Conquistadora” que expressa a de Horus. A família, o clã, o estado não conta para nada; o Indivíduo é o Autarca (autarquia).</p>



<p>5. O Livro anuncia uma nova dicotomia na sociedade humana; há os mestres e os escravos; o nobre e o servo; o “lobo solitário” e o rebanho.<img decoding="async" src="https://i2.wp.com/www.quetzalcoatl-oto.org/wp-content/uploads/2017/08/tooltip.png?w=1200&amp;ssl=1"></p>



<p>(Nietzche deve ser considerado como um dos nossos profetas, numa extensão muito menor, de Gobineau.) O “Herrenvolk” de Hitler também não é uma idéia diferente; mas não há volk sobre isto; e se houvesse, este não seria certamente a rotina, uniformemente obcecada, suportada pela lei, que aspirou refugio Germanico; os Britânicos, especialmente os Celtas, como anarquistas naturais, estão mais próximos da marca. Os Britânicos nunca irão ficar juntos por nada a menos que cada um deles se sinta diretamente ameaçado.</p>



<p>Agora aqui eu tenho que contar a você uma estória que pode arremessar uma boa luz sobre muito da situação política da encontro de. A venerável dama (S.H. Soror I.W.E. 8º = 3″), quem na morte de S.H. Frater 8º=3″, Otto Gebhardi, sucedeu-o como meu representante Germânico (observe que tudo isto pertence à A∴A∴; a OTO não é diretamente envolvida) alcançou o Grau de Eremita.<img decoding="async" src="https://i2.wp.com/www.quetzalcoatl-oto.org/wp-content/uploads/2017/08/tooltip.png?w=1200&amp;ssl=1">&nbsp;Olhando a situação na Europa, ela ficou cada vez mais convencida de que Adolf Hitler era a sua “Criança Mágica”; e ela concebeu ser o dever dela devotar sua vida (pois o Eremita “dá só de sua Luz para os homens”) à sua Educação Mágica. Sabendo que a hegemonia do mundo iria cair para a nação que primeiro aceita-se a Lei de Thelema, ela se apressou em colocar O Livro da Lei nas mãos de sua “criança”. Isto, induvidavelmente, causou sobre ele a mais profunda impressão, especialmente porque ela o jurou mais solenemente para o sigilo do que para a fonte de seu poder. (Obviamente ele não quis compartilhar isto com os outros.) De Tempos em tempos, quando as circunstâncias assim o sugeriam, ela escrevia para ele enviando junto seções pertinentes do meu comentário, do qual, eu tinha dado a ela uma cópia na época de “Zeugnis”.<img decoding="async" src="https://i2.wp.com/www.quetzalcoatl-oto.org/wp-content/uploads/2017/08/tooltip.png?w=1200&amp;ssl=1"></p>



<p>Tivesse tido Hitler um caráter menos anormal, sem grandes “travessuras”, ou ao menos um tipo muito diferente de “travessura”, disto teria vindo poder. Eu penso que você tem lido Falas de Hitler — se não assim faça — suas conversas privadas abundam no que soa quase igual a citações atuais do Livro da Lei. Mas as conversas privadas do homem público podem ser repetidas sobre a plataforma somente às custas do risco de sua vida política; e ele serviu às pessoas somente um tipo de preparação que poderia como que fazer cócegas aos seus paladares grosseiros. Pior ainda, ele foi escravo de seu frenesi profético; ele não se incumbiu do equilibrado regime do currículo da A∴A∴; e pior de tudo, ele estava muito longe de ser, de fato, um completo iniciado, mesmo no senso mais frouxo da palavra. Seu Weltanschauung, estava em concordância com uma massa de preconceitos pessoais e políticos; ele não teve a verdadeira compreensão cósmica, nenhuma apreciação verdadeira dos Primeiros Princípios; e ele foi arremessado em todas as direções pela variedade de forças conflitantes que naturalmente concentraram suas energias ainda mais tenazmente sobre ele, conforme a sua posição pessoal se tornou mais e mais o fator dominante, primeiro na política doméstica e depois na européia. Eu avisei, repetidamente, a nossa Soror S.H. que ela deveria corrigir estas tendências; mas dentro da sua compreensão ela só viu o sucesso de seus planos, e recusou acreditar que este mesmo sucesso poderia alertar o mundo a se combinar para destruí-lo. “Mas nós temos O Livro”, ela revidou confidencialmente, falhando em perceber que os poderes na outra extremidade poderiam ser compelidos a adotar aqueles mesmos princípios idênticos. Claro, como você sabe, isto aconteceu como eu havia previsto; só um remanescente Prelado piedoso putrefeito e descuidados sentimentalistas ainda resistem contra O Livro da Lei, sabotam a vitória, e irão transformar a Paz numa confusa rendição se nós formos tolos o suficiente para dar ouvidos a seus guinchos — como na estória do altamente estimado Tomcat, quando ao final um de seus fãs obtém uma entrevista ; “tudo o que ele pode fazer foi falar a respeito de sua operação”.</p>



<p>“O Livro da Lei nos leva a uma selvageria primitiva”, você diz. Bem, onde é que nós estamos? Nós estamos em Guernica, Lidice, Oraadour-sur-Glane, Rotterdam e centenas de outros crimes, para não falar nos Campos de Concentração, Stalag, e um milhão de horrores menores , inconcebíveis há 40 anos atrás pela mente Sádica mais doente e inflamada.</p>



<p>Você discorda de Aiwass —&nbsp;assim como todos nós. O problema é que Ele pode dizer: “Mas eu não estou argumentando; Eu estou dizendo a você.”</p>



<p>Agora vamos olhar um pouco mais profundamente (e eu espero mais claramente) dentro desta Ética, com nossas mentes não assombradas por emoção humana.</p>



<p>Aiwass é de uma Ordem de Existência diferente da nossa. Considera um ouro refinado. “Uma análise mostra 20% de cobre nesta amostra; Eu irei aquecer isto numa corrente de oxigênio; que irá oxidar o cobre. Agite isto com ácido sulfúrico, então nós lavamos o cobre sulfurado, e aquilo é aquilo”. Ele não considerou como o cobre se sente a respeito disto; de fato, ele não acredita que o cobre ao menos saiba a respeito disto.</p>



<p>Sim, sim, claro; eu sei que este é um caso extremo. Eu só trouxe isto para mostrar o que pode ser feito como um último recurso, se empurrado contra a parede. Afortunadamente, nós não estamos tão doentiamente situados. Você iria, eu ouso dizer, sem minha orientação, pensar no cirurgião e no professor; mas eu posso ir melhor. Nós temos na história recente um caso quase paralelo.</p>



<p>Como eu comecei esta carta? Pela definição da tarefa do Autor: a de anunciar a Fórmula mágica do Eon de Horus e assim por diante. Em outras palavras, a de treinar a humanidade para o uso de uma nova fonte de poder.</p>



<p>Mande chamar Professor Ronetgen! Mande chamar a Radioatividade!</p>



<p>Quantos “Mártires da dermatite do raio-x”? Experimentadores dispostos, quem conhece os riscos? Nem todos eles; muitos pacientes ficaram queimados na maior agonia da morte. Quantas vítimas houveram da “bomba radioativa”? Isto sempre tem que acontecer, mesmo com ferramentas bem testadas, e a despeito das maiores precauções. Quantas vidas de trabalhadores custou a Quarta Ponte? Você sabe, eu suponho, que um certo número de acidentes fatais são sempre incluídos no cálculo de projetos de Trabalhos Públicos.</p>



<p>Mas uma nova Fórmula Mágica é em muito mais vasta escala. Lança tua mente atrás, por um momento, quando Osiris sucedeu a Isis. Neste grande cataclisma não somente Impérios, mas civilizações combateram uma contra a outra. Três quartos do Eon transcorreram antes que o vinho desta vindima fosse realmente bebível.</p>



<p>Eu suponho, como eu espero, nesta época a comunicação sendo universalmente melhor estabelecida, as fundações melhor colocadas, e as coisas em geral se movendo mais rapidamente) que nós possamos estar aptos a gostar da colheita em muito menos tempo. Mas enforca tudo isto! é duramente razoável esperar uma completa realização após 40 anos.</p>



<p>O que parece a mim o sintoma mais encorajador de tudo isto: o próprio Livro, e os sistema de Magick baseado neste. E a falência de todos os sistemas prévios (como demonstram Oito Lições em Yoga, Magick, O Livro de Toth e outras palavras similares) nos fornece a todos um claro e conciso Método prático (livre de toda a contaminação do embuste da fé e da superstição) pelo qual alguns de nós podem conseguir “O Conhecimento e Conversação do Sagrado Anjo Guardião”, e de muitas outras Existências de inteligência e poder infinitamente mais exaltados do que qualquer outra coisa que nós reconheçamos como humano — e, vamos esperar, capaz de, outorgando sobre nós um mínimo de Sabedoria adequada, nos tirar do lamaçal em que a crise tem, temporariamente, metido a todos nós!</p>



<p>Amor é a lei, amor sob vontade.</p>



<p>Fraternalmente seu,<br>666</p>
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		<title>Dever</title>
		<link>https://olhodosoloto.org/dever/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[olhodoso]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Jul 2020 20:31:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Biblioteca]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<span class="rt-reading-time" style="display: block;"><span class="rt-label rt-prefix">Tempo de leitura estimado:</span> <span class="rt-time">8</span> <span class="rt-label rt-postfix">mins.</span></span>
<p>Quais são os deveres dos seres humanos?</p>



<p>Uma nota sobre as principais práticas de conduta<br>a serem observadas por aqueles que aceitam a Lei de Thelema</p>



<p>“Faze o que tu queres será o todo da Lei.”<br>“Não há lei além de Faze o que tu queres.”<br>“[…] não tendes direito algum senão fazer a vossa vontade. Fazei isso, e nenhum outro dirá não. Pois a vontade pura, aliviada de objetivo, livre do desejo de resultado, é em todos os modos perfeita.”<br>“Amor é a lei, amor sob vontade.”<br>“Todo homem e toda a mulher é uma estrela.”</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>A. Seu dever para consigo mesmo</strong></h2>



<ol><li>Procure você mesmo ser o centro de seu próprio Universo.<br>“Eu sou a chama que queima em todo o coração de homem, e no âmago de toda estrela.”</li><li>Explore a Natureza e Poderes da sua própria Existência.<br>Isto inclui tudo o que para você é, ou pode ser; e você tem que aceitar tudo como é em si mesmo, exatamente como um dos fatores que irão constituir a tua Própria Verdade. Esta Verdade Pessoal inclui, assim, ao fim, todas as coisas, qualquer que seja; esta descoberta é a Iniciação (o viajar interno) e como a Natureza desta é o mover contínuo, isto tem que ser entendido não como estático, mas como dinâmico, não como um Nome, mas como um Verbo.</li><li>Desenvolver em harmonia e proporção adequadas toda a faculdade que você possui.<br>“A sabedoria diz: sê forte! ”<br>“Mas excede! excede!”<br>“Sê forte, ó homem! Deseja intensamente, usufrui de todas as coisas dos sentidos e do arrebatamento: não temas que qualquer Deus venha a te renegar por isso.”</li><li>Contempla tua própria Natureza.<br>Considera cada elemento desta, tanto em separado como em relação a todo o resto, de modo a julgar precisamente o propósito verdadeiro da totalidade da tua Existência.</li><li>Encontra a fórmula deste propósito, ou “Verdadeira Vontade”, numa expressão o mais simples possível.<br>Aprende para entender claramente como melhor manipular as energias que você controla, para obter os resultados mais favoráveis destas, assim como, estabelecer as relações destas com a parte do universo, a qual, você ainda não controla.</li><li>Estende o império da tua consciência, bem como, o teu controle sobre todas as forças alheias a esta, até o mais alto grau.<br>Faz isto pela aplicação sempre forte e hábil das tuas faculdades para a mais sutil, clara, completa, e mais precisa percepção, o melhor entendimento, e o governo mais sabiamente ordenado, daquele Universo externo.</li><li>Nunca permita que o pensamento ou vontade de alguma outra Existência interfira com a tua própria.<br>Esteja constantemente vigilante para se ressentir, e em alerta para resistir, com invencível ardor e veemência de paixão insaciável, toda tentativa de qualquer outra Existência para influenciar você de outra maneira que não seja associando novos fatos à tua experiência do Universo, ou assistindo você a alcançar a mais alta síntese de Verdade por meio de fusão apaixonada.</li><li>Não reprima ou restrinja nenhum verdadeiro instinto da tua Natureza; mas devota todos à perfeição para o serviço exclusivo da tua única e Verdadeira Vontade.<br>“Seja virtuoso portanto”<br>“A palavra do Pecado é Restrição. Ó homem! Não recuses tua esposa, se ela quer! Ó amante, se tu queres, parte! Não existe laço que possa unir o dividido senão o amor: tudo o mais é maldição. Amaldiçoado! Amaldiçoado seja pelos eons! Inferno.”<br>“O mesmo para todos vós: não tendes direito algum senão fazer a vossa vontade.&nbsp;Fazei isso, e nenhum outro dirá não.&nbsp;Pois a vontade pura, aliviada de objetivo, livre do desejo de resultado, é em todos os modos perfeita.”</li><li>“Vós devereis juntar bens e provisões de mulheres e especiarias; vós devereis trajar ricas jóias, vós devereis exceder as nações da terra em esplendor &amp; orgulho; mas sempre no amor de mim, e então devereis vir para a minha alegria. “</li><li>Regozije-se!<br>“Lembrai-vos todos vós de que a existência é puro gozo; de que todas as aflições são apenas sombras; elas passam e se vão, mas existe aquilo que permanece.”<br>“Mas vós, ó meu povo, levantai &amp; acordai! Que os rituais sejam corretamente executados com alegria &amp; beleza! […] Uma festa para o fogo e uma festa para a água; uma festa para a vida e uma festa ainda maior para a morte! Uma festa todo dia em vossos corações, na alegria de meu arrebatamento! Uma festa toda noite para Nu, e o prazer do máximo deleite! Sim! festejai! rejubilai-vos! não há temor daqui por diante. Existe a dissolução, e o êxtase eterno nos beijos de Nu.”<br>“Agora regozija-te! agora vem em nosso esplendor &amp; arrebatamento. Vem em nossa paz apaixonada, &amp; escreve palavras doces para os Reis!”<br>“Freme com a alegria da vida &amp; da morte! Ah, tua morte será adorável: quem a vir ficará feliz. Tua morte será o selo da promessa de nosso amor de eras. Vinde! ergue teu coração &amp; regozija-te!”<br>“Haverá um Deus de viver num cão? Não! Mas os mais elevados são dos nossos. Eles deverão se regozijar, nossos escolhidos: quem se amargura não é dos nossos. A beleza e a força, o gargalhar saltitante e o langor delicioso, a força e o fogo, pertencem a nós.”</li></ol>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>B. Seu dever para com outro indivíduo homem e mulher</strong></h3>



<ol><li>“Amor é a lei, amor sob vontade.”<br>Una a si mesmo, apaixonadamente, com cada uma das outras formas de consciência, destruindo assim a sensação de separação do Todo, e criando uma linha de base nova no Universo a partir da qual este se mede.</li><li>“Como irmãos lutai!”<br>“Se ele for um Rei, tu não podes feri–lo.”<br>Para acabar com as evidentes diferenças entre dois pontos de vista é proveitoso para ambos uma avaliação de cada um na sua totalidade. O Combate estimula a virilidade ou energia criativa; e, como o amor, do qual este é uma forma, excita a mente até um orgasmo, o qual, permite a esta transcender a estupidez racional.</li><li>Abster-se de toda interferência com outras vontades.<br>“Cuidado para que um não force o outro, Rei contra Rei!”<br>(O amor e a guerra numa injunção prévia são da natureza do esporte, onde um cumprimenta e aprende a partir do oponente, mas nunca interfere com ele fora do jogo atual). Procurar dominar ou influenciar o outro é deformá-lo ou destruí-lo; e ele é uma parte do Universo próprio de uma só pessoa, isto é, de si mesmo.</li><li>Procure, se você desejar, instruir outro quando a necessidade chegar.<br>Isto pode ser feito, sempre com estrito respeito à atitude do bom desportista, quando ele está em angustia por falhar no entendimento claro de si mesmo, especialmente quando ele especificamente solicita ajuda; porque a escuridão dele pode retardar a percepção da sua própria perfeição. (Porém, também a escuridão dele pode servir como um aviso, ou excitar o seu próprio interesse). Isto também é lícito quando a ignorância dele o levar a interferir com a vontade de alguém. Toda interferência é em qualquer caso perigosa e demanda o exercício de habilidade extrema e bom julgamento, fortificado pela experiência. Influenciar o outro é deixar sua própria fortaleza indefesa; e a tentativa freqüentemente finda em alguém perdendo a sua própria auto-supremacia.</li><li>Adora tudo!<br>“Todo homem e toda mulher é uma estrela.”<br>“Que a misericórdia esteja fora: condena aqueles que se apiedam!”<br>“Nós não temos nada com o proscrito e o desajustado: que eles morram em sua miséria. Pois eles não sentem. A compaixão é o vício dos reis: pisai sobre o miserável &amp; o fraco: esta é a lei do forte: esta é a nossa lei e a alegria do mundo. Não penses, ó rei, sobre aquela mentira: Que Tu Deves Morrer: em verdade tu não morrerás, mas viverás. Que isso possa ser entendido: mesmo que o corpo do Rei se dissolva, ele permanecerá em puro êxtase para sempre. Nuit! Hadit! Ra–Hoor–Kuit! O Sol, a Força &amp; a Visão, a Luz; estes são para os servos da Estrela &amp; da Serpente.”<br>Cada existência é, exatamente como você, o único centro de um Universo de nenhum modo identificado com, ou mesmo assimilável pelo, seu próprio. O Universo impessoal da “Natureza” é somente uma abstração, aproximadamente verdadeira, dos fatores, aos quais, é conveniente considerar como comum a todos. O Universo do outro é portanto necessariamente desconhecido para, e impenetrável por, você; mas este induz correntes de energia no seu, determinando em parte as suas reações. Empregue homens e mulheres, portanto, com o devido absoluto respeito pelas leis invioláveis de medição; verifica tuas próprias observações pela comparação com julgamentos similares feitas por eles; e estudando os métodos, os quais, determinam seu fracasso ou sucesso, adquira para você mesmo o entendimento e a habilidade requerida para arcar com teus próprios problemas.</li></ol>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>C. Seu dever para com a humanidade</strong></h2>



<p>Estabelecer a Lei de Thelema como única base de conduta.<br>O bem-estar geral da raça torna–se necessário em muitos aspectos para o teu próprio, este bem–estar, como o teu próprio, principalmente a função da inteligência e o modo de observância da Lei de Thelema, é de primeiríssima importância para você, pois cada indivíduo deve aceitar esta Lei francamente, e estritamente governar a si mesmo plenamente de acordo com a mesma.<br>Você tem que considerar o estabelecimento da Lei de Thelema como um elemento essencial da tua Verdadeira Vontade, desde que, qualquer que seja a natureza última desta Vontade, a condição evidente para colocá–la em execução é a liberdade de interferências externas.<br>Governos freqüentemente exibem a mais deplorável estupidez, por mais cultos que sejam os homens que o compõe, ou as pessoas que destinam sua direção. É, portanto, incumbência de cada homem e mulher tomar os passos apropriados para originar a revisão de todo estatuto existente sobre as bases da Lei de Thelema. Sendo esta a Lei da liberdade, o objetivo da legislação tem que ser assegurar a ampla liberdade para cada indivíduo no estado, evitando a presunçosa suposição de que nenhuma idéia positiva dada é digna de ser absorvida.<br>“A palavra de Pecado é Restrição.”<br>A essência do crime é que este restringe a liberdade do indivíduo ultrajado. (Assim, assassinato restringe seu direito a vida; roubo, seu direito de usufruir dos frutos de seu trabalho; falsificação de moeda, seu direito à garantia do estado de que ele poderá trocar alguma coisa por outra em segurança; etc.). É, então, dever comum prevenir o crime pela segregação do criminoso, e pela ameaça de represálias; também, para ensinar ao criminoso que seus atos, sendo analisados, são contrários à sua Verdadeira Vontade. (Isto tem que ser freqüentemente consumado tirando dele o direito que ele tem recusado a outros; como declarando fora–da–lei o ladrão, a fim de que ele sinta ansiedade constante pela segurança de suas próprias posses, removido da tutela do Estado.) A regra é muito simples. Aquele que violou algum direito, magicamente declara que este não existe; conseqüentemente este não dura muito, para ele.<br>A existência do crime é uma violação espiritual direta da Lei de Thelema, isto não deve ser tolerado na comunidade. Aqueles que possuem o instinto devem ser segregados num povoado para construírem um estado deles mesmos, para aprenderem a necessidade de, por eles mesmos, imporem e manterem regras de justiça. Todos os crimes artificiais devem ser abolidos. Quando as fantásticas restrições desaparecerem, a grande liberdade do indivíduo irá, ela mesma, ensinar-lhe a evitar atos que restringem realmente os direitos naturais. Então o crime real será diminuído dramaticamente. A administração da Lei deve ser simplificada pelo treinamento de homens de retidão e discrição, cuja vontade é preencher esta função na comunidade para decidir todas as queixas pelo substrato principal da Lei de Thelema, e para conceder discernimento sobre a base da restrição atual causada pela ofensa.<br>O objetivo ultimo é, assim, reintegrar a consciência, sobre verdadeiros princípios científicos, como o administrador da conduta, o monitor do povo, e a garantia dos governos.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>D. Seu dever para com todos os outros seres e coisas</strong></h2>



<p>1. Aplicação da Lei de Thelema para todos os problemas de preparo físico, uso, e desenvolvimento.<br>É uma violação da Lei de Thelema abusar das qualidades naturais de algum animal ou objeto desviando a este de suas funções próprias, como determinado pela consideração da sua história e estrutura.<br>Assim, treinar crianças para realizar operações mentais, ou para praticar tarefas, para as quais está despreparada fisicamente, é um crime contra a natureza. Similarmente, construir casas de material carcomido, adulterar comida, destruir florestas, etc…, etc…, é ofender.<br>A Lei de Thelema é para ser aplicada firmemente na decisão de cada questão de conduta. O estado físico inerente a alguma coisa proposta costuma ser o único critério.<br>O aparente, e algumas vezes até real, conflito entre interesses irá surgir freqüentemente. Tais casos são para serem decididos pelo valor geral das partes da contenda na escala da Natureza. Assim, uma árvore tem direito a vida; mas o ser homem mais que uma arvore, ele pode cortá-la para combustível ou abrigo, quando a necessidade surgir. Mesmo assim, deixe-o lembrar que a Lei nunca falha para vingar infrações: como quando o desmatamento irresponsável arruina o clima ou o solo; ou como quando a importação de coelhos para um suprimento barato de comida criou uma praga.<br>Observe que a violação da Lei de Thelema produz males cumulativos. O escoar da população agrícola para as grandes cidades, devido principalmente à persuasão deles para abandonar suas idéias naturais, tem não só tornado o campo menos tolerável para o camponês, mas pervertido a cidade. E o erro tende a aumentar em progressão geométrica, até o remédio se tornar quase inconcebível e toda a estrutura da sociedade ser ameaçada com a ruína.<br>A aplicação sensata, baseada na observação e experiência, da Lei de Thelema é trabalhar em consciente harmonia com a Evolução. Experimentos na criação, envolvendo variações dos tipos existentes, são lícitos e necessários. O valor destes está em serem julgados pela sua fecundidade como testemunhas de porte para a harmonia deles com o curso da natureza em direção à perfeição</p>
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		<title>LIBER CI</title>
		<link>https://olhodosoloto.org/liber-ci/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[olhodoso]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Jul 2020 19:46:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Biblioteca]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<span class="rt-reading-time" style="display: block;"><span class="rt-label rt-prefix">Tempo de leitura estimado:</span> <span class="rt-time">12</span> <span class="rt-label rt-postfix">mins.</span></span>
<h2 class="has-text-align-center wp-block-heading">Uma Carta Aberta Àqueles Que Desejam Unir-se à Ordem</h2>



<p>Enumeração dos Deveres e Privilégios. Estes Regulamentos Entram em Vigor em Qualquer Distrito Onde a Afiliação à Ordem Exceda Mil Almas</p>



<p>BAPHOMET XIº,&nbsp; HIBERNIÆ IONÆ ET OMNIUM BRITANNIARUM, REX SUMMUS SANCTISSIMUS</p>



<p><em>UMA EPÍSTOLA DE BAPHOMET a Sir GEORGE MACNIE COWIE, Mui Ilustre e Mui Iluminado, Pontífice e Epopta do Areópago do Grau VIIIº da O.T.O, Grande Tesoureiro-Geral, Guardião do Livro Dourado, Presidente do Comitê de Publicações da O.T.O.</em></p>



<p class="has-text-align-center"><strong>Faze o que tu queres será o todo da Lei.</strong></p>



<p>FOI-NOS COMUNICADO que algumas pessoas dignas para se unir à O.T.O. consideram as taxas e subscrições bastante altas. Isso se deve à sua falha em explicar apropriadamente as grandes vantagens oferecidas pela Ordem. Desejamos, portanto, que você a noticie logo e que a faça ser circulado por toda a Ordem, e entre aqueles dos profanos que pareçam dignos de unir-se a ela, as questões seguintes concernentes aos deveres e aos privilégios dos membros dos graus iniciais da O.T.O. com relação a assuntos materiais. E, por conveniência, nós os classificaremos como pertencentes às Doze Casas do Céu, mas também como cláusulas numeradas por causa daqueles que desconhecem a Ciência das Estrelas. Primeiro, portanto, é relativo aos deveres dos Irmãos. Contudo, em nossa Ordem todo dever é também um privilégio, de forma que é impossível separá-los totalmente.</p>



<p class="has-text-align-center"><strong>DOS DEVERES DOS IRMÃOS</strong></p>



<p class="has-text-align-center">PRIMEIRA CASA</p>



<p>1. Não existe lei além de Faze o que tu queres. Contudo, é bom que os Irmãos estudem diariamente no Volume da Lei Sagrada, Liber Legis, pois lá há muito conselho sobre isso, quão bem eles podem realizar essa vontade.</p>



<p class="has-text-align-center">SEGUNDA CASA</p>



<p>2. A carteira pessoal de todo Irmão deve estar sempre à disposição de qualquer Irmão que possa estar em necessidade. Mas, em tal caso, é um grande engano se um pedir, e o outro consentir; pois se o primeiro realmente estiver em necessidade, seu orgulho está ferido por pedir; se não, a porta está aberta a pedintes e impostores, e todo tipo de patifes notórios e vigaristas que não são verdadeiros Irmãos. Mas o Irmão que possua bens mundanos deve cuidar de assistir a necessidade de todos aqueles Irmãos com os quais tenha contato pessoal, antecipando suas carências de maneira tão sábia, gentil e delicada que isso deve se parecer com o pagamento de uma dívida. E toda ajuda prestada deve ser dada com discrição, de modo que o alívio seja permanente em vez de temporário.</p>



<p>3. Todos os Irmãos devem ser extremamente pontuais no pagamento das Taxas da Loja. Isso deve ter precedência sobre todos os outros chamados à carteira.</p>



<p class="has-text-align-center">TERCEIRA CASA</p>



<p>4. Os Irmãos serão diligentes na pregação da Lei de Thelema. Em todos os escritos serão cuidadosos em usar as saudações prescritas; de mesma forma, no discurso, mesmo com estranhos.</p>



<p>5. Eles responderão de coração a toda convocação da Loja ou Capítulo ao qual pertençam, não se desculpando levianamente.</p>



<p>6. Irmãos devem aproveitar toda oportunidade de assistir uns aos outros em seus gostos, negócios e profissões, seja pela negociação direta com Irmãos em preferência a outros, ou falando bem deles, ou de outras formas que encontrarem. Afigura-se desejável, quando possível, que, onde dois ou mais Irmãos da mesma Loja estejam engajados no mesmo trabalho, eles deveriam visar à união em sociedade. Assim, com o tempo, grandes e poderosas corporações podem surgir de pequenas empresas individuais.</p>



<p>&nbsp;7. Eles serão diligentes em circular todos os tratados, manifestos e todas as outras comunicações que a Ordem possa, de tempos em tempos, dar para a instrução e emancipação dos profanos.</p>



<p>8. Eles podem oferecer livros e quadros adequados para as Bibliotecas e Casas de Instrução da Ordem.</p>



<p class="has-text-align-center">QUARTA CASA</p>



<p>9.&nbsp; Todo Irmão que possua minas, terras ou casas mais do que ele possa constantemente ocupar, deveria doar parte de suas minas ou terras, ou uma, ou mais, de suas casas para a Ordem.</p>



<p>10. Propriedades assim doadas serão administradas, caso queira, em seu próprio interesse, o que resulta em economia, uma vez que grandes patrimônios são geridos de forma mais econômica que pequenos. Mas a Ordem usará a propriedade que porventura ficar ociosa no momento de forma que melhor lhe aprouver, seja emprestando uma casa desocupada (por exemplo) para algum Irmão que esteja em necessidade, seja permitindo que um salão não utilizado seja ocupado por uma Loja.</p>



<p>11. (Contudo, tendo em vista os grandes objetivos da Ordem, doações são bem-vindas.)</p>



<p>12. Todo Irmão mostrar-se-á solícito para o conforto e a felicidade de qualquer Irmão que possa estar velho, atendendo não apenas suas necessidades materiais, mas sua diversão, de modo que seus anos de declínio possam ser prazerosos.</p>



<p class="has-text-align-center">QUINTA CASA</p>



<p>13. Todo Irmão buscará constantemente dar prazer a todos os Irmãos com o que esteja próximo, seja por entretenimento ou conversação, ou por qualquer outra forma que possa imaginar. Frequentemente e naturalmente acontecerá que o próprio amor surja entre membros da Ordem, porque eles têm tantos e tão sagrados interesses em comum. Tal amor é peculiarmente sagrado e deve ser encorajado.</p>



<p>14. Todos os filhos dos Irmãos serão considerados como filhos de toda a Ordem e serão protegidos e auxiliados de toda as formas por cada membro bem como pela organização coletivamente. Nenhuma distinção será feita em relação às condições envolvendo o nascimento de qualquer criança.</p>



<p>15. Há um dever especialmente sagrado, que todo Irmão deve cumprir, com relação a todos os filhos, os nascidos fora da Ordem inclusive. Esse dever é instruí-los na Lei de Thelema, ensinar-lhes independência e liberdade de pensamento e caráter, e adverti-los de que o servilismo e a covardia são as doenças mais mortíferas da alma humana.</p>



<p class="has-text-align-center">SEXTA CASA</p>



<p>16. Os assistentes pessoais ou domésticos devem ser escolhidos dentre os membros da Ordem, quando possível, e grande tato e cortesia serão empregados para lidar com eles.</p>



<p>17. Eles, por sua vez, prestarão um serviço voluntarioso e inteligente.</p>



<p>18. Enquanto em Loja, e em ocasiões especiais, eles serão tratados como Irmãos, com perfeita igualdade; tal comportamento é indesejável durante as horas de serviço, e intimidades, subversivas como é de toda disciplina e ordem, serão evitadas mediante a adoção de uma mudança completa e marcante dos modos e endereçamento.</p>



<p>19. Isso se aplica a todas as pessoas em posições subordinadas, mas não aos Irmãos Serventes nas Casas de Instrução da Ordem, que, prestando serviço sem remuneração, serão respeitados como anfitriões.</p>



<p>20. Em caso de doença de qualquer Irmão, é dever de todos os Irmãos que o conhecem pessoalmente atendê-lo, verificar se não precisa de algo, e informar, se necessário, suas necessidades à Loja, ou à própria Grande Loja.</p>



<p>21. Aqueles Irmãos que sejam médicos ou enfermeiros darão naturalmente sua perícia e cuidados com prazer ainda maior do que o de seu serviço habitual.</p>



<p>22. Todos os Irmãos são obrigados, pela sua fidelidade, a oferecer à Grande Loja os serviços de seu comércio, negócio ou profissão particular. Por exemplo, um papeleiro fornecerá papel, pergaminhos e similares à Grande Loja; um livreiro oferecerá quaisquer livros à Biblioteca da Grande Loja que o Bibliotecário deseje possuir; um advogado executará qualquer negócio jurídico para a Grande Loja, e um dono ou diretor de uma ferrovia ou navio a vapor cuidará para que os Grandes Oficiais viajem com conforto para onde quer que desejem ir.</p>



<p>23. Aos visitantes de outras Lojas será concedido o tratamento de embaixadores; isso se aplicará especialmente aos Grãos Inspetores-Gerais Soberanos da Ordem em suas visitas de inspeção. Toda hospitalidade e cortesia dada a eles é dada a Nós mesmos, não somente a eles.</p>



<p class="has-text-align-center">SÉTIMA CASA</p>



<p>24. É desejável que o cônjuge de qualquer Irmão seja também um membro da Ordem. A negligência em insistir nisso leva frequentemente a sérios problemas para ambas as partes, especialmente para a não iniciada.</p>



<p>25. Os processos judiciais entre os membros da Ordem são absolutamente proibidos, sob pena de expulsão imediata e perda de todos os privilégios, mesmo daqueles acumulados pela boa conduta passada referida na segunda parte desta instrução.</p>



<p>26. Todas as disputas entre Irmãos devem ser encaminhadas primeiramente ao Mestre ou Mestres de sua Loja ou Lojas em conferência; caso não chegue a uma composição dessa maneira, a disputa deve ser encaminhada ao Grande Tribunal, que arbitrará, e sua decisão será aceita como final.</p>



<p>27. A recusa de requerer ou aceitar tal decisão implicará expulsão da Ordem, e a outra parte terá, então, liberdade de buscar sua reparação nos Tribunais de Justiça Profana.</p>



<p>28. Os membros da Ordem considerarão aqueles foram de seus limites como possuidores de nenhum direito, de qualquer tipo, uma vez que não aceitaram a Lei, e são, portanto, de certo modo, trogloditas, sobreviventes de uma civilização passada, e devem ser tratados de acordo. A bondade deve ser mostrada para com eles, como para com qualquer outro animal, e todos os esforços devem ser feitos para trazê-los para a Liberdade.</p>



<p>29. Qualquer dano causado por qualquer pessoa fora da Ordem a qualquer pessoa dentro dela pode ser levado ao Grande Tribunal, que, se julgar certo e adequado, usará todo seu poder para repará-lo ou vingá-lo.</p>



<p>30. No caso de qualquer Irmão ser acusado de ofensa à lei penal do país em que reside, de modo que qualquer outro Irmão conhecedor do fato se sinta obrigado, em legítima defesa, a noticiar o crime, deverá comunicar o caso ao Grande Tribunal, bem como à Autoridade Civil, alegando isenção por esse motivo.</p>



<p>31. O Irmão acusado, no entanto, será defendido pela Ordem, com o máximo de seu poder,&nbsp;após afirmar sua inocência sobre o Volume da Lei Sagrada no Ordálio apontado&nbsp;&nbsp;<em>ad hoc&nbsp;</em>pelo próprio Grande Tribunal.</p>



<p>32. Inimigos públicos do país de qualquer Irmão serão tratados como tais enquanto em guerra, e abatidos ou capturados conforme o oficial comandante do Irmão ordenar. Mas, dentro dos recintos da Loja, todas essas divisões serão absolutamente esquecidas; e, como filhos de Único Pai, os inimigos da hora anterior e da hora posterior habitarão em paz, amizade e fraternidade.</p>



<p class="has-text-align-center">OITAVA CASA</p>



<p>33. Espera-se que todo Irmão, em sua última vontade, testemunhe e teste para o grande benefício que recebera da Ordem, legando-lhe parte ou a totalidade de seus bens, como julgar conveniente.</p>



<p>34. A morte de um Irmão não será ocasião de melancolia, mas de regozijo; os Irmãos de sua Loja se reunirão e farão um banquete com música e danças e todo tipo de alegria. É&nbsp;da maior importância que isso seja feito, pois assim o medo herdado da morte, que está profundamente arraigado como instinto em nós, será gradualmente erradicado. É um legado do aeon defunto de Osíris, e é nosso dever matá-lo em nós mesmos para que nossos filhos e os filhos de nossos filhos possam nascer livres da maldição.</p>



<p class="has-text-align-center">NONA CASA</p>



<p>35. Espera-se que cada Irmão passe grande parte do seu tempo livre no estudo dos princípios da Lei e da Ordem, e na busca da chave dos seus grandes e múltiplos mistérios.</p>



<p>36. Ele deve também fazer tudo o que estiver ao seu alcance para difundir a Lei, especialmente fazendo longas viagens, quando possível, a lugares remotos, para ali plantar a semente da Lei.</p>



<p class="has-text-align-center">DÉCIMA CASA</p>



<p>37. Todas as mulheres grávidas são especialmente sagradas para os membros da Ordem, e nenhum esforço deve ser poupado para levá-las à aceitação da Lei da Liberdade, para que os nascituros possam se beneficiar com essa impressão. Elas devem ser incitadas a tornarem-se membras da Ordem, de modo que a criança possa nascer sob sua égide.</p>



<p>38. Se a mãe que tenha afirmado sua vontade de sê-la em desprezo e desafio ao Tabus dos deuses escravos, ela deve ser considerada especialmente apta à nossa Ordem, e o Mestre da Loja em seu distrito deve-se oferecer para se tornar, por assim dizer, padrinho da criança, que será especialmente treinada, se a mãe assim o desejar, como uma serva da Ordem, em uma de suas Casas de Instrução.</p>



<p>39. Casas de Instrução especiais para o cuidado das mulheres da Ordem, ou daquelas cujos maridos ou amantes sejam membros da Ordem, serão instituídas, de modo que o dever frontal das mulheres possa ser cumprido com todo conforto e honra.</p>



<p>40. Espera-se que cada Irmão use toda sua influência junto às pessoas de uma estação superior da vida (assim chamadas) para induzi-las a unirem-se à Ordem. Personagens reais, ministros de Estado, altos funcionários do Serviços Diplomático, Naval, Militar e Civil devem ser particularmente procurados, pois se pretende, em última instância, que o poder temporal do Estado seja trazido à Lei e conduzido à liberdade e prosperidade pela aplicação de seus princípios.</p>



<p>41. Faculdades da Ordem serão estabelecidas imediatamente onde os filhos de seus membros poderão ser treinados em todos os ofícios, negócios e profissões, e ali eles poderão estudar as artes liberais e as letras humanas, bem como nossa ciência santa e arcana. Espera-se que os Irmãos façam tudo ao seu alcance para tornar possível a criação de tais Universidades.</p>



<p class="has-text-align-center">DÉCIMA PRIMEIRA CASA</p>



<p>42. Espera-se que cada Irmão faça tudo ao seu alcance para estimular seus amigos pessoais a aceitarem a Lei e a se juntarem à Ordem. Ele deve, portanto, esforçar-se para fazer novos amigos fora da Ordem, com o propósito de ampliar o seu alcance.</p>



<p class="has-text-align-center">DÉCIMA SEGUNDA CASA</p>



<p>43. Os Irmãos estão obrigados a segredo somente em relação à natureza dos rituais de nossa Ordem, e às nossas palavras, sinais, etc. Os princípios gerais da Ordem podem ser plenamente explicados, desde que entendidos abaixo do VI°; como está escrito, “os ordálios Eu não escrevo: os rituais serão metade conhecidos e metade ocultados: a Lei é para todos”. Deve ser dito que o cumprimento pontual desses deveres, de modo que seu relato seja propalado no exterior e a fama chegue até o Trono do Supremo e Santo Rei, pesará muito na balança quando se tratar do alto avanço de um Irmão na Ordem.</p>



<p class="has-text-align-center"><strong>DOS PRIVILÉGIOS DOS IRMÃOS</strong></p>



<p class="has-text-align-center">PRIMEIRA CASA</p>



<p>44. O primeiro e maior de todos os privilégios de um Irmão é ser um Irmão; ter aceitado a Lei, ter-se tornado livre e independente, ter destruído todo o medo, seja comum, seja de fé, seja de outros homens, seja da própria morte. Em outros documentos, a alegria e a glória daqueles que aceitaram o Livro da Lei como única regra de vida é em grande parte, embora nunca totalmente, explicada; e não recapitularemos aqui o mesmo.</p>



<p class="has-text-align-center">SEGUNDA CASA</p>



<p>45. Todos os Irmãos que possam cair em indigência têm direito à assistência direta da Ordem até o valor total das taxas e assinaturas pagas por eles até o momento do pedido. Isso será considerado como um empréstimo, mas não serão cobrados juros. Para que este privilégio não possa ser abusado, o Grande Tribunal decidirá se tal pedido é ou não feito de boa-fé.</p>



<p class="has-text-align-center">TERCEIRA CASA</p>



<p>46. Membros da Ordem poderão utilizar a Biblioteca em qualquer uma de nossas Casas de Instrução.</p>



<p>47. As Bibliotecas Circulantes serão estabelecidas no momento.</p>



<p>48. Os irmãos que possam estar viajando têm direito à hospitalidade do Mestre da Loja do distrito, por um período de três dias.</p>



<p class="has-text-align-center">QUARTA CASA</p>



<p>49. Irmãos de todos os graus podem ser convidados pela Grande Loja para estada nas Casas de Instrução da Ordem; e tal convite seguramente pode ser entendido como recompensa de mérito. Lá eles poderão ter contato pessoal com membros de Graus superiores, aprender sobre os trabalhos mais profundos da Ordem, obter o benefício da instrução pessoal e, de todas as maneiras, ajustarem-se para progresso.</p>



<p>50. Irmãos de idade avançada e mérito conhecido que desejem seguir a vida religiosa &nbsp;poderão ser solicitados a residirem permanentemente em tais casas.</p>



<p>51. Nos graus superiores, Irmãos têm o direito de residir em nossas Casas de Instrução por uma parte de cada ano, como mostrado:</p>



<p>VI°. Duas semanas.&nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;VII°. Dois meses.</p>



<p>G.T. Um mês. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; S.G.C. Três meses.</p>



<p>P.R.S. Seis semanas.&nbsp; &nbsp; &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;VIII°. Seis meses.</p>



<p>52. Membros do IX°, que partilham entre si a totalidade dos bens da Ordem de acordo com as regras desse grau, podem, por óbvio, residir ali permanentemente. Em verdade, a casa todo Irmão desse grau é,&nbsp;<em>ipso facto</em>, uma Casa de Instrução da Ordem.</p>



<p class="has-text-align-center">QUINTA CASA</p>



<p>53. Todos os Irmãos podem esperar dos outros membros da Ordem a mais calorosa cooperação em seus prazeres e diversões. A perfeita liberdade e segurança proporcionada pela Lei permite que as características de todos os irmãos se expandam até os limites de sua natureza, e o grande prazer e alegria com que estão constantemente transbordando façam deles os melhores d companheiros. “Eles se regozijarão, nossos escolhidos: quem sofre não é de nós. Beleza e força, riso espontâneo e delicioso langor, força e fogo, são de nós”.</p>



<p>54. Filhos de todos os Irmãos têm direito aos cuidados da Ordem, e serão tomadas providências para educá-los em algumas das Casas de Instrução da Ordem.</p>



<p>55. Filhos de irmãos que ficarem órfãos serão oficialmente adotados pelo Mestre de sua Loja, ou se este último declinar, pelo próprio Supremo Santo Rei, e tratados de todas as maneiras como se fossem seus.</p>



<p>56. Irmãos que têm direito a algum interesse especial por qualquer criança cuja mãe não seja membra da Ordem podem recomendá-lo especialmente aos cuidados de suas lojas ou da Grande Loja.</p>



<p class="has-text-align-center">SEXTA CASA</p>



<p>57. Na doença todas os Irmãos têm o direito a cuidados médicos ou cirúrgicos e assistência de qualquer Irmão da Loja que possa ser médico, cirurgião ou enfermeiro.</p>



<p>58. Em necessidade especial, o Supremo Santo Rei enviará os seus próprios assistentes.</p>



<p>59. Quando as circunstâncias o justificarem, em casos de vidas de grande valor para a Ordem e afins, ele pode até mesmo permitir a administração daquele Remédio secreto que é conhecido dos membros do IX°.</p>



<p>60. Membros da Ordem podem esperar que Irmãos se ocupem em encontrar uma ocupação remunerada para eles, onde lhes falte, ou, se possível, que os empreguem pessoalmente.</p>



<p class="has-text-align-center">SÉTIMA CASA</p>



<p>61. Membros da Ordem podem esperar encontrar parceiros matrimoniais adequados no corpo extremamente seleto ao qual pertencem. Sendo a comunidade de interesse e esperança já estabelecida, é natural supor que onde atração mútua também exista, um casamento resultará em perfeita felicidade. (Há considerações especiais sobre esse assunto que se aplicam ao VII° e não podem ser discutidas neste lugar).</p>



<p>62. Como explicado acima, Irmãos são inteiramente livres da maioria dos encargos legais, uma vez que não são permitidos processos judiciais dentro da Ordem, e uma vez que podem recorrer aos conselheiros jurídicos da Ordem para defendê-los contra seus inimigos em caso de necessidade.</p>



<p class="has-text-align-center">OITAVA CASA</p>



<p>63. Todos os Irmãos têm direito, após a morte, à devida disposição de seus restos mortais, de acordo com os ritos da Ordem e seu grau.</p>



<p>64. Se o Irmão assim o desejar, todo o valor das taxas e mensalidades que pagou durante sua vida será entregue pela Ordem aos seus herdeiros e legatários. A Ordem oferece assim um sistema absoluto de seguro, além de seus outros benefícios.</p>



<p class="has-text-align-center">NONA CASA</p>



<p>65. A Ordem ensina o único sistema perfeito e satisfatório de filosofia, religião e ciência, conduzindo seus membros passo a passo ao conhecimento e ao poder dificilmente sonhado pelo profano.</p>



<p>66. Irmãos da Ordem que fazem longas viagens ao exterior são recebidos em lugares onde permanecem nas Casas de Instrução da Ordem pelo período de um mês.</p>



<p class="has-text-align-center">DÉCIMA CASA</p>



<p>67. Mulheres da Ordem que estão prestes a se tornarem mães recebem todo cuidado, atenção e honra de todos os Irmãos.</p>



<p>68. As Casas de Instrução Especiais serão estabelecidas para sua conveniência, caso desejem aproveitá-las.</p>



<p>69. A Ordem oferece grandes vantagens sociais aos seus membros, trazendo-os, como ela faz, em constante associação com homens e mulheres de alto nível.</p>



<p>70. A Ordem oferece oportunidades extraordinárias aos seus membros nos seus comércios, negócios ou profissões, ajudando-os mediante cooperação e assegurando-lhes clientes ou consumidores.</p>



<p class="has-text-align-center">DÉCIMA PRIMEIRA CASA</p>



<p>71. A Ordem oferece amizade aos seus membros, reunindo homens e mulheres de caráter, gosto e aspiração semelhantes.</p>



<p class="has-text-align-center">DÉCIMA SEGUNDA CASA</p>



<p>72. O sigilo da Ordem dá a seus membros um manto inviolável de ocultação.</p>



<p>73. O crime de calúnia, que causa tão grande proporção tão de miséria humana, é tornado extremamente perigoso, se não impossível, dentro da Ordem, por uma cláusula na Obrigação do Terceiro Grau.</p>



<p>74. A Ordem exerce todo o seu poder para aliviar seus membros de qualquer constrangimento a que possam estar sujeitos, atacando com vigor qualquer pessoa ou pessoas que tentem submetê-los à coação, e de todas as outras formas que ajudem na completa emancipação dos Irmãos de qualquer coisa que possa visar restringi-los de fazer O Que Eles Quiserem.</p>



<p>É preciso observar que, sendo esses privilégios tão vastos, é dever da honra de todo Irmão não abusar deles, e os padrinhos de qualquer Irmão que o fizer, assim como ele próprio, serão levados estritamente à responsabilização pelo Grande Tribunal. A máxima franqueza e boa-fé entre Irmãos é essencial para o funcionamento fácil e harmonioso de nosso sistema, e o Poder Executivo fará com que estas sejam encorajados por todos os meios possíveis, e que sua violação dos seja rapidamente e silenciosamente suprimidas.</p>



<p class="has-text-align-center"><strong>Amor é a lei, o amor sob vontade.</strong></p>



<p>Nossa bênção paternal, e a Bênção do Pai de Todos no Exterior e no Interior esteja sobre vós.</p>



<p class="has-text-align-center">BAPHOMET X° O.T.O., IRLANDA, IONA, E DE TODA Grã-Bretanha</p>



<p class="has-text-align-right"><strong>Tradução e Revisão</strong>: Frater Tahuti</p>



<p class="has-text-align-right"><strong>Revisão</strong>: Frater אל-אמא-יה</p>
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		<title>Liber CXXIV</title>
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		<dc:creator><![CDATA[olhodoso]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Jul 2020 19:42:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Biblioteca]]></category>
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					<description><![CDATA[<span class="rt-reading-time" style="display: block;"><span class="rt-label rt-prefix">Tempo de leitura estimado:</span> <span class="rt-time">8</span> <span class="rt-label rt-postfix">mins.</span></span> Do Éden e do Carvalho Sagrado: e da Maior e Menor Hospitalidade da O.T.O. Uma Epístola de Baphomet aSua Excelência&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<span class="rt-reading-time" style="display: block;"><span class="rt-label rt-prefix">Tempo de leitura estimado:</span> <span class="rt-time">8</span> <span class="rt-label rt-postfix">mins.</span></span>
<h2 class="has-text-align-center wp-block-heading">Do Éden e do Carvalho Sagrado: e da Maior e Menor Hospitalidade da O.T.O.</h2>



<p class="has-text-align-center"><em>Uma Epístola de Baphomet a<br>Sua Excelência James Thomas Windram, Muito Santo, Muito Iluminado, Muito Ilustre, Iniciado do Santuário da Gnose, seu Vice-rei na União da África do Sul.</em></p>



<p class="has-text-align-center">Faze o que tu queres será o todo da Lei.</p>



<p>Pareceu-Nos justos explicar de forma familiar e simples os princípios gerais de governo das Casas-de-Instrução de nossa Sagrada Ordem, de modo que o Abade e a Abadesa de cada uma destas casas possa entender por quais caminhos atingir as grandes metas que inspiram-Nos ao serviço de nossa Irmandade.</p>



<ul><li>Sujeitos à disciplina geral da Ordem, cada Abade é mestre absoluto da casa da qual está encarregado. Muito do que se segue é, então, pura sugestão.</li><li>O primeiro princípio do crescimento da Ordem é o de que todos os seres vivos são modulação ou variação; a uniformidade é para ser detestada como um símbolo da morte. Assim, é esperado de cada Casa-de-Instrução que desenvoltas características próprias, sujeitas à certos princípios amplos, enraizados na natureza humana: e cada Casa-de-Instrução deve ser a expressão artística do gênio criativo e do verdadeiro caráter de seu Abade. Algumas assumirão a forma de um clube, outras ainda a de uma escola ou universidade, enquanto outras reservar-se-ão ao papel de orfanatos, colégios ou hospitais. Mas que cada Abade busque com diligência extrema a sua Vontade, e expresse a mesma nas regras particulares que ele possa criar para ordem de sua casa.<br><br>Tipos de casas consideradas desnecessárias ou inconvenientes tenderão a desaparecer: estas que sejam consideradas em geral satisfatórias tenderão a multiplicar-se.<br><br>Deve-se ainda ser entendido que as autoridades da Ordem encarregadas da disciplina das Casas-de-Instrução não interferirão na Vontade do Abade, a menos que ele mesmo se coloque contra sua própria Vontade, conforme expressada em suas obrigações solenemente tomadas com a Ordem, removendo os registros ou violando seus grandes princípios. A ruptura em sua própria Natureza assim causada deverá causar inevitavelmente a ruína de sua casa e autoridade evitando assim evitar o desastre ameaçado antes que seus efeitos se tornem manifestos.</li><li>Sobre o Éden e o Carvalho não é necessariamente o que eu lhe escreveria abertamente. Apenas nas casas em que o Abade tenha o Sétimo Grau esta questão manifestar-se-á. E é suficiente aqui dizer que a condição ideal será que cada Casa-de-Instrução deva entesourar quatro ou mais ministrantes dedicados à O.T.O. no sentido especial daquelas letras conhecidas dos mais altos Iniciados, e tais devem ser considerados na mais particular deferência e reverência, enquanto ao mesmo tempo o seus altos votos de serviço lhes proíbem que compartilhem diretamente ou indiretamente no governo da casa. Esta ordenança é precisa, e infração envolverá a remoção do Abade. Ele não manterá nenhuma comunicação íntima de qualquer tipo com os ministrantes supracitados, exceto conforme as condições de seu voto como Grande Inspetor Soberano Geral.<br><br>O símbolo das Casas-de-Instrução é, ainda, um grande Carvalho do qual fluem torrentes de água a cada quadrante, fertilizando de fato o solo sob a colina e fortificando com umidade as raízes do próprio carvalho, mas não revoluteando sobre ele e solapando suas fundações.<br><br>E na expansão deste Éden muitos homens regozijar-se-ão, tomando abrigo sob os ramos estendidos, e refrescando os seus membros cansados nas águas frescas da pura fonte celestial.<br></li></ul>



<p>Alternativamente, o símbolo pode ser aquele de uma fonte no deserto, abrigado por quatro grandes palmeiras.</p>



<ul><li>Familiaridade e vulgaridade não devem ser toleradas em nenhuma Casa-de-Instrução da Ordem. Dignidade e etiqueta devem ser estritamente observadas. A cada membro da Ordem deve ser lembrado continuamente que ele é um Rei vivendo entre Reis, melhor, um Deus na companhia de Deuses; e a alegria em si será reconhecida como um ritual de importância cósmica, tal como é dito que “As estrelas cantam juntas”. A chave para toda conduta, falando de modo geral, é tornar nobre cada coisa comum, cada coisa pequena, grande. Ao saudar um irmão, assim, pense ser esta a conversa entre dois poderosos monarcas em assuntos que afetarão o destino de impérios. Ria dos que pensam que isto é um faz-de-conta de crianças; esta é a base das boas maneiras. Zombe dos que se aproveitam da vaidade humana; vaidade é a mãe da autoconfiança; e esta é a mãe do poder. . Esses bobos que caem como Malvólio, deixe-os serem medicados pelo beijo áspero da terra, e se necessário for pelo riso honrado dos seus companheiros, pois isto não está longe da essência da Comédia de Pã. Mas nenhum homem será menosprezado; pois ele é um herói, depois de ter tomado sobre si mesmo o fardo da carne para a realização da sua Vontade. Bem sabe você que é dito, “Buscai a Beleza! Na Beleza está Verdade eterna revelada!”. O artista é aquele que pode descobrir Beleza em todas as coisas, pois nada é comum ou sujo; e por determinação invariável para descobrir beleza o homem vai ao céu através do artista. Por beleza, além do mais, Nós não estamos falando do tipo convencional de beleza sensual: isso jaz nos anões de Velasquez e nos monstros de Rabelais bem como nas mulheres de Titian e nos heróis de Homero; nem um irmão fará o outra coisa além de lamentar-se caso ele seja tão limitado na visão que não possa ver beleza naquilo que encanta outro.</li></ul>



<ul><li>Não existe nenhuma regra com respeito ao grau de luxo a ser observado em qualquer Casa-de-Instrução. Irmãos viajantes devem se acomodar alegremente tanto na tarimba de um Abade como ao edredom de seu vizinho: ambos podem ser um paraíso de amor ou sono, conforme a Vontade dele que ali se deita possa conceber: pois é nossa Arte descobrir êxtase em todas as coisas que possam existir. É ainda cardeal à porta de toda Casa-de-Instrução de nossa Ordem que nossa grande e secreta Arte seja desenvolvida pelas alegrias do trabalho. “Trabalhe e seja nossa cama o trabalho!” Como se sua labuta fosse a base do êxtase do Matrimônio dos Deuses! Toda Casa-de-Instrução é então de certa forma uma oficina, e uma certa simplicidade e severidade devem informar mesmo o luxo extremo. Sabedoria diz: sê forte! Então tu podes suportar mais prazer. Não sejas animal; refina teu arrebatamento! Se tu bebes, bebe pelas oito e noventa regras da arte: se tu amas, excede por delicadeza; e se tu fazes algo prazeroso, que haja sutileza ali!<br>As regras de Higiene devem sempre ser observadas. Um homem sábio treinará para um jantar como faria para uma corrida. Para apreciar um carneiro Tibetano meio-morno, o prato mais nobre que conhecemos, é necessário passar fome durante seis semanas em uma geleira; e o homem que atingiu Pratyahara pode obter mais prazer dos movimentos de um músculo de seu pé que um milionário Ocidental da sua primeira temporada na Cidade de Nova York. Os luxos do rico não são para todos e há apenas prazer passageiro neles. É a Arte de Nossa Ordem matar a crença de que a felicidade e até mesmo o prazer vivem em coisas raras ou inacessíveis, pois isto é tanta tolice quanto a da criança que grita pela lua. É esperado então que o Abade de toda Casa-de-Instrução seja um Epicurista, um mestre do prazer, um instrutor nas delícias; e ele deve saber obter toda a alegria, e estar apto a ensinar aos outros como obter isto, por meios que estejam dentro do alcance de todos os homens, não suscite nenhuma inveja, e não procrie nenhum egoísmo. Asceticismo não é encorajado, salvo em seu velho sentido Grego de excelência suprema de condição física; toda denominada “negação de si” é Restrição, a qual é “A palavra de Pecado”. Não é “auto abnegação” para um homem recusar prazeres que firam a sua saúde; pois ele escolhe este curso para obter o maior prazer no bem-estar. Confusão de pensamento neste assunto é tão comum que Nós não temos nenhuma vergonha em explicar a verdadeira visão assim completamente.</li><li>Quando um convidado chega em uma Casa-de-Instrução, a primeira noite deveria ser reservada para fazê-lo três vezes bem-vindo, e deveria ser tanto quanto possível a Vontade de todos em aquiescer da Vontade do convidado. Na manhã seguinte ele se torna, como na frase comum, “um da família”, e ele se incorpora à rotina da casa. Membros do Sétimo Grau e Mais Altos são naturalmente recebidos com honras muito especiais.</li><li>Na teoria da Ordem, o direito do convidado em entrar em uma Casa-de-Instrução pelo período designado de três dias, quando a Loja do convidado está na mesma província da Casa-de-Instrução, ou um mês, quando está em uma província diferente, é supremo, e anula o direito do Abade de fechar a sua porta. Mas é um princípio principal da Ordem o de que poder e autoridade, enquanto teoricamente absolutos, só serão exercitados para o bem de todos interessados; e qualquer irmão que abusa do grande privilégio de hospitalidade por fracasso observar tato, cortesia e deferência para a conveniência e desejos do Abade a quem ele propõe visitar ficará sujeito à disciplina da Ordem. É evidente que aqueles que não abusam assim da hospitalidade se acharão bem-vindos em todos os lugares.</li><li>Abades dessas Casas-de-Instrução que aproximam o ato tipicamente doméstico agradavelmente à Nossa vontade, recebendo todas as noites pelo menos uma pessoa que não é um membro da Ordem, deve a esse aplicar-se, e oferecendo-lhe gratuitamente comida e abrigo. Se ele estiver em necessidade de assistência de qualquer tipo, isto deve ser dado alegremente; como por exemplo caso deseje achar trabalho, ajuda deve ser disposta se for possível fazer, contanto que sem danos para os interesses dos membros da Ordem. Isto não deve ser considerado como caridade, mas como um tributo ao heroísmo de alguém que encarnou em um mundo cuja visão é ocultada do não-iniciado pela a venda chamada “Sofrimento”.</li><li>Todos os residentes nas Casas-de-Instrução da Ordem são formalmente chamados a executar as quatro Saudações diárias ao Sol como prescrito em Liber CC (Equinox Vol I, No. VI, p.29). A exceção é, quando realmente empenhado em uma cerimônia aprovada pela Ordem, como iniciação, invocação ou meditação.</li><li>O uso de luz artificial, com exceção de propósitos cerimoniais, será desencorajado nas Casas-de-Instrução da Ordem; pois o Sol é o mestre do ciclo de vida. A exceção é quando trabalho intelectual sério está sendo executado. É esperado que por este regulamento a bênção da visão normal possa ser restabelecida à humanidade dentro de algumas gerações.</li><li>Espera-se que todos os residentes nas Casas-de-Instrução da Ordem cooperem de alguma forma no serviço da casa, de acordo com a suas capacidades e inclinações. O Abade será excluído desta regra, e ele apontará cada tarefa à pessoa melhor provida para executá-la. Ele dará a este trabalho todo o tato o qual possua; mas os outros vão por sua vez demonstrar alegre obediência como um ponto de honra, considerando um privilégio realizar sua tarefa, mesmo que pareça desarrazoado ou injusto. Tal conduta tem suas recompensas no reconhecimento geral outorgado a isto, e esses que tiram proveito da vontade de outros acharam suas perdas não somente em bons relatórios, mas na deterioração geral do caráter que acompanha a indolência.<br><br>A autoridade do Abade é suprema; e ele pode usar tal disciplina como ele possa julgar justo fazer.<br><br>Mas na maioria dos casos, quando qualquer pessoa se recusa em executar uma tarefa designada, é suficiente o Abade ordenar a todos outros que sigam o exemplo. Se uma roda emperra, deixe a máquina inteira parada até que ela fique livre. Na prática este método pareceu funcionar com grande perfeição. Depois de dois ou três incidentes deste tipo, o problema não mais ocorre; caso contrário, o Abade deve considerar bem se não está seriamente em falta com a justiça ou a consideração.</li><li>Espera-se que os membros da Ordem que fazem uso de qualquer Casa-de-Instrução se ofereçam para pagar os seus entretenimentos a uma taxa cem por cento mais alto que aquela vigente para entretenimentos semelhantes no distrito. Mas o Abade não extorquirá ou esperará tal pagamento, exigirá de seus convidados um presente. O conflito será decidido por consideração das posses relativas do viajante e da Casa-de-Instrução. Assim deixa-se que substancial justiça seja feita por meio de contenção da generosidade, em vez de mediocridade social.<br><br>Pagamento nunca é aceito para qualquer estranho recebido somente por uma noite sob cláusula 8, mas caso tal pessoa deseje unir-se à Ordem, ele pode ser iniciado na Loja adjunta a Casa-de-Instrução de acordo com as Leis da Ordem, e então são-lhe dados todos os seus privilégios.</li><li>As Casas-de-Instrução da Ordem não serão distintas de qualquer forma das outras casas da vizinhança, exceto aquelas que são dedicados a propósitos especiais, as quais vão ou não serem feitas conhecidas aos estranhos como o Vice-rei da Província possa decidir.</li><li>Toda Casa-de-Instrução deveria desenvolver fortemente sua própria tradição específica, e a individualidade daquela tradição, por meio da iniciação de costumes peculiares a si mesmas. O modelo pode ser um manicômio ou uma universidade, um convento ou um bordel: isto não importa em nada; força intrínseca e poder de adaptabilidade ao ambiente vão sobreviver e crescer. Mas intensidade de tradição e peculiaridade de costume tenderão a limitar o crescimento e impedir de atingir proporções de difícil controle. Comunas, em lugar de cidades, desenvolverão a partir de cada casa de origem. Ainda o interesse apresentado em geral à Ordem pela individualidade de cada casa estimulará os Irmãos em visitar e assegurar o intercâmbio constante de ideias. Mais adiante, a peculiaridade de costume criará espírito-de-corpo e generosa rivalidade tal como agora prevalece entre as Universidades de Oxford e Cambridge, devido à aplicação dos princípios acima expostos.</li><li>É impossível declarar em uma epístola o que deveria ser apropriadamente o assunto de um grande tratado; e assim pareceu-Nos bom meramente anotar rapidamente pensamentos casuais que poderiam provar ser de interesse não tanto a você somente como àqueles que, desejando informação adicional com respeito às peculiaridades de nossa grande e santa Ordem, possam inquirir de você acerca de nossas regras.</li></ul>



<p>Agora não há lei além de Faze o que tu queres: e o objetivo das regras é então somente assegurar a todos os homens as melhores condições para a execução de suas Vontades.</p>



<p>Amor é a lei, amor sob vontade.</p>



<p class="has-text-align-left">A Glória do Pai de Tudo esteja em você, e Alegria indescritível no poder d’Ele que nós temos conhecidos.<br><br>Com nossa bênção paternal<br><br><strong>Baphomet</strong></p>



<p class="has-text-align-right"><strong>Autor:</strong>&nbsp;Aleister Crowley</p>
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		<title>Liber LII</title>
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		<dc:creator><![CDATA[olhodoso]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Jul 2020 19:29:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Biblioteca]]></category>
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					<description><![CDATA[<span class="rt-reading-time" style="display: block;"><span class="rt-label rt-prefix">Tempo de leitura estimado:</span> <span class="rt-time">6</span> <span class="rt-label rt-postfix">mins.</span></span> O Manifesto da Ordo Templi Orientis BAPHOMET XIº O.T.O.,HIBERNIÃ † IONÃ † ET OMNIUMBRITANNIARUM, REX SUMMUS SANCTISSIMUS, PAZ, TOLERÂNCIA, VERDADE:SAUDAÇÕES&#8230;]]></description>
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<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large is-resized"><img decoding="async" data-attachment-id="197" data-permalink="https://olhodosoloto.org/a-o-t-o/lamen-oto-2/" data-orig-file="https://i0.wp.com/olhodosoloto.org/wp-content/uploads/2020/09/lamen-oto.png?fit=176%2C300&amp;ssl=1" data-orig-size="176,300" data-comments-opened="0" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}" data-image-title="lamen-oto" data-image-description="" data-image-caption="" data-medium-file="https://i0.wp.com/olhodosoloto.org/wp-content/uploads/2020/09/lamen-oto.png?fit=176%2C300&amp;ssl=1" data-large-file="https://i0.wp.com/olhodosoloto.org/wp-content/uploads/2020/09/lamen-oto.png?fit=176%2C300&amp;ssl=1" src="https://i0.wp.com/olhodosoloto.org/wp-content/uploads/2020/09/lamen-oto.png?resize=109%2C185&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-197" width="109" height="185" data-recalc-dims="1" /></figure></div>



<h2 class="has-text-align-center wp-block-heading">O Manifesto da Ordo Templi Orientis</h2>



<p class="has-text-align-center">BAPHOMET XIº O.T.O.,<br>HIBERNIÃ † IONÃ † ET OMNIUM<br>BRITANNIARUM, REX SUMMUS SANCTISSIMUS,</p>



<p class="has-text-align-center"><strong>PAZ, TOLERÂNCIA, VERDADE:</strong><br><strong>SAUDAÇÕES EM TODOS OS PONTOS DO TRIÂNGULO;</strong><br><strong>RESPEITO É ORDEM.</strong></p>



<p class="has-text-align-center">Para todos a quem possa interessar: Cumprimentos e Saúde.</p>



<p class="has-text-align-center">Faze o que tu queres será o todo da Lei.</p>



<p>1. A O.T.O. é um corpo de iniciados em cujas mãos está concentrada a sabedoria e o conhecimento dos seguintes corpos:</p>



<ul><li>A Igreja Gnóstica Católica.</li><li>A Ordem dos Cavaleiros do Espírito</li><li>A Ordem dos Illuminati</li><li>A Ordem do Templo (Cavaleiros Templários).</li><li>A Ordem dos Cavaleiros de São João.</li><li>A Ordem dos Cavaleiros de Malta</li><li>A Ordem dos Cavaleiros do Santo Sepulcro</li><li>A Igreja Oculta do Santo Graal</li><li>A Fraternidade Hermética da Luz</li><li>A Sagrada Ordem da Rosa Cruz de&nbsp;Heredom</li><li>A Ordem do Sagrado Arco Real de Enoch</li><li>O Antigo e Primitivo Rito da Maçonaria (33 graus)</li><li>O Rito de Memphis (97 graus)</li><li>O Rito de Mizraim (90 graus)</li><li>O Antigo e Aceito Rito Escocês da Maçonaria (33 graus)</li><li>O Rito de Swedenborg da Maçonaria</li><li>A Ordem dos Martinistas</li><li>A Ordem de Sat Bhai, e muitas outras ordens de mérito igual, se de menos fama.</li></ul>



<p>Não inclui a A∴A∴, cujo corpo respeitável está, porém, em aliança próxima.</p>



<p>Não infringe de qualquer forma os justos privilégios de Corpos Maçônicos devidamente autorizados.</p>



<p>2. Tendo a dispersão da sabedoria secreta original conduzido à confusão, foi determinado pelos Chefes de todas estas Ordens recombinar e centralizar suas atividades, assim como a luz branca, que é dividida por um prisma, pode ser recomposta.</p>



<p>A O.T.O. corporifica o todo do conhecimento secreto de todas as Ordens Orientais; e seus chefes são iniciados do grau mais alto e reconhecidos como tal por todos capazes de tal reconhecimento cada país do mundo.</p>



<p>Em tempos mais remotos, as assembléias constituintes originais da O.T.O. incluíram homens como:</p>



<ul><li>Fohi</li><li>Hippolytus</li><li>Laotze</li><li>Merlin</li><li>Siddartha</li><li>Arthur</li><li>Krishna</li><li>Titurel</li><li>Tahuti</li><li>Amfortas</li><li>Ankh-f-n-khonsu</li><li>Percivale</li><li>Herakles</li><li>Mosheh</li><li>Orpheus</li><li>Odysseus</li><li>Vergilius</li><li>Mohammed</li><li>Catullus</li><li>Hermes</li><li>Martialis</li><li>Pan</li><li>Apollonius Tyanaeus</li><li>Dante</li><li>Simon Magus</li><li>Carolus Magnus</li><li>Manes</li><li>William of Schyren</li><li>Basilides</li><li>Frederick of Hohenstaufen</li><li>Valentinus</li><li>Roger Bacon</li><li>Bardesanes</li><li>Jacobus Burgundus Molensis</li><li>King Wu</li><li>Ko Hsuen</li><li>Christian Rosenkreutz</li><li>Osiris</li><li>Ulrich von Hutten</li><li>Melchizedek</li><li>Paracelsus</li><li>Khem</li><li>Michael Maier</li><li>Menthu</li><li>Jakob Boehme</li><li>Johannes Dee</li><li>Francis Bacon</li><li>Sir Edward Kelly</li><li>Andrea</li><li>Vaughan</li><li>Robertus de Fluctibus</li><li>Elias Ashmole</li><li>Chau</li><li>Conde de Chazal</li><li>Saturnus</li><li>Sigismund Bacstrom</li><li>Dionysus</li><li>Molinos</li></ul>



<p>E recentemente:</p>



<ul><li>Wolfgang von Goethe</li><li>Friedrich Nietzsche</li><li>Sir Richard Payne Knight</li><li>Hargrave Jennings</li><li>Sir Richard Francis Burton</li><li>Karl Kellner</li><li>Forlong Dux</li><li>Eliphas Lévi</li><li>Ludovicus Rex Bavariae</li><li>Franz Hartmann</li><li>Richard Wagner</li><li>Cardinal Rampolla</li><li>Ludwig von Fischer</li><li>Papus (Dr. Encausse)</li></ul>



<p>Nunca são divulgados os nomes das mulheres afiliadas.</p>



<p>Não é correto aqui mencionar o nome de qualquer chefe vivo.</p>



<p>Foi Carl Kellner quem reavivou a organização exotérica da O.T.O. e iniciou o plano, agora alegremente completo, de trazer todos os corpos ocultos novamente sob um governo.</p>



<p>As letras O.T.O. representam as palavras Ordo Templi Orientis (Ordem do Templo do Oriente, ou dos Templários Orientais), mas eles também têm um significado secreto para o iniciado.</p>



<p>3. A Ordem é internacional e tem filiais existentes em todos os países civilizados do mundo.</p>



<p>4. Os objetivos da O.T.O. só podem ser entendidos completamente por seus mais altos iniciados; mas pode ser dito abertamente que ela ensina Ciência Hermética ou Conhecimento Oculto, a Pura e Santa Magia da Luz, os Segredos da consecução Mística, Yoga de todas as formas, Gnana Yoga, Raja Yoga, Bhakta Yoga e Hatha Yoga, e todas as outras formas da Sabedoria secreta dos Antigos.</p>



<p>Em seu íntimo repousam os Grandes Mistérios; seu cérebro solucionou todos os problemas de filosofia e da vida.</p>



<p>Possui o segredo da Pedra Filosofal, do Elixir de Imortalidade e da Medicina Universal. Além disso, possui um Segredo capaz de realizar o antigo e universal sonho da Fraternidade do Homem.</p>



<p>Também possui em todo centro importante de população um Refúgio oculto (Collegium et Spiritum Sanctum) onde os membros podem se abrigar para procurar a Grande Obra sem obstáculo.</p>



<p>Estas casas são fortalezas secretas de Verdade, Luz, Poder e Amor, e sua posição só é descoberta debaixo de um juramento de segredo feito pelos que desejam fazer uso delas.</p>



<p>Estas também são templos de verdadeira adoração, especialmente consagrados pela Natureza para trazer à tona em um homem tudo aquilo que é melhor nele.</p>



<p>5. A autoridade da O.T.O. está concentrada no O.H.O. (Cabeça Exterior da Ordem), ou Frater Superior. O nome da pessoa que ocupa este cargo nunca é revelado exceto aos representantes imediatos dele.</p>



<p>6. A Autoridade do O.H.O. em todos os países de língua Inglesa é delegada através de escritura ao Mais Santo, Mais Ilustre, o Mais Iluminado, e o Mais Poderoso Baphomet X° Rex Summus Sanctissimus 33°, 90°, 96°, Mestre Principal Passado dos Estados Unidos de América, Mestre Principal de Irlanda, Iona, e Toda a Bretanha, Mestre Principal dos Cavaleiros do Epírito Santo, Chefe Principal Soberano da Ordem do Templo, Soberano Mais Sábio da Ordem da Cruz Rósea, Zerubbabel Principal da Ordem do Santo Arco Real de Enoch, etc. etc. etc., Mestre Geral Principal Nacional ad vitam da O.T.O.</p>



<p>7. O Grão Mestre Geral Nacional ad vitam é auxiliado por dois oficiais principais, o Grande Tesoureiro Geral e o Grande Secretário Geral.</p>



<p>Há muitos outros oficiais, mas eles não interessam a estes a quem o presente manifesto é endereçado.</p>



<p>8. A totalidade do Conhecimento disperso entre os corpos mencionados no parágrafo 2 foi peneirado e concentrado nos seguintes graus.</p>



<ul><li>O° Minerval</li><li>I° M.</li><li>II°.</li><li>III°.</li><li>P∴M∴</li><li>IV°, Companheiro do Santo Arco Real de Enoch</li><li>Príncipe de Jerusalém</li><li>Cavaleiro do Leste e do Oeste</li><li>V°, Príncipe Soberano da Rosa Cruz. (Cavaleiro do Pelicano e Águia),<br>Membro do Senado de Cavaleiros Filósofos Herméticos, Cavaleiros da Águia Vermelha</li><li>VI° Ilustre Cavaleiro (Templário) da Ordem de Kadosch, e Companheiro do Santo Graal,<br>Grande Inquisidor Comandante, membro do Grande Tribunal,<br>Príncipe do Segredo real</li><li>VII° Mui Ilustre Grande Inspetor Geral,<br>Membro do Supremo Grande Conselho.</li><li>VIII° Pontífice Perfeito dos Illuminati</li><li>IX° Iniciado do Santuário da Gnosis</li><li>X° Rex Summus Sanctissimus (o Rei Supremo e mais Santo).</li></ul>



<p>9. Todo homem e mulher maior de idade, livre e de bons antecedentes têm direito inalienável ao III°.</p>



<p>Além disto, admissão é concedida só através de convite do corpo administrativo concernido.</p>



<p>A O.T.O., embora uma Academia Maçônica, não é um Corpo maçônico posto não serem os “segredos” entendidos da mesma forma na qual aquela expressão é normalmente compreendida; e portanto de modo algum conflita com, ou infringe os privilégios justos de, a Grande Loja Unida da Inglaterra, ou qualquer Grande Loja na América ou em outro lugar que seja reconhecida como tal.</p>



<p>10. Pedidos para admissão para a Ordem podem ser feitos pessoalmente à sede, entre as horas de Dez da Manhã e Meio-dia em dias de semana, ou por carta para o Grande Secretário Geral. No caso anterior, devem os candidatos ter pagos os Vinte Dólares que os intitulam ao Terceiro Grau; no posterior, devem ser enviados com o pedido.</p>



<p>A Primeira Subscrição Anual é pagável ao se tomar o Terceiro Grau; se isto é tomado depois de 30 de junho de qualquer ano, só metade da quantia é devida.</p>



<p>Os pagamentos de membros antigos vencem no dia 1° de janeiro, mas o Irmão é considerado em boa posição, e ele não perde seus direitos, se é pago em 1° de março. Se ele não pode cumprir sua obrigação até esta data, cessa&nbsp;<em>ipso facto</em>&nbsp;de ser um membro da Ordem, mas pode ser restabelecido ao pagar os atrasados e Cinco Dólares extraordinariamente. Se o lapso dele se estender ao próximo ano, ele só pode ser restabelecido debaixo de condições especiais e pelo consentimento expresso por escrito do Grão Mestre General Nacional&nbsp;<em>ad vitam</em>.</p>



<p>11. A Constituição, Ações de Confiança, Escrituras, Garantias e todos os outros documentos, são apresentados aos candidatos em sua exaltação ao IV°, se eles assim o desejarem.</p>



<p>12. Além do certificado de membro gratuito, são concedidos diplomas especiais para emoldurar a todos os membros pelo preço uniforme de Dez Dólares. Diplomas especiais do IX°, Vinte e cinco Dólares.</p>



<p>13. Os privilégios de membro da O.T.O. são muito numerosos. Estes são os principais:</p>



<ol><li>Eles não só têm acesso, mas instrução ao corpo inteiro de conhecimento oculto preservados no Santuário desde o princípio de sua manifestação.<br>Nos graus mais baixos os segredos são sugeridos e transmitidos por símbolos, cobertos por véus e através de sacramentos.<br>Deste modo a inteligência do iniciado é posta a funcionar, de forma que aqueles que usem bem o conhecimento dosgraus mais baixos possam ser selecionados por convite para os mais altos, onde todas as coisas são declaradas abertamente.</li><li>Eles se tornam participantes da corrente da Vida Universal em Liberdade, Beleza, Harmonia e Amor que arde dentro do coração da O.T.O., e a Luz desta fraternidade augusta imperceptivelmente os ilumina cada vez mais, conforme se aproximam de seu Sol central.</li><li>Eles conhecem pessoas mais complementares às suas próprias naturezas, e acham ajuda inesperada e fraternidade no mundo inteiro onde quer que eles possam&nbsp;viajar.</li><li>Eles obtêm o direito a estadia nas casas secretas do O.T.O., permanentemente ou para um maior ou menor período do ano de acordo com seu grau na Ordem; ou, no caso desses do Quinto e mais baixos graus, são candidatos para convite a estas casas.</li><li>O Conhecimento da Preparação e Uso da Medicina Universal é restrito a membros do IX°; mas pode ser administrado a membros do VIII° e VII° em circunstâncias especiais por favor dos Grão Mestres Nacionais e em particular emergência a membros de graus mais baixos.</li><li>No V° todos os membros são empenhados a trazer perfeito e imediato alívio a toda angústia de mente, corpo, ou de posses, nas quais eles possam encontrar quaisquer dos companheiros deste Nos graus mais altos são fortalecidos ainda mais os Laços da Fraternidade. A Ordem portanto dispõe de um sistema perfeito de seguro contra todo infortúnio ou acidente da vida.</li><li>Os Membros do IX° se tornam os proprietários de parte das Propriedades e Bens da Ordem, de forma que o alcançar deste grau insinua um retorno com juros das taxas e subscrições pagas.</li><li>A Ordem dá ajuda prática em vida para membros merecedores mesmo dos graus mais baixos, de forma que, até mesmo se originalmente pobre, eles se tornam bem capazes de arcar com as taxas comparativamente altas do VII°, VIII°, e IX°. Em exaltação para o IV°, cada Companheiro pode arquivar um registro de sua situação, e declara de que forma ele requer ajuda.</li></ol>



<p>14. Ao selecionar os membros para avanço, é prestada atenção à sua devoção para com a Ordem, à sua inteligência em compreender a natureza de seu ensino, ao seu zelo em divulgar os princípios da Ordem, o tanto quanto os compreende, entretanto sempre com a discrição inseparável à guardiania apropriada dos segredos e de todas aquelas qualidades da coragem, honra e virtude sem as quais o homem não é merecedor deste nome.</p>



<p>15. O O.H.O. só é conhecido por membros do VIII° e IX°.</p>



<p>O Grão Mestre Geral&nbsp;<em>ad vitam</em>&nbsp;não é acessível como tal por qualquer pessoa que não alcançou o VI°.</p>



<p>Todas as comunicações devem ser enviadas ao Grande Secretário Geral, e todos os cheques devem favorecer ao Grande Tesoureiro Geral.</p>



<p>Emitido por Ordem,</p>



<p class="has-text-align-right">Bathurst IX°<br>Grande Secretário Geral</p>
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		<title>Liber CXCIV</title>
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		<dc:creator><![CDATA[olhodoso]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Jul 2020 19:28:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Biblioteca]]></category>
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					<description><![CDATA[<span class="rt-reading-time" style="display: block;"><span class="rt-label rt-prefix">Tempo de leitura estimado:</span> <span class="rt-time">8</span> <span class="rt-label rt-postfix">mins.</span></span> A Constituição da Ordo Templi Orientis Uma Intimação referindo-se à Constituição da Ordem Emitido por Ordem: BAPHOMET XI° O.T.O.,HIBERNIÆ IONÆ&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<span class="rt-reading-time" style="display: block;"><span class="rt-label rt-prefix">Tempo de leitura estimado:</span> <span class="rt-time">8</span> <span class="rt-label rt-postfix">mins.</span></span>
<h2 class="has-text-align-center wp-block-heading">A Constituição da Ordo Templi Orientis</h2>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large is-resized"><img decoding="async" data-attachment-id="197" data-permalink="https://olhodosoloto.org/a-o-t-o/lamen-oto-2/" data-orig-file="https://i0.wp.com/olhodosoloto.org/wp-content/uploads/2020/09/lamen-oto.png?fit=176%2C300&amp;ssl=1" data-orig-size="176,300" data-comments-opened="0" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}" data-image-title="lamen-oto" data-image-description="" data-image-caption="" data-medium-file="https://i0.wp.com/olhodosoloto.org/wp-content/uploads/2020/09/lamen-oto.png?fit=176%2C300&amp;ssl=1" data-large-file="https://i0.wp.com/olhodosoloto.org/wp-content/uploads/2020/09/lamen-oto.png?fit=176%2C300&amp;ssl=1" src="https://i0.wp.com/olhodosoloto.org/wp-content/uploads/2020/09/lamen-oto.png?resize=109%2C185&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-197" width="109" height="185" data-recalc-dims="1" /></figure></div>



<p class="has-text-align-center">Uma Intimação referindo-se à Constituição da Ordem</p>



<p class="has-text-align-center">Emitido por Ordem:</p>



<p class="has-text-align-center"><strong>BAPHOMET XI° O.T.O.,</strong><br><strong>HIBERNIÆ IONÆ ET OMNIUM</strong><br><strong>BRITANNIARUM, REX SUMMUS SANCTISSIMUS</strong></p>



<p>Toda província da O.T.O. é governada por um Grande Mestre e por aqueles aos quais ele delegue sua autoridade, até que chegue o tempo em que a Ordem esteja estabelecida, que é o caso quando ela possua onze ou mais Casas de Instrução. Então a constituição regulamentar é automaticamente promulgada. A citação é brevemente adaptada de um endereçamento em um dos rituais.</p>



<ol><li>Esta é a Constituição e Governo de nossa Sagrada Ordem; pelo estudo este Equilíbrio você pode por si mesmo vir a apreender como reger sua própria vida. Pois, nas Coisas Verdadeiras, tudo é apenas uma imagem de outra coisa; o homem não é mais do que um mapa do universo e a Sociedade não é mais do que o mesmo em uma escala maior.</li><li>Aprenda então que nossa Sagrada Ordem não tem senão Três Graus Verdadeiros, tal como está escrito no Livro da Lei: O Eremita, O Amante e o Homem da Terra.</li><li>Não é senão por conveniência que estes três graus tenham sido separados em Três Tríades.</li><li>A Terceira Tríade consiste nos Graus de Minerval a Príncipe de Jerusalém. O grau de Minerval é um Prólogo para o Primeiro; os graus subsequentes à Tríade mas pendentes à ela. Nela, a série do Homem da Terra, não há outros além de Três Graus; e esses Três são Um.</li><li>O Homem da Terra não participa do Governo da Ordem; ele não é ainda chamado a dar sua vida em seu serviço; pois para nós Governar é Servir, e nada mais. O Homem da Terra é assim na posição do Plebeu em Roma no tempo de Nenenius Agrippa. Mas há uma marcante diferença; acontece que cada Homem da Terra é encorajado e dele se espera que avance ao próximo estágio. De maneira que os sentimentos do corpo geral possam ser representados, o Homem da Terra escolhe quatro pessoas, dois homens e duas mulheres, dentre os seus para se postarem continuamente frente ao pai, o Supremo e Sagrado Rei, servindo-o dia e noite. Estas pessoas não devem ser de nível mais alto que o Segundo Grau; devem ser voluntários para este serviço à conclusão da cerimônia; e ainda que eles desistam de seu próprio avanço na Ordem por um ano, pois eles deverão servir a seus companheiros. Esta é assim a primeira lição de nosso grande princípio, o atingir da honra pela renúncia.</li><li>O grau dos Cavaleiros do Leste e do Oeste é tão somente uma ponte entre a primeira e a segunda séries; mas é importante, pois neste grau um novo formulário de admissão deve ser assinado, e o novo Cavaleiro compromete-se a devotar sua vida ao Estabelecimento da Lei de Thelema.</li><li>Os membros do Quinto Grau são responsáveis por tudo o que concerne aos assuntos Sociais da Ordem. Este Grau é simbolicamente o da beleza e da harmonia; é o local de parada natural para a maioria dos homens e das mulheres; pois decidir ir adiante, pelo que parece, envolve a renúncia do tipo mais duro. Aqui então está todo o prazer, paz, bem-aventurança em todos os planos; o Príncipe Soberano da Rosa-Cruz liga-se igualmente ao superior e ao inferior, formando um elo natural entre ambos. Contudo permite a ele manter seus olhos no superior!</li><li>Neste grau o Mais Sábio Soberano de cada Capítulo deve apontar um comitê de quatro pessoas, dois homens e duas mulheres, para gerenciarem todos os encontros sociais, banquetes, danças, execução de peças e prazeres similares. Eles também buscar promover harmonia entre os Irmãos e Irmãs de todas as formas possíveis, e elucidar quaisquer disputas pelo tato e amizade sem que apelos formais sejam feitos a qualquer tribunal mais alto.</li><li>O próximo grau, que se coloca entre o Quinto e o Sexto Graus, é chamado de Senado. Este é o primeiro dos corpos governantes, propriamente falando, e onde começamos a insistir na Renúncia. Pois este corpo é o Colégio Eleitoral da O.T.O.</li><li>O princípio da eleição popular é uma tolice fatal; seus resultados são visíveis em qualquer auto-denominada democracia. O homem eleito é sempre medíocre; é o homem seguro, o homem sonoro, o homem que desagrada à maioria menos que os outros; e jamais o gênio, o homem de progresso e iluminação.</li><li>Este colégio eleitoral consiste em Onze Membros de cada país. Tem pleno controle dos negócios do Homem da Terra, apontando Mestres de Loja conforme sua escolha. Apenas disso, não tem autoridade sobre os Capítulos Rosacruzes.</li><li>Aqueles que desejem ser partícipes deste Colégio pelo Supremo e Sagrado Rei devem ser voluntários para o serviço. A participação se dá por Onze Anos. Os voluntários devem renunciar neste período a qualquer progresso na Ordem. Eles devem dar evidências de uma habilidade de primeiro nível em: 1) alguma forma de atividade física;<br>2) alguma forma de instrução.</li><li>Eles devem também possuir um profundo conhecimento geral de história e da arte do governo, como alguma atenção à filosofia em geral.</li><li>Eles devem, cada um, viver em solidão, com não mais que o necessário contato mesmo que com ocasionais vizinhos, servindo-lhes em todos os aspectos, por três meses contínuos, pelo menos uma vez a cada dois anos.</li><li>O Presidente irá convocá-los nas quatro estações do ano, e se necessário em outras ocasiões, quando deliberarão sobre os negócios colocados sob suas atenções. Todos os pedidos para passar para o Quinto Grau devem receber sua sanção. Apelos sobre suas decisões podem, contudo, serem feitos ao Supremo Conselho.</li><li>O Sexto Grau é um corpo executivo ou militar, e representa o poder temporal do Supremo e Sagrado Rei. Cada membro deve estar apto a submeter-se à disciplina militar. Sozinho ou em conjunto com seus camaradas, cada Rei devota-se a reforçar as decisões de autoridade.<br>Segue-se o Grau de Grande Inquisidor Comandante. Aqui cada membro tem o direito de sentar-se no Grade Tribunal, cujo corpo decide todas as disputas e queixas que não tenham sido resolvidas pelos Capítulos Rosacruzes ou pelos Mestres de Loja. Seus vereditos não podem ser apelados, a não ser que um membro do Colégio Eleitoral sancione que o caso vá ao Areópago do Oitavo Grau. Todos os membros da Ordem, mesmo os graus mais altos, estão sujeitos ao Grande Tribunal.</li><li>O próximo grau é o de Príncipe do Segredo Real. Cada membro deste grau devota-se à Propagação da Lei de uma forma toda especial; pois este grau é o primeiro no qual o Princípio do Mais Interno Segredo é declarado abertamente. Ele irá então, por seu próprio esforço, induzir cento e onze pessoas a unirem-se à Ordem antes que possa proceder ao Sétimo Grau, exceto por ordem especial do Supremo e Sagrado Rei.</li><li>O Sétimo Grau é, em linguagem militar, o Grande Batalhão do Exército do Sexto Grau. De seus membros o Supremo e Sagrado Rei seleciona o Supremo Grande Conselho.</li><li>Este Conselho é encarregado do governo de toda a Segunda Tríade, ou Amantes. Todos os membros do Sétimo Grau viajam como Grandes Inspetores Soberanos Gerais da Ordem e reportam-se, por sua própria iniciativa, ao Supremo e Mais Sagrado Rei, bem como as condições de todas as Lojas e Capítulos, ao Supremo Conselho em todos os assuntos da Segunda Tríade e ao Colégio Eleitoral naqueles da Terceira.</li><li>O Oitavo Grau é um Corpo Filosófico. Seus membros começam a ser totalmente instruídos nos Princípios da Ordem, salvo um ponto somente, devotam-se ao entendimento do que aprenderam em sua iniciação. Têm poder para reverter as decisões do Grande Tribunal e intervir nos conflitos entre quaisquer dos corpos locais. E isso eles fazem pelos grandes princípios da filosofia. Pois sempre ocorrerá em qualquer contenda entre duas partes que ambos estejam certos em seus próprios pontos de vista. Isso é tão importante que uma ilustração se faz desejável. Um homem é atacado de lepra; é correto que este homem deva limitar sua liberdade isolando-se de seus companheiros? Outro toma posse de alguma terra ou outro bem de uso comum; deve ele ser compelido a render-se? Tais casos difíceis envolvem profundos princípios filosóficos e o Areópago do Oitavo Grau é encarregado do dever de resolvê-los de acordo com os grandes princípios da Ordem.</li><li>Face ao Areópago está um Parlamento das Guildas independente. Dentro da Ordem, a despeito de graus, os membros de cada ofício, comércio, ciência ou profissão formam uma Guilda, fazem suas próprias leis e buscam seu próprio bem, por todas as maneiras pertinentes à seus trabalhos e meios de vida. Cada Guilda escolhe aquele mais eminente para representá-la frente ao Areópago do Oitavo Grau; e todas as disputas entre as várias Guildas são levadas frente àquele Corpo, o qual decidirá de acordo com os grandes princípios da Ordem. Suas decisões passam pela ratificação do Santuário da Gnose, e então pelo Trono.<br>Epítomes e Pontífices deste grau exaltado devem viver em isolamento por quatro meses consecutivos de cada ano, meditando nos mistérios a eles revelados.</li><li>O Nono Grau – o Santuário da Gnose – é sintético. O dever primordial de seus membros é o estudo e a prática da teurgia e da taumaturgia do grau; mas em adição a isso, eles devem ser preparados para agir como representantes direitos do Supremo e Mais Sagrado Rei, irradiando sua luz por todo o mundo. Ainda, dada a natureza de suas iniciação, eles devem velar sua glória em uma nuvem de escuridão. Eles se movem sem serem vistos ou reconhecidos entre os mais jovens de nós, sutilmente e elevadamente liderando-nos aos sagrados mistérios inefáveis da Verdadeira Luz.</li><li>O Supremo e Mais Sagrado Rei é indicado pelo O.H.O. (Cabeça Externo da Ordem). Ele é o responsável supremo por tudo em seu sagrado reino. A sucessão do alto cargo do O.H.O. É decidida de maneira não declarada; mas isso você deve aprender, Oh Irmão Mago, que ele pode ser escolhido desde o grau de Minerval. E aqui reside um mais sagrado Mistério.</li><li>O Colégio Eleitoral possui ainda um poder singular. A cada onze anos, caso haja vaga disponível, eles devem escolher duas pessoas do Nono Grau, os quais são encarregados do poder da Revolução.</li><li>É do dever destas pessoas constantemente criticar e opor-se aos atos do Supremo e Mais Sagrado Rei, não importando se os aprovam ou não. Caso ele exiba fraqueza física, mental ou moral eles têm o poder de apelar ao O.H.O. que o deponha; mas eles, dentre todos os membros da Ordem, não são passíveis de o suceder.</li><li>O O.H.O., sendo a suprema autoridade na Ordem, agirá, em tal emergência, da melhor forma possível. Ele mesmo pode ser removido do cargo, mas apenas por votação unânime de todos os Membro do Décimo Grau.</li><li>Do Décimo Primeiro Grau, seus poderes, privilégios e qualificações, nada deverá ser digo a qualquer grau. Ele não tem relação com o plano geral da Ordem, é inescrutável e habita seus próprios Palácios.</li><li>Há certas obrigações financeiras importantes nos vários graus.</li><li>O Colégio Eleitoral do Senado faz voto de pobreza. Todas as propriedades, bens ou salários são entregues ou pagos ao Grande Tesoureiro Geral. Os membros subsistem da caridade da Ordem, que estende-se a eles de acordo com seu nível de vida original.</li><li>Isto aplica-se igualmente ao Supremo Grande Conselho e a todos os graus mais altos.</li><li>No Sétimo Grau há uma qualificação que é passar alguma propriedade real à Ordem, e ninguém é admitido a este grau sem esta preliminar.<br>Aqueles membros da Ordem que tenham dado tudo devem obter o dinheiro de suas taxas de iniciação e subscrição à Terceira Tríade, cuja honra é concernida assim na sustentação abnegada daqueles que abandonaram tudo por seus camaradas.</li><li>O Grande Tesoureiro Geral é apontado pelo Supremo e Mais Sagrado Rei; ele pode ser um membro de qualquer grau mas ele deve, ao aceitar o cargo, tomar voto de pobreza. Sua autoridade é absoluta em todos os assuntos financeiros; mas ele deve ser responsável ante, e pode ser removido à vontade por, o Supremo e Mais Sagrado Rei. Ele irá indicar um comitê para assisti-lo e aconselhá-lo em seu trabalho e ele irá usualmente selecionar uma pessoa de cada um dos corpo governantes da Ordem.</li></ol>



<p>Este é um breve descritivo do governo da O.T.O.. Ele combina monarquia com democracia; inclui aristocracia e contém mesmo as sementes da revolução, apenas pela qual o progresso pode se efetuar. Assim equilibramos as Tríades, unindo as Três em Uma; assim unimos todos os aspectos da paixão e do interesse humanos e os unimos em uma tapeçaria harmoniosa, sutil e diligente com grande arte para que nossa Ordem possa ser qual um ornamento mesmo entre as Estrelas no Céu Noturno. Em nossa textura multicolorida determinamos a glória de todo o Universo – Olha para ela, irmão Mago, que tua própria determinação seja forte e pura, e de uma cor brilhante em si mesma, ainda que pronta a unir-se em toda a beleza da irmandade!</p>
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